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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 21, 2018 2:15 pm
Dmitri acena positivamente com a cabeça, aceitando as palavras de Gustav. Caberia aguardar a próxima noite. Agora ele precisava se alimentar, antes de ver Andreiev.

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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 22, 2018 6:55 am
Briedenstein não se ausentou por muito tempo. Havia deixado a sala por menos de cinco minutos quando retornou com três jovens aparentemente saudáveis. Eram dois homens e uma mulher, todos bastante altos e esguios. Os dois rapazes tinham cabelos muito escuros, enquanto a mulher era ruiva. Sem nenhuma cerimônia eles se aproximaram de Dmitri que, sob os auspícios de Gustav, bebeu apenas poucos goles de cada um. Felizmente, sua fome não era ainda incontrolável, de forma que foi possível a Dmitri saciar-se sem machucar o rebanho de Briedenstein.

Posteriormente, Gustav levou o Brujah para a parte inferior da casa. Em um dos corredores, acessou uma escada que levava, presumivelmente, às partes inferiores da construção. Depois de passar por um pequeno corredor, Dmitri avistou uma porta pesada de metal, aberta com facilidade por Briedenstein. Ali havia todo um outro ambiente, menos decorado e mais simples, provavelmente o local onde o Príncipe passava seus dias. Era uma galeria subterrânea que continuava por longos corredores escuros, que possivelmente portavam a outras áreas do distrito.

Andreiev estava sentado em uma escada de pedra, lendo um livro. Gustav seguiu por um dos corredores, deixando os dois à sós, mas não antes de instruir Dmitri.

- Você pode descansar aqui, Dmitri. Aqueles dois corredores levam a salões seguros. Nos veremos amanhã, quando a corte atender o chamado.


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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 22, 2018 8:22 am
Após se alimentar, Dmitri acompanha Gustav. O brujah se impressiona com a construção e o tamanho da mesma. Enquanto caminha pensou em seu refúgio, o bar construído próximo a região industrial. Lembrou-se do jovem revolucionário e sentiu saudades.


Ao chegar na acomodação, Dmitri sorri para Andreiev e senta-se no lado oposto.

Meu caro, foi uma noite difícil, contudo, resolvemos esta situação diplomática. Amanhã partiremos para casa, após a reunião que o príncipe pretende fazer.

Acreditas que fui atacado, após deixar a casa de Eric Gould. Preciso fazer algo antes de dormir, pois, teremos pouco tempo amanhã. Primeiro, preciso dos seus registros, coletados no período em que esteve por aqui, me indique onde fica o esconderijo que vou lá recolher e a segunda é para você responder a esta pergunta, por que Antonov os enviou para Berlim? Te darei um tempo para pensar nesta resposta enquanto estiver fora para buscar seus registros.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 22, 2018 9:08 am
Andreiev escutou Dmitri antes de responder. Continuou sentado no degrau de pedra, mas deixou o livro de lado.

- Fico satisfeito que tenhas sobrevivido, Dmitri. Antonov me enviou para que eu investigasse as transações de Eric Gould. Segundo o que ele pensava, Eric tinha relações com o nosso Primógeno, relações que poderiam colocar em risco a segurança da Rússia. De fato existiam acordos econômicos entre eles, mas nada além disso. No entanto, ele acreditou que eu poderia ser uma ameaça e solicitou a minha detenção ao Príncipe Gustav, pelo menos até que a situação fosse averiguada.

Andreiev olhou para Dmitri.

- No entanto, outra coisa passou a me preocupar desde a sua saída para encontrar Baring-Gould. O Príncipe Gustav se mostrou estranho, nervoso. Confiscou meus registros pessoais e os destruiu. Percebi também a presença de estrangeiros na casa, homens de nacionalidade francesa, que discutiam acaloradamente com o Príncipe. Eu, infelizmente, não sou fluente na língua dos francos, de modo que entendi pouco. Mas Gustav parecia satisfeito com o resultado da reunião, e pôs-se a esperar o teu retorno.

Andreiev parecia genuinamente aflito.

- Eu não compreendo as nuances da conspiração da qual te havia dito, Dmitri. No entanto, sinto que envolve o Príncipe de Berlim. Não sei em qual posição, com quais objetivos, mas me parece que ele é um inimigo velado das cortes europeias, planejando submetê-las ao seu comando pessoal. Não sei também em que medida Eric Gould está envolvido nisso, mas uma coisa me parece certa: este local não é seguro. Ainda que possamos permanecer na cidade para acompanhar os desdobramentos, devemos deixá-la o mais rápido possível. Além de evitar ao máximo estar na presença de Briedenstein.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 22, 2018 9:31 am
Dmitri pára, incrédulo onde está. Isso não era possível. Os desdobramentos de uma noite toda caira por terra com as últimas palavras de Andreiev.

Está me dizendo então que você me permitiu sair daqui, ir encontrar Eric Gould, enquanto o perigo real estava aqui?

Dmitri se adianta e toma o livro das mãos de Andreiev, pois, naquelas páginas eles haviam se comunicado, antes de sua saída. Antes de folhear o livro, Dmitri se aproveita do olhar surpreso de Andreiev para ele e usa seus dons.

Me diz uma coisa Andreiev, assim que eu saí, você recebeu a visita de alguém?

Após a negação de Andreiev, Dmitri folheia as páginas do volume que estava nas mãos do outro. Seus olhos se abrem de espanto, ali nas últimas páginas ainda estava a conversa que ambos tiveram mais cedo. "Quem quer que seja, fez um trabalho bem mais ou menos, deveriam tê-lo distruido e deixado o monarca se explicar. Alguém pretende me tirar do foco, talvez o próprio príncipe. A questão é que não pagarei para ver." - Pensou Dmitri num breve raciocínio.

Levante-se agora. Não tenho tempo de explicar, contudo, estamos no meio de um fogo cruzado. Vou sinalizar a Gustav a minha decisão. Vamos.

Tal qual uma mãe puxa seu filho desobediente pelo braço, Dmitri fez com Andreiev, mantendo firme sob seus poderosos dedos. Ambos seguiram rumo a saída do principado.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 22, 2018 4:50 pm
Faltava pouquíssimo tempo para o nascer do sol, o que forçou Dmitri e Andreiev e usarem parte do seu Sangue para alimentar suas velocidades sobrenaturais. Não obstante, alcançaram a casa que havia sido cedida por Maria Ivanenko em segurança. As portas foram trancadas, as janelas seladas e os dois cainitas se dirigiram ao subterrâneo da residência, entregando-se à escuridão do sono e torcendo para que seus corpos permanecessem em segurança em meio ao fogo cruzado que era Berlim.

Continue em Berlim, após o tópico "O Dia Seguinte".
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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 23, 2018 2:26 pm
A noite seguinte chegou velozmente. Dmitri abriu os olhos e constatou que ainda caminhava pela terra. Ao seu lado, Andreiev ainda dormia, vindo a despertar alguns minutos depois. Não parecia haver nada de errado com seu companheiro de Clã, pelo contrário, Andreiev parecia satisfeito, quase feliz de ter deixado a casa do Príncipe.

Arrumar as poucas coisas que havia trazido não foi um problema. Andreiev também não tinha muitos pertences. Era cedo, uma cortesia do inverno, e a estação de trem era muito próxima à residência emprestada por Maria Ivanenko. Os dois Brujah dividiam o mesmo sentimento: Berlim lhes parecia hostil, e desejavam deixar a Alemanha o mais rápido possível. E foi isso que fizeram. Deixaram a casa uma hora depois do despertar, rumo à estação.

Seguiram a pé. O caminho os fazia passar pelo centro de Berlim, onde estava localizada a moradia do Príncipe. Uma vez adentrado o distrito, visualizaram a comoção: dezenas de pessoas se aglomeravam diante de um construção. Ou onde havia uma construção. A mansão do Príncipe, o jardim, os muros, nada disso existia mais. Em seu lugar, somente ruínas que ainda emitiam fumaça, o outrora belo jardim enegrecido pela fuligem. A casa não parecia ter sido somente incendiada, mas bombas pareciam ter sido usadas. Mortais se aglomeravam e trocavam teorias conspiratórias sobre o que teria acontecido. Dmitri discerniu, entre eles, a figura de Stephan Lutz a observar as ruínas.

A estação era distante somente alguns quarteirões, e não havia impedimentos ao acesso. Andreiev ainda se deteve um minuto, observando as ruínas, antes de perguntar a Dmitri.

- Sigamos o nosso caminho?
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Re: Moscou: A Grande.

em Sex Abr 27, 2018 1:18 pm
Os passos do brujah ecoavam nas ruas vazias de Moscou. Estar em sua terra lhe causava uma tranquilidade genuína.

Apesar da calmaria, o destino de Dmitri já estava traçado, ele iria procurar Maria, tinha muitas coisas para contar.

Sem cerimônia, ele adentra o território da príncipe e caminha em direção a casa.

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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 28, 2018 4:40 am
Não era intenso, o frio em Moscou. Aparentemente após a saída de Dmitri o tempo havia melhorado razoavelmente. Havia música e álcool em todos os cantos da cidade, os operários relaxavam após um turno extenuante de trabalho. Nos postes, cartazes indicavam que ocorreria uma grande parada para celebrar o aniversário de reinado do Czar Nicolau. O caminho até o Principado de Maria Ivanenko foi realizado com presteza, a casa estava iluminada e havia música saindo das janelas. A entrada de Dmitri foi permitida sem questionamentos e, após cruzar os longos jardins, encontrou-se com a monarca, que estava do lado de fora da residência.

- Bem vindo de volta, Bogdanov. Quais as novidades oriundas de Berlim?

Ao lado da Príncipe, sentado em uma das poltronas do jardim, estava Boris Krasnov, Primogênito Toreador, que encarou Dmitri com bastante interesse quando o Brujah se aproximou.
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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 28, 2018 6:45 am
O clima ameno, o perfume das flores do jardim destoavam com a expressão séria e levemente abatida de Dmitri. Apesar do alívio que sentia por estar em casa, sabia que muita coisa pode ter acontecido em Berlim neste um dia de viagem.

O brujah se acomodou numa das poltronas, mesmo não tendo sido convidado. Ele olhou para os dois membros a sua frente e então disparou a falar.

Saudações majestade e Krasnov. Meu intento foi cumprido com êxito, neste momento Andreiev segue para seu refúgio ou talvez vá encontrar Antonov e os outros, não sei dizer fiz o que prometi. Seu tom era grave e carregava um sentimento genuíno de preocupação. Não, não sorria majestade, sangue foi derramado e desavenças criadas para que isso acontecesse.

O brujah então contou toda a sua experiência em Berlim nas últimas noites, desde o primeiro encontro com o príncipe Gustav, quanto com o primógeno Eric Gould. Falou sobre a primeira conversa com Andreiev ao encontrá-lo preso no principado e neste momento Dmitri mostra o livro com as provas de que a conversa foi real e de que a situação em Berlim inspirava cuidados, quanto ao seu retorno para buscar o mesmo e su nova versão da história. Contou do ataque sofrido junto ao primógeno toreador Lutz e como decidira sair do principado naquela mesma noite...

Quando acordamos, decididos a partir de volta para Moscou, passamos pelo antigo principado. Dmitri neste momento fica em silêncio. Lágrimas rubras escorrem por seu rosto e caem sobre a capa do livro que ele ainda segura firmemente entre as suas mãos. A estrutura do principado estava toda destruída. Completamente destruída. Foi alvo de um ataque massivo, com direito a bombas e tudo o mais. Não havia sinais de sobreviventes. O que mais me incomoda éque tenho a. Plena certeza que este ataque só ocorreu por minha interferência no caso de Andreiev e de suas descobertas, apesar de quê estas descobertas não serão úteis agora, já que o inimigo se apresentou. Enquanto seguíamos, ainda que abalados com o acontecido, encontrei o primógeno toreador que me ajudou, Lutz, era este seu nome. Tentei conversar com ele quando do meio dos escombros, surgiu um homem, uma figura de poder e presença estranha e atemporal para nós, lembro-me de não ter reação ao vê-lo ali, naquele lugar. Não sei quanto tempo ficamos naquele estado de espanto mas, logo que voltei a mim, chamei Lutz para conversarmos no refúgio onde eu estava instalado, porém, foi tarde demais. A cena do corpo inerte de Stephen Lutz, no chão,aos pés de Eric Eigermann ainda o perturbava. Quando percebi, aquela criatura, cujo o nome creio eu, não seja desconhecido para vocês, Eric Eigermann já estava em nossa cola. Foi inevitável. Estas foram as suas palavras...

"Vocês são livres para retornar à sua terra, estrangeiros. Ele, no entanto, aqui permanecerá. Na condição de Príncipe de Berlim, Stephan Lutz será julgado e condenado pela sua ineficiência e sua traição contra o Reino. 

- E mande uma mensagem à sua Príncipe. A Corte de Berlim responderá com força e vigor a quaisquer tentativas de interferência externa em nossos negócios. Se ela for sábia, irá se abster quando a sua Camarilla a convocar para a "estabilização" da Alemanha. Eu posso ser um excelente aliado para o povo russo e para a sua Corte, Herr Dmitri Bogdanov. Basta somente que algumas coisas sejam... reconhecidas".


Dmitri encosta suas costas na poltrona, enquanto os dois membros digerem as notícias recebidas...

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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 28, 2018 9:43 am
Krasnov olhava, atônito, para Dmitri. O Primógeno não conseguia expressar outra coisa senão surpresa absoluta com o desenrolar dos acontecimentos. Ivanenko, por outro lado, fitava Dmitri com uma expressão séria, analítica. Depois que o Brujah terminou de fazer seu relatório, a Príncipe se sentou. Permaneceu calada por alguns segundos. Depois, deu um longo e grave suspiro antes de começar a falar.

- A situação é dramática, Dmitri. Temo que um vizinho poderoso se ergueu nas nossas fronteiras, e que seu retorno colocará todos nós em risco.

A Príncipe alçou os olhos em direção ao Brujah.

- Eu não estava entre a Família quando Erik Eigermann era príncipe de Berlim. Meu Senhor, contudo, me falou sobre seu reinado. Eigermann é um ser violento e irracional que se traveste com uma máscara de civilidade e cordialidade. Sua presença reverberará no mundo dos mortais, imagino. Acredito que uma guerra é mais iminente do que nunca.

Continuou a sustentar o olhar de Dmitri.

- Eu não tenho nenhum interesse em submeter-me, Dmitri. Minha fidelidade é à Camarilla e às Tradições e se Eigermann ou seus aliados são responsáveis pela destruição de Briedenstein, há pouco que possamos fazer. A Camarilla tentará um acordo de paz, estou segura. Não me parece, porém, que alguém com a idade e poder de Eigermann irá se submeter à seita. Se nem Mithras de Londres o fez, por qual razão ele o faria?

- Por outro lado, minha fidelidade não me impõe a participar de qualquer medida que a Camarilla acredite ser necessária. Já temos problemas demais dentro das nossas fronteiras e agora, mais do que nunca, precisamos nos fortalecer. Não sei, preciso pensar. As notícias são alarmantes, graves. Temos um Conclave agendado para Março próximo, onde acontecerão as eleições para Justicar e a escolha dos Arcontes. Imagino que todo o evento será norteado pela sensação de insegurança representada por Erik. A Alemanha era já belicosa e irascível. Será pior agora.


Mudou a expressão para uma mais cordial.

- Eu agradeço a sua vinda até aqui, Dmitri. Fico feliz que tenhas retornado. Mas lhe digo de ir até a sua casa e descansar um pouco. À meia noite, retorne. A sua primeira reunião como Primogênito Brujah se dará em um contexto delicado.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 29, 2018 2:12 pm
Contexto delicado... Repetiu Dmitri. Sua expressão voltou a ficar carrancuda, como se a volta ao lar já não lhe causasse o mesmo prazer.

Que seja! Visitarei Antonov e voltarei no horário marcado, até breve.

Dmitri se despede rapidamente, apesar de já ter uma ideia de que o assunto delicado seja o próprio Antonov. Ainda assim, caminha a passos firmes em direção a saída, torcendo para estar enganado...

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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 29, 2018 2:52 pm
Era bom, contudo, andar de novo pelas ruas de Moscou. Os perfumes eram os mesmos. O russo soava como música no ouvido de Dmitri, nas suas mais diversas variações, de São Petesburgo até a Georgia. Conhecendo as ruas como conhecia, não tomaria muito tempo a Dmitri para alcançar a residência de Antonov. Intuía, contudo, que não encontraria seu camarada ali. Seguiu, quase que automaticamente, para o bar se era habituado a frequentar.

O local estava cheio. Havia música e gritaria mais alta que ela. O cheiro de álcool empesteava o ar, e a vulgaridade dos trabalhadores russos era um alívio depois da temporada com os sisudos alemães. Ao fundo, sentado diante de um pequeno piano e folheando um caderno de partituras, Dmitri avistou Antonov.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 29, 2018 3:06 pm
Sem cerimônias, Dmitri caminha por entre os mortais, afastando-os sutilmente de seu caminho. O cheiro de vodka e fumo lhe preenchiam de recordações.

É bom ver que alguém manteve suas atividades normais, enquanto outros, arriscavam seus pescoços em terras estrangeiras. Falou Dmitri em tom alto o suficiente para ser ouvido por seu igual.

Apesar da gravidade dos últimos acontecimentos, o atual primógeno dos brujah sorriu, aguardando uma resposta do músico.

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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 29, 2018 3:21 pm
Antonov pousou o caderno de partituras sobre o piano. Depois, cobriu as teclas e olhou para Dmitri.

- Saudações, Primógeno. É uma honra receber tão ilustre visita. Diga-me? Tudo correu bem em terras alemãs? Espero que a Príncipe Ivanenko tenha ficado satisfeita com os seus serviços, enquanto nós aqui chorávamos a morte de nosso antigo Primógeno e companheiro de sangue.
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Re: Moscou: A Grande.

em Dom Abr 29, 2018 3:42 pm
Dmitri estancou onde estava. Havia algo hediondamente errado naquela cena. Em primeiro, a relação entre Antonov e Mikhailov não era a melhor de todas, a segunda é que o próprio Dmitri saiu em prol dos camaradas de Antonov, que se deixaram capturar em território germânico e em terceiro, o tom acusador e ofensivo a quem lhe estendera a mão o incomodou demais.

Em primeiro lugar meu caro Antonov, modere seu tom. Não é de bom grado receber aquele que saiu de seu conforto para ir até uma terra repleta de inimigos para trazer um aliado de volta, tal qual fiz ao trazer Andreiev de volta.

Dmitri perde-se por um instante dentro do bar, como se estivesse confuso. De repente oa cheiros o incomodam e as vozes dos mortais lhe causam tremenda agonia.

Em segundo, se fui nomeado primógeno desta PORRA, FOI POR QUE VOCÊ NÃO FOI CAPAZ DE ORIENTAR OS SEUS E EU TIVE QUE LIMPAR A PORRA DA BAGUNÇA, PARA EVITAR MAIORES PROBLEMAS!!! EM TERCEIRO, SABEMOS BEM QUE ELE... Dmitri diminui o tom de voz, apesar da ira que lhe sobe a cada instante. Que ele estava acomunado com Eric Gould, de Berlim e que este mesmo Eric estava mantendo Andreiev cativo. Agora, se você quer me culpar por algo que não é a minha responsabilidade, tudo bem. Siga em frente. Se a morte dele incomoda a todos, irei investigar. Só não me culpe, pois, coloquei o meu pescoço na reta, sem sequer questionar ou saber os motivos para os quais você enviou dois de nós para Berlim. Não seja injusto comigo, está entendendo?

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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 30, 2018 3:50 am
Antonov suspirou fundo antes de responder.

- Me desculpe, Dmitri. A agitação dos últimos dias tem me afetado particularmente. Não posso negar que a sua indicação à Primogenitura me pegou de surpresa. Passei a pensar que sua relação com Ivanenko era repleta de interesses pessoais. Não queria ser injusto contigo, mas ser nomeado Primógeno sem que o seu Clã sequer tenha sido consultado é uma negação de tudo aquilo que defendo.

O Brujah se levantou, deixando o piano e sentando-se a uma mesa. Convidou Dmitri a fazer o mesmo.

- Enfim, Mikhailov não existe mais. Foi alvo de uma violência perpetrada pelo nosso próprio Clã, embora não por aqueles residentes em Moscou. Investigamos e descobrimos que Brujah austríacos estavam por trás desta situação. Agimos rápido e encontramos alguns dos culpados. Outros fugiram para retornar ao lugar de onde vieram. Alguns foram executados, mas mantivemos um deles com vida, para responder algumas de nossas perguntas.

Antonov olhou para Dmitri.

- Ivanenko ainda não foi informada sobre o acontecido. Foi tudo extremamente rápido, as coisas aconteceram nos últimos dois dias. Estamos divididos sobre como proceder. As tensões entre o Império Austríaco e Russo são enormes. O cainita, de início, se recusou a colaborar e responder as nossas perguntas, mas mudou de ideia com uma certa velocidade. - Sorriu - Aparentemente as ordens partiram de Viena. Não posso deixar de imaginar que o acontecido tem relação com o papel que Mikhailov desempenhava na Sérvia, os austríacos se revelaram extremamente reticentes em relação às alianças entre a Rússia e os países sob os quais eles mantém interesse.

O Brujah fez uma pausa. Depois continuou.

- Uma coisa, porém, nos preocupa. Este membro não parece seguir o Sabá ou a Camarilla. Ele se intitula membro da Ordem, o que quer que seja esta coisa. Além disso, qualquer tentativa de acessar sua mente, mesmo realizada pelos mais competentes dentre nós encontrou uma barreira erguida, uma barreira potentíssima. Quem quer que a tenha erguido é alguém de poder relevante.
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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 30, 2018 8:25 am
Dmitri manteve-se de pé, austero, observando os movimentos de Antonov, enquanto mantinha os braços cruzados, pois, do contrário, suas mãos livres poderiam fazer um estrago, já que a sua irritação não diminuira nem um pouco, mesmo com o pedido de desculpas de Antonov.

Como te falei, no dia em que fostes a minha procura. Eu faria o necessário para trazer Andreiev de volta e, ser primógeno, foi necessário. Eu só poderia viajar até Berlim como primógeno, caso contrário, nem seria recebido pelo príncipe para tratar do assunto.

Havia uma frieza na voz de Dmitri. A reação anterior de seu companheiro de clã o havia irritado.

Sabes também que Mikhailov mantinha contato com Eric Gould, um Brujah assim como nós, mas, que não compartilha dos mesmos ideias e mais, segundo as palavras do próprio Andreiev, estava articulando um golpe contra a camarilla e o principado berlinense. Dmitri aproxima-se de Antonov, retirando o pequeno livro do bolso.

Aqui estão as palavras de Andreiev, sobre o que ocorria em Berlim. Vê? Então, nosso camarada agora tem uma nova versão da coisa, diz que o tratado entre Mikhailov e Eric eram apenas comerciais. Tenho plena certeza de que foi feito algo em sua mente, além disso, o tal Eric atentou contra a minha existência e, junto a uma criatura... Dmitri parou ao lembrar da presença daquele ser. O príncipe de Berlim foi destruído, por alguém chamado Eric Eigermann, que pelos indícios, trata-se de um aliado de Gould e ambos, planejavam juntos algo contra nossa organização.

Imagino que eles tenham enviado alguém para dar conta de Mikhailov, que falhou em manter o sigilo e Andreiev e seu companheiro descobriram tudo.

Reúna o clã, precisamos saber se continuarei como representante. Pra mim tanto faz e, para seu conhecimento, não há uma relação entre ivanenko e eu, sabes muito bem. Agora vou ver que assunto delicado há para ser tratado pela corte de Moscou.

Dmitri começa a se afastar, andando entre os mortais, em direção a saída. E se prepare, este tal de Eigermann, que citei a pouco, será um grande problema para nós. Sem aguardar uma resposta, o brujah volta a caminhar e sai do estabelecimento, seguindo em direção ao principado.

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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 30, 2018 12:05 pm
Antonov ouviu atentamente as palavras de Dmitri. Acompanhava com o olhar a impaciência do outro Brujah. Quando Dmitri terminou, Antonov respondeu.

- É uma teoria plausível a sua sobre a morte de Mikhailov. Acredito que as forças que ele apoiou acabaram, ao final, se opondo a ele. O que me preocupa são as implicações desta situação para a Rússia. Se uma criatura com o poder que você descreve assumirá o comando da Alemanha, estaremos diretamente na linha de tiro.

Pausou.

- O que questiono neste momento é que, se os assassinos eram austríacos, significa que o nosso homem tem influência também no Império Austríaco. Isso complica o cenário: ou Eric Eigermann tem alguns aliados pontuais ali ou sua influência já se estende por territórios consideráveis. Me turba também que o homem tenha se referido aos seus correligionários como "Ordem".

Antonov pareceu se perder em pensamentos antes de continuar.

- Vá, Dmitri. Eu convocarei o Clã para avaliar a Primogenitura. Acredito que confirmarão o teu nome. E, mais uma vez, peço-lhe desculpas.

Independentemente de Antonov ter mais palavras, Dmitri deixou a confusão dentro do bar para alcançar o frio das ruas. Seguiu, a passos rápidos, para a residência de Maria Ivanenko. Alcançou o local em poucos minutos, e a casa se mostrou bastante iluminada. Os portões jaziam abertos e silhuetas podiam ser vistas através das grandes janelas.

O Brujah avançou, entrando na residência. Um dos servos, aparentemente instruído sobre a sua presença, o conduziu até um salão de reuniões. Era um lugar pequeno e simples, mas ao mesmo tempo elegante. Armários com livros decoravam as paredes, juntos a dois belos quadros que retratavam Moscou de ângulos incomuns. No centro do local, uma mesa redonda de madeira de lei que reunia parte dos convidados daquela noite, mais especificamente Ivanenko, sua progênie e o Primogênito Toreador Boris Krasnov. Dmitri notou que Maria e Vasily sentavam exatamente um de frente para o outro. Krasnov parecia um mediador. Sobrava o assento diante do Toreador.

Foi Maria quem se levantou para saudá-lo.

- Bem vindo, Dmitri. Sente-se e vamos começar. Ouvimos o que você nos disse mais cedo, mas gostaríamos de aprofundar suas considerações e observações antes de expor as nossas.

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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Maio 02, 2018 9:51 am
O brujah dá uma volta na mesa, passando por traz de vasily e também de Krasnov. Ele senta em sua cadeira e escuta atento as palavras de Ivanenko. Ele coloca ambas as mãos sobre a mesa.

Eu não sou um homem de impressões, majestade. As coisas são como eu vi. Eigermann estava lá, onde era o principado. Eric Gould, pelo que diz os documentos de investigação, é aliado deste ser, além de ter tentado indicar que os franceses eram o problema. Resumindo, temos problemas graves. Não sabemos até onde chega a influência deste grupo e o que pretendem. A única coisa que poderemos fazer é nos precavermos até saber mais sobre eles.

Outra coisa importante a dizer é que este mesmo grupo já tinha chegado aqui, com a cooperação de Mikhailov.

Dmitri olha para o toreador e depois detém o olhar na príncipe.

Algum dos dois conhecem alguém velho o suficiente para que possamos fazer umas perguntas ou algum lugar que o conhecimento esteja compilado em volumes acessíveis?

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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Maio 02, 2018 1:56 pm
O Primógeno Toreador e a Príncipe se encaram brevemente, antes que Monarca responda Dmitri.

- Sobre Mikhailov e suas ações, estamos cientes, ainda que este conhecimento nos tenha chegado tardiamente. Entre outras coisas foi isto que norteou a minha escolha de ti como Primógeno. Infelizmente não temos notícias de Mikhailov há dois dias. É possível que ele tenha abandonado a cidade, por temor de represálias.

A Príncipe continuou.

- A grande questão é que Moscou é uma cidade fiel à Camarilla, e não vamos nos abster de colaborar com a Seita se a decisão dela for a neutralização da ameaça que representa Erik Eigermann. Sei que custará caro a Moscou tal reação, mas a nossa fidelidade nos impõe. O que podemos fazer, e o que eu farei, é proteger minha cidade da melhor forma possível. E sem os recursos da Camarilla isto é impossível. Somos poucos, em comparação aos cainitas alemães, e enquanto não tivermos um quadro completo de como se organizará a Corte de Berlim, devemos considerar que todos os alemães se submeterão a Eigermann.

Foi Mikhailov quem falo depois. Tinha uma voz agradável e suave, que lembrava a de um professor atencioso.

- Depende da natureza de suas perguntas, Dmitri. Os cainitas mais velhos são notavelmente resistentes a compartilhar seu conhecimento, exceto por alguns. De qualquer forma, infelizmente neste caso mas felizmente no geral, falta a Rússia os cainitas milenares que habitam o Ocidente. Se as suas questões forem de meu conhecimento, ficarei feliz em ajudar. Senão, o raciocínio mais lógico é viajar até a Corte do cainita mais velho a governar a Europa, Mithras. A segunda opção é consultar os... Tzmisce, nossos vizinhos mais próximos. A relação deles com a nossa Corte, porém, não é das melhores.

Pareceu pensar por alguns segundos antes de continuar.

- Istambul, mais próxima, desfruta da presença de Vashtai, uma anciã do meu clã de notável idade e conhecimento. Sua acessibilidade é também conhecida: Vashtai acredita que o conhecimento é um bem a ser repassado, e raramente se recusa a responder perguntas.
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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Maio 02, 2018 2:18 pm
Dmitri olha para os três, analisando o quanto deveria falar. Ele sabia que ter assumido aquele posto lhe traria problemas e o pior, teria que defender uma seita que privilegiam os mais influentes.

Viajar para longe está fora de questão, ao menos para mim. Meu relacionamento com os ventrue não é dos melhores, considerando o assassinato de minha cria, por criaturas que ainda devo procurar. Conversar com os demônios nem pensar, estão no sabbath em sua maioria. Parece que Istambul é minha melhor chance.

Dmitri foca em Krasnov.

Podes escrever uma carta de recomendação? Pelo visto tenho que viajar, porém, coisas devem ser ditas e outras ouvidas. O brujah se levanta e caminha pela sala, ao redor dos membros presentes. A primeira coisa a ser dita é Mikhailov fora destruído há dois dias e, segundo as investigações, por cainita austríacos. Cremos que ele fora destruído por ter chamado a atenção para o que acontece em Berlim, já que ele era um aliado do tal Gould e possivelmente do Eigermann. Em segundo, os responsáveis por tal acontecimento fazem parte de uma organização chamada "a ordem". Eu preciso saber se esta organização é a mesma que está se formando em Berlim. E em terceiro, qual o assunto delicado, já que vocês ainda não falaram?

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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Maio 02, 2018 2:30 pm
As reações foram mistas. A Príncipe permaneceu séria. Vasily pareceu esboçar um sorriso incrédulo e Krasnov era o único que parecia realmente preocupado. Vasily, porém, falou primeiro.

- O assunto era exatamente este, Dmitri, o desaparecimento do seu antigo Primógeno. Mas agora, tudo está resolvido. Me pergunto somente por que razão sua Majestade não foi avisada, e se os Brujah dispõem de mais conhecimento do que você realmente revela.

Krasnov interrompeu, com seu habitual tom conciliador.

- Sim, Dmitri, escreverei a carta de recomendação e Vashtai lhe receberá alegremente. Eu, ao meu posto, viajarei para Viena. Tenho velhos aliados naquela cidade e, diante de sua nova informação, procurarei descobrir qual a conexão entre Viena e Berlim. Te manterei informado durante a tua viagem, arrumarei meios para isto.

Maria Ivanenko falou por último. Parecia levemente irritada.

- Então, já começou. Se suas teoria estiver correta, a Corte de Berlim já iniciou um ataque contra Moscou. Se vocês confirmarem, Moscou responderá à altura.
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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Maio 02, 2018 2:44 pm
Conhecimento é poder Vasily. Se eles sabem e não contaram, algum motivo tiveram. Eu mesmo tenho muita dificuldade em confiar em Maria, já que ela sabe que destruiu minha cria e nem por isso contou quem foi. Todos precisam de motivação para confiar algo a terceiros. Espero que esta viagem me dê as respostas que Moscou precisa. Além disso, devemos começar a nos preocupar com o quão profunda a economia de Moscou está dependente de Berlim. Além disso, devemos nos preocupar com os mortais de lá. A destruição na casa de Gustav não foi feita por homens carregando paus e tochas. Teremos que avaliar tudo, tudo.

Agradeço vossa presteza Krasnov. Vou apenas aguardar a sua carta para já partir. Quanto menos tempo perdermos, melhor será para nós. Mais algo senhores?

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Re: Moscou: A Grande.

em Sex Maio 04, 2018 11:25 am
Se algum dos presentes sentiu-se ofendido pela fala de Dmitri, não o expressou. Krasnov se levantou e, debruçando-se sobre uma pequena mesa, escreveu rapidamente. Colocou a carta em um envelope e, com ajuda de cera quente e de um anel que repousava na mão esquerda, selou a missiva. Entregou-a a Dmitri com votos de boa sorte. O Brujah percebeu como o Toreador parecia sincero e disposto. Sabia que Krasnov era o fiel da balança de Moscou, provavelmente a única força que impedia que Vasily e Maria entrassem em guerra. A Progênie manteve-se calada, mas a Senhora se levantou para despedir-se de Dmitri.

Lá estava o Brujah, outra vez rumando para a estação. Não teve tempo de repousar ou aproveitar o retorno à Moscou. Esperou quarenta minutos por um trem que o levasse rumo ao sul, passando pela Romênia e Bulgaria até chegar a Istambul. Não teve dificuldades em encontrar um local para descansar, a luminosidade do sol era baixa no inverno, e a Romênia, país onde fez escala, era naturalmente nevoenta. Dmitri sabia que estava em território Tzmisce, e que as relações entre o Clã e a corte moscovita não eram das melhores. De fato, teve a sensação de estar sendo observado enquanto esteve ali. Não obstante, seguiu sua viagem sem maiores problemas. Sentiu-se mais leve ao deixar a Romênia em direção à Bulgária. Havia algo de poderoso e ancestral naquele país, e Dmitri preferiria não saber do que se tratava. Embarcou em um segundo trem, de carga, onde um dos vagões serviria como refúgio contra a luz do sol e o permitiria de viajar durante o dia. Não foi incomodado.

De fato, após a meia noite do dia seguinte, já estava em território Otomano. Que calor fazia em Istambul! Mas, fora isso, não era tão diferente de Moscou, ao menos em relação ao comportamento dos mortais. Havia alegria no local, diferente do que sentiu em Berlim, e a cidade lhe pareceu imediatamente simpática, menos hostil. Na missiva de Krasnov contavam dois endereços: um da residência privada de Vashtai, o outro aquele do Principado de Istambul. Caberia a Dmitri decidir para onde seguiria.


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