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Re: Moscou: A Grande.

em Ter Abr 10, 2018 5:35 am
Andreiev suspirou forte. Seus olhos carregavam uma preocupação visível.

- Imagino que Briedenstein tenha condicionado minha libertação a uma aprovação da parte de Baring-Gould. Devo lhe dizer, Dmitri, que não acontecerá. Ele está ciente dos meus conhecimentos sobre suas ações. Além disso, Baring-Gould não responde somente por si mesmo. Responde por um grupo de cainitas, os mesmos que querem desafiar toda a forma de organização que construímos nos últimos seis séculos.

O Brujah se levantou e caminhou lentamente pelo quarto.

- Não, não se preocupe. É você que deve escapar antes que as coisas se voltem contra você. Baring-Gould saberá que eu lhe forneci as informações que detenho. Sua não vida também está em risco, Dmitri. Estes homens não estão brincando, há inúmeras coisas em jogo. Eu sinto uma presença nesta cidade, uma força belicosa e violenta, contida somente por enquanto e com muita dificuldade.

Andreiev parou diante de Dmitri. Sorriu e continuou.

- Não se preocupe com a minha segurança. Retirar-me daqui a força faria cair sobre nós, de imediato, a ira destes cainitas. Precisamos de tempo para nos organizar e decidir como enfrentaremos esta ameaça. Precisamos nos manter fora de seus radares.
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Re: Moscou: A Grande.

em Ter Abr 10, 2018 8:54 am
A reação de Dmitri ao sorriso de Andreiev, foi de tristeza. Para alguém como ele constatar que a vida dele já estava perdida e ainda preocupar-se com outro, demonstrava que era algo realmente grave. Assim como Andreiev, Dmitri levantou e caminhou pelo cômodo.

Você acha que o príncipe tem noção desta conspiração orquestrada por Eric e os seus? Após a pergunta, Dmitri fez uma cara de espanto e pavor, antes de continuar com seus questionamentos. Se sabe ou não, agora não importa. Mikhailov está no meio disso. A corte de Moscou corre sérios riscos também. Terei que ser mais breve do que imaginava meu caro. A ordem pode ser quebrada e, considerando nosso poderio, isso pode ser desastroso para Moscou. Não sei se outros membros compactuam do mesmo objetivo que o antigo primógeno. Depois da conversa com este tal de Eric, seguirei de volta. Dmitri senta novamente na cadeira, com ambas as mãos na cabeça. Ele fica olhando para o chão, desolado pelo que vai dizer.

Meu caro, caso eles recusem a te libertar... Seu tom de voz baixou, como se fosse um lamento completou. Exigirei que ao menos o destruam. Na minha frente, para que você não seja feito de brinquedo nas mãos destes patifes e a corte de Moscou fique de mãos atadas num futuro próximo, já que o terão como refém. Além disso, por mais que não saiba muito sobre, ou talvez saiba, sobre a organização de nossa cidade, seu conhecimento pode comprometer a nossa segurança e a segurança do objetivo que você e Antonov constroem. De acordo?

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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Abr 11, 2018 2:27 pm
- Você tem toda a razão, Dmitri. Entendo sua posição e concordo com ela. Apesar de minha relação com a Corte de Moscou não ser particularmente estável, eu ainda sou fiel ao meu país.

Andreiev tinha um uma expressão cansada na face.

- E não, Briedenstein não sabe nada sobre a conspiração. Desconfio que intua sobre o que se aproxima. Não imagino qual será a reação do Príncipe quando entender que seus inimigos internos estão absurdamente fortalecidos.

Andreiev sentenciou, com um olhar fúnebre.

- Será uma carnificina. De qualquer forma, espero que o seu encontro com Gould seja frutífero e que eu não precise deixar de existir para que nossa agenda esteja protegida. Acredito na sua capacidade de diálogo e de convencimento, Dmitri. Espero que elas sejam suficientes para salvar a mim.

Segundos depois, Gustav abriu a porta. Cumprimentou os dois Brujah antes de falar.

- Recebi uma resposta de Herr Gould, Dmitri. Pedirei a alguém que te acompanhe até a residência dele, onde você deverá espera-lo. Depois da conversa, você deverá retornar imediatamente ao Principado e me informar o que foi dito por Herr Gould. Só então eu tomarei a minha decisão.
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Re: Moscou: A Grande.

em Qua Abr 11, 2018 3:06 pm
Dmitri olha com certa apreensão para Andreiev. Ele se aproxima, dá um abraço apertado e lhe fala no ouvido, não suficientemente baixo para não ser ouvido, esta era a intenção dele.

Me parece que o que este tal de hell Gold queira me dizer, ou negociar, não pode ser ouvido pelo príncipe. Entre as suas falas, Dmitri faz uma pausa, para que o príncipe possa ouvi-lo e entendê-lo bem. O caso me parece ainda mais grave meu caro, a ponto de ele não querer conversar na presença de sua majestade, considerando que se trata de um assunto de toda a corte. De qualquer forma, esta conspiração que atinge esta cidade me preocupa, pois, atinge a camarilla como um todo, já que Berlim é um dos nossos grandes pilares. Deixe-me seguir agora, voltarei em breve.

Dmitri se afasta de seu compatriota e vira-se sorridente para o príncipe. Podemos ir meu caro príncipe, apesar de eu estar contrariado e temeroso por minha existência, já que tinha dito que a reunião aconteceria sob seus auspícios. Pelo indicativo, ou o tal Hell Gould é muito ocupado, ou a sua autoridade não se faz valer muito, com todo respeito. Pretendo voltar em breve. Obrigado por sua intervenção. O brujah sai do recinto, confiante de que poderá reverter a situação. O inerte e passivo Dmitri estava desaparecendo, aos poucos... Aos poucos.

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Re: Moscou: A Grande.

em Qui Abr 12, 2018 5:53 am
- Suas impressões sobre a minha autoridade são irrelevantes. Se os eventos acontecem de uma ou de outra forma em Berlim, acontecem segundo a minha vontade. Não se esqueça, em nenhum momento, deste fato muito simples.

Gustav não parecia irritado ou punitivo. Lembrava um professor que explica uma coisa extremamente óbvia a uma criança com dificuldades de entendimento.

- Julguei que a minha presença não será necessária. Além disso, assuntos mais urgentes requerem a minha atenção. Você seguirá com uma escolta determinada por mim e fiel a mim, que impedirá que qualquer evento imprevisto lhe ocorra. Além disso, essa escolta será responsável por medir os argumentos e relata-los a mim. Me acompanhe, por gentileza.

Dmitri e Briedenstein deixaram o quarto. Andreiev abraçou novamente seu Primógeno. Sussurrou no ouvido de Dmitri, depois que o Príncipe havia deixado o quarto para esperar no corredor.

"Se precisar, se necessário, não hesite em escapar. A mensagem é mais importante que o mensageiro".

O Brujah e o Ventrue desceram, posteriormente, as escadas até o salão principal. De pé, diante da porta da mansão, estava um homem. Seus cabelos eram louros e compridos, presos em um elegante rabo de cavalo. Os olhos eram verde esmeralda e a postura era elegante e comedida. Se vestia muito bem, com um terno preto e um sobretudo igualmente escuro. Na lapela do paletó, repousava uma rosa vermelha e dourada. Foi Gustav que rompeu o silêncio.

- Herr Bogdanov, lhe apresento o Primogênito Toreador de Berlim, Stephan Lutz. O carro já os espera do lado de fora. Façam uma boa viagem e espero que o diálogo com Baring-Gould seja produtivo.
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Re: Moscou: A Grande.

em Sex Abr 13, 2018 8:37 am
Dmitri não estava gostando do desenvolver da história. Ele não via com bons olhos deixar o principado, ainda mais para encontrar o responsável por aquela situação desconfortável.

Ele observou todo o caminho é ouviu as palavras do príncipe atentamente, querendo notar em seu tom de voz, algo que traísse suas palavras e seu jeito confiante. Ao encontrar o primógeno toreador, manteve seu semblante sério, contudo, sem animosidade.

Saudações Sr. Lutz. Me chamo Dmitri Bogdanov e estou satisfeito por ter a sua companhia até o encontro com hell Gould. Gostaria imensamente de estar nesta cidade por outra ocasião, certamente aproveitaria mais vossa companhia e o que esta cidade tem a oferecer.

Após as apresentações, Dmitri caminha até o veículo, abre a porta e vira-se, olhando uma vez mais para o principado. Ele estava de fato preocupado com Andreiev. Mesmo assim, torcia para que o príncipe tivesse mordido a isca e acabasse conversando sobre o assunto com seu compatriota. Sem rodeios, adentrou o carro e esperou que o toreador fizesse o mesmo. Quantoais cedo acabasse essa noite, mais cedo voltaria para casa.

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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 14, 2018 6:00 am
- O prazer é meu, Herr Bogdanov.

Lutz aparentava ser um homem sério, inversamente ao que se propaga sobre os Toreador. Seus modos eram sóbrios e pouco afetados quando ele entrou no carro acompanhando Dmitri. Deu ordens para que o motorista seguisse viagem. Em poucos minutos, o carro cortava as ruas apinhadas de Berlim, conduzindo os dois cainitas ao seu destino.

- Herr Briedenstein me informou relativamente acerca de vossa presença aqui. Os eventos que o trouxeram são problemáticos para ambas as Cortes. Eu realmente espero que você possa cumprir seus objetivos e que nós possamos ter paz com os russos. Nestes tempos, porém, a guerra parece ser um desejo de todos, de forma que não sei o quanto serás bem sucedido. Posso lhe dar um conselho, Herr Bogdanov? Se, em algum momento, perceberes que a sua eventual saída de Berlim está se tornando mais complicada, fuja.

O Toreador se virou para a janela depois de expressar tais palavras. Dmitri percebeu que havia um cansaço, quase uma tristeza, na maneira em que se comportava. Parecia que olhava para um homem que fora intensamente massacrado, mas que por algum milagre, prosseguia.

O carro parou diante de uma propriedade com enormes portões. Dmitri não conseguia ver a residência, parecia que a construção era razoavelmente distante da entrada principal. Um enorme jardim, com árvores variadas, se estendia em direção à escuridão da propriedade. Mas, diante do portão, do lado de dentro, aguardava um homem.

Era alto, esguio. Vestia um terno antiquado, mas elegante, de cor escura. Um sobretudo cobria todo o seu corpo, e o homem calçava botas de equitação. Na cabeça, uma cartola que deixava uma parte de seus cabelos à vista. O homem tinha uma face fina e alongada. Se aproximou do portão ao mesmo tempo em que os visitantes o fizeram.

- Saudações, senhores. Sou Eric Baring-Gould. Por favor, entrem.

Abriu os portões para que Dmitri e Stephan entrassem. Aparentemente seria uma longa caminhada até a casa.
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Re: Moscou: A Grande.

em Sab Abr 14, 2018 11:43 am
O Brujah olhou para o seu acompanhante um tanto quanto pesaroso. Sentia a tristeza e a tensão nas palavras dele e, acima de tudo, parecia tudo verdade o que ele havia dito. Como Dmitri não costuma enrolar nos assuntos, foi direto ao ponto.

O assunto que aqui me traz, é ainda mais delicado e perigoso do que eu imaginava. Ele parou de falar, enquanto observava a paisagem urbana. Não tenho nada com esta cidade, mas, acredite, você é quem deve fugir. Existe algo sendo orquestrado por Eric e outros que ainda desconheço, para tomar esta cidade. Quero apenas levar o meu de volta a nossa terra. É até arriscado falar isso para ti, já que não o conheço, contudo, este é meu dever. Lhe alertar que algo está errado e o príncipe não vê ou...

Ele se calou ao cogitar que o príncipe já poderia ser vítima de Eric, considerando que o mesmo sempre faz concessões ao outro. Inclusive, esta reunião, tão afastada do principado.

Creio que já não tem volta, tendo em vista que já chegamos, já que o veículo parou.

Quando a porta é aberta e Eric se apresenta, Dmitri fica tenso, aquele encontro poderia ser uma armadilha. Ainda assim, ele sorri. Boa noite, sou Dmitri Bogdanov e lamento muito mesmo o tempo que tem perdido com este assunto. Contudo, espero que possamos resolvê-la.

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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 16, 2018 3:59 am
Baring-Gould permaneceu sério diante da saudação de Dmitri. Em seguida, acenou com a mão direita para que ambos os cainitas entrassem. Fechou o portão atrás deles. Cumprimentou ambos com um aperto de mão e se dirigiu à Dmitri.

- Boa noite, Dmitri Bogdanov. Sua Majestade Briedenstein me informou da sua presença em Berlim. Sinto muito que nos tenhamos conhecido em uma situação um tanto conflituosa, mas é o espírito destes tempos, o conflito. Imagino que sua visita tenha a ver com o desejo de que Andreiev seja libertado.

Caminhavam pelo jardim, em direção à casa. O local era amplo, com grandes árvores podadas de forma estreita. No final da trilha, Dmitri podia visualizar uma fonte de iluminação, presumivelmente da casa.

- Saiba que em nenhum momento eu me opus à libertação do seu conterrâneo. Não teria motivos para tal. A presença de Andreiev, contudo, levantou algumas animosidades dentro da Corte de Berlim, em especial entre os cainitas que se opõem a uma proximidade com o Império Russo, se pondo ao lado da França. É deles que surge a pressão para que Andreiev permaneça encarcerado, para que os segredos dos quais ele tem conhecimento não escapem do país.

Continuavam a caminhar. A casa estava cada vez mais próxima. Stephan Lutz acompanhava o diálogo sem se manifestar.

- De forma que te digo: a presença de Andreiev em Berlim não depende de mim, depende tão somente da vontade do Príncipe que, ao meu ver, não parece interessado em libertá-lo...
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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 16, 2018 1:55 pm
Dmitri caminha lado a lado de Herr Lutz, enquanto ouve atenciosamente as palavras de Eric. Ele mais ouve o cainita do que observa seu ambiente. Suas mãos estão livres, ao lado do corpo, tensionadas a uma reação, caso haja a necessidade. Ao ouvir Eric citar a França, lembrou-se das palavras de Andreiev, logo, as palavras que Eric dizia eram mentiras. A falácia continuou, e finalmente Eric revelou que a prisão de seu compatriota era responsabilidade do príncipe. Mais uma vez Dmitri raciocinou e percebeu que as palavras de Eric eram opostas, desta vez, as palavras do príncipe. Aquele verme estava dissimulando na cara dura, como os operários costumavam dizer.

Dmitri pára, em frente a construção, antes de entrar na bela e imponente construção. O jardim, que antes parecia belo, tornou-se um ambiente hostil para ele. Dmitri manteve-se em silêncio até Eric perceber que ele parou.

Vejo que tudo não passa de um mal entendido. E, segundo as suas palavras, nada tens contra a partida de meu patriota. Herr Lutz pode comprovar. Lamento tê-lo feito perder seu precioso tempo meu caro hell Eric, contudo, partirei agora. Obrigado por me receber, pretendo desfazer este desentendimento agora. Espero encontrá-lo noutra oportunidade, mais amena e tranquila. Passe bem. Vamos Herr Lutz, não há motivos para continuar.

Dmitri se vira para a saída e começa a andar. Ele ainda pensou em usar sua velocidade sobrenatural, contudo, despertaria suspeitas e ele poderia ser visto com reprovação pelo seu acompanhante, isso é, se ele também não está de conluio com hell Eric. Ele caminha decidido, sem nem ao menos ouvir as últimas palavras de seu anfitrião. Ele só não sabia se iria para o principado ou se seguiria para a estação de trem, isso ele decidiria no caminho.

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Re: Moscou: A Grande.

em Seg Abr 16, 2018 2:51 pm
Dimitri dá as costas, sem esperar a resposta de Eric Gould. O Brujah não demonstra resistência nem oposição ao movimento brusco do russo. Lutz ainda hesita, por alguns segundos, antes de acompanhar Dmitri na sua decisão de deixar os jardins da residência.  O caminho até os portões não era longo, visto que Dmitri havia decido retornar no meio do caminho. Stephan tinha uma expressão abatida, quase entristecida.

- Imagino que você tenha tirado conclusões de forma muito veloz ou já tenha, em sua mente, a resposta de que precisava. Em ambas as hipóteses a situação não se torna mais fácil para você. Volto a insistir, é necessário que você deixe o país imediatamente. Não sei o que o seu confederado, Andreiev, lhe relatou. Mas Gustav Briedenstein não é alguém em quem se possa confiar.

Entraram no veículo, que acelerou pelas ruas vazias de Berlim. Stephan olhava as luzes da cidade, que passavam velozmente, quando falou.

- Preciso saber para onde você se dirigirá agora.

O Primógeno apenas terminara de falar quando um barulho alto os atordoou. Aparentemente, o motorista havia atropelado alguém. O carro parou bruscamente, enquanto o mortal saia para verificar o que havia ocorrido.

Veio, então, o barulho do disparo seguido de um som de corpo atingindo o chão. Lutz se retesou, a mão na manivela da porta. O veículo estava parado em uma rua deserta, escura. Era estreita, somente um veículo poderia passar por vez. Pequenas construções, de no máximo dois andares, ladeavam a passagem e, entre elas, becos escuros pareciam esconder segredos. Não demorou muito até que Dmitri observasse, por entre as sombras, silhuetas que se aproximavam do veículo. Eram quatro, todos homens. Dois deles portavam espadas finas e compridas. Um terceiro portava uma adaga estranhamente curva e o último a pistola, da qual ainda saía fumaça...
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Re: Moscou: A Grande.

em Ter Abr 17, 2018 8:46 am
A mente do brujah processou dezenas de informações e questionamentos ao mesmo tempo. Estaria ele numa situação de cinco contra um ou de quatro contra um? Esta situação foi armada pelo príncipe ou por hell Gould? Como escaparia dali? Ele olhou para Lutz, aquele que foi a mando do príncipe e falava que o mesmo não era confiável. Além disso, a palavras de Andreiev foram claras, havia uma força maior, algo que ele não sabia explicar. E essa coisa chegou para pegá-lo. Por que? Foi uma questão de segundos. Ele decidira o que fazer e a primeira, era escapar daquela emboscada.

Vou sair imediatamente Herr Lutz. Lamento que isso tenha acontecido, vou partir agora para a estação, caso não dê tempo, ficarei no refúgio que me foi cedido. Não sei de onde este ataque está vindo, contudo, não ficarei aqui para descobrir. Espero que saiba correr, caso seja necessário.

Com apenas um empurrão, a porta do carro fora arremessada, chocando-se com a parede de uma das casas, o silêncio era tamanho que o ronco do motor e o barulho do impacto da porta chocando-se contra a parede ecoaram pela rua deserta. Dmitri bombeou seu sangue para usar seus dons, numa tentativa de escapar, aumentando sua força e velocidade.

Ele saiu rapidamente do carro, observou seus perseguidores por alguns instantes e enquanto os olhava, correu em direção a parede mais próximo e saltou. Seus dedos entraram na parede, como se a mesma fosse feita de argila. Assim que seus dedos se fixaram, ele impulsionou seu corpo com os braços, para ficar sobre o pequeno edifício. A sua intenção, até aquele momento, era dividir aquela equipe e escapar sobre as construções da cidade, que dormia tranquilamente, alheia aos predadores que a rondava.

Nesta cena Dmitri usou:
2 pontos de sangue para ativar rapidez 3
2 pontos de sangue para ativar potência 4 e mais 1 ponto para ativar o poder de potência.
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Re: Moscou: A Grande.

em Qui Abr 19, 2018 1:57 pm
Os homens reagiram ao salto de Dmitri. O Brujah percebeu que instruções rápidas foram passadas, em um idioma que parecia francês. Três dos homens se moveram pelos becos, tentando de prever os movimentos de Dmitri e acompanhá-los de baixo. O quarto, um homem magro e alto, com feições ossudas, saltou em direção ao Brujah, apoiou os pés no mesmo muro que Dmitri havia deformado e se juntou ao russo sobre uma das casas da rua deserta.

Dmitri ainda acompanhou com os olhos enquanto Lutz saia do carro. Em mãos tinha uma espada longa, provavelmente retirada de algum esconderijo dentro do automóvel. Olhou para o alto, na direção de Dmitri, e fez um aceno com a cabeça. Depois, seguiu pelos becos em direção aos outros homens.

À luz da lua Dmitri podia ver claramente seu agressor. Parecia jovem, mas tinha marcas de expressão de quem havia trabalhado sob o sol escaldante, quando era vivo. Os cabelos estavam escondidos sob um chapéu elegante. Usava um sobretudo que cobria todo o corpo exceto as mãos. Os dedos eram longos e finos, estranhamente alienígenas. Os olhos eram azuis, quase acinzentados, e Dmitri notou os caninos pontiagudos quando o indivíduo sorriu.

- Você não pode fugir de mim.
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Re: Moscou: A Grande.

em Qui Abr 19, 2018 4:43 pm
O Brujah sorri de satisfação ao ver que parte de seu plano deu certo. Ele continuou a correr e saltar de construção em construção, parecendo estar correndo aleatoriamente, entretanto, seguia rumo ao principado.

Dmitri olhava por sobre o ombro, tentando não perder seu perseguidor de vista, ele estava em desvantagem, já que estava desarmado. Decidido a prolongar o máximo possível aquela situação, continuou a correr até chegar a um lugar movimentado, onde muitos humanos ainda transitavam. Ele queria ver até onde a criatura avançaria. Era o seu teste.

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Re: Moscou: A Grande.

em Sex Abr 20, 2018 10:29 am
Os passos de Dmitri, pesados, ecoavam no bairro adormecido. Alguns dos telhados se rompiam sob seu peso, mas não conseguiam atrasar seu avanço. O homem de chapéu, contudo, prosseguia atrás de Dmitri, quase alcançando-o. Ao fundo o Brujah conseguia escutar os sons típicos de conflito, aparentemente Lutz estava enfrentando os outros agressores.

Diante de Dmitri, porém, as casas começavam a se tornar escassas. As distâncias eram cada vez maiores. O Brujah viu, ao longe, uma praça movimentada. Mortais caminhavam, com seus passos arrastados e casacos pesados. Havia cumprido metade do caminho até o Principado de Berlim.

O homem, porém, se encontrava cada vez mais próximo.
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Re: Moscou: A Grande.

em Sex Abr 20, 2018 3:23 pm
Ao visualizar a praça, Dmitri saltou para numa rua vazia e continuou a correr, na intenção de chegar a praça. Observou atentamente, sabendo que em breve seria alcançado.

A pouco menos de uma quadra da praça, ele reduz a sua velocidade, para ao lado de um poste, sob a sua luz amarelada e olha para seu perseguidor de forma curiosa, quase que despretensiosa. Sua mão direita tateia o poste metálico, sentindo a densidade do mesmo pra saber quanto de força seria necessária para carregá-lo para golpear seu inimigo.

Foi um bom exercício, essa brincadeira de gato e rato. Falou Dmitri num tom de voz alto o suficiente para ser ouvido, num alemão carregado com o típico sotaque russo. Agora que o rato está longe o suficiente de sua toca e não terá como se esconder, chegou a hora do gato brincar.

A postura do brujah havia passado de alguém assustado para a de alguém decidido. Agora me diga 'mon petit garçon', por que este afinco todo em me perseguir?

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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 5:39 am
O homem diminuiu os passos após Dmitri fazê-lo. Parou a meia distância do Brujah. Ao fundo, na praça, os mortais continuavam a caminhar desavisados. O rosto, cheio de marcas, observava Dmitri sem uma expressão definida. Permaneceu em silêncio durante alguns segundos e, durante este tempo, observou a mão de Dmitri apoiada no poste de luz. Ali, sua expressão deixou de ser neutra, assumindo um tom de escárnio.

- Eu cumpro ordens, Dmitri Bogdanov.

O indivíduo começou a retirar o sobretudo, lentamente. Quando o fez, Dmitri pode notar o quanto era esguio. Usava o que parecia ser uma espécie de uniforme militar, visivelmente não alemão. O Brujah não identificou, porém, a presença de nenhum tipo de arma. O estranho estalou os dedos e o som derivante foi longo e audível.

- Podemos começar? Você não vai alcançar o Principado sem passar por mim.


Teste de Iniciativa:
Dmitri dispõe de Destreza 5 e Raciocínio 4, além de contar com um MI de 2, totalizando 11 dados. Seu inimigo tem Destreza 4 e Raciocínio 3, também com um MI de 2. Dmitri vence a iniciativa, agindo primeiro.
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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 9:07 am
Dmitri estava satisfeito. Correra como um rato afugentando, analisou seu inimigo a distância e finalmente chegara onde queria. Além disso, seu rival se expôs mais do que deveria, demonstrando suas mãos nuas numa tentativa vã de intimidação. Estou em desvantagem, isso é um fato. Você sabe quem eu sou, enquanto não faço ideia de quem seja você. Ainda assim, saberei quem o enviou, assim que tiveres no chão, terei tempo o suficiente de arrancar isso de você, antes que vire cinzas.

Os dedos do brujah fecharam-se sobre o poste, e o metal escorreu por entre os seus dedos como se fossem manteiga. Com um movimento sutil do cainita, o poste caiu em direção ao seu rival. Dmitri canalizou seu sangue para aumentar sua força e velocidade, enquanto caminhava, fixando-se abaixo do poste. Com ambas as mãos, num movimento rápido, girou a estrutura metálica como se não passasse de um bastão. Enquanto o objeto girava, sobre a cabeça, a ponta com a chama que iluminava a rua, fazia as sombras do lugar dançarem.

Propositalmente, Dmitri permitiu o poste deslizar por entre suas mãos, até segurar firme a sua base e com uma força poderosa e mortífera, fez um ataque lateral, tentando acertar seu alvo com a ponta do poste, formada por vidro, fogo e um recipiente cheio de óleo, que alimentava a chama durante as noites sombrias de Berlim.


Dmitri usou um ponto de sangue para usar o poder de potência
Dois pontos de sangue para atingir potência 4
Um ponto de sangue para atingir rapidez 2.

Dmitri tem destreza 5, armas brancas 4 e rapidez 2.

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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 9:30 am
A movimentação de Dmitri foi veloz. O poste cortou o ar, acertando em cheio o flanco de seu perseguidor, que foi lançado a alguns metros de distância. Dmitri escutou o barulho do invólucro de vidro a se romper, sorrindo diante do resultado.

Teste de Ataque e Dano de Dmitri:
Dmitri dispõe de Destreza 5, Armas Brancas 4, Rapidez 2 e um Modificador de Interpretação de 3. O total é de 14 dados. O agressor dispõe de Destreza 4, Briga 3 e Rapidez 2, além de um Modificador de Interpretação de 2. A Margem de Sucesso é 2, logo o resultado é 14 - 11 = 3 Sucessos! Dmitri atinge seu oponente, mas usando o ponto extra para garantir a ação, não dispõe de dano adicional.

O dano de Dmitri é baseado em sua Força 4 e um adicional de +2 garantidos pelo poste de metal. Soma-se a isso sua Potência, que é de 4, que lhe garante 8 dados de dano bruto adicional. O total é de 14 níveis de dano bruto. A absorção do agressor é composta de Vigor 4 e Fortitude 2, totalizando 6. Contudo, como o dano é contusivo, a absorção do agressor dobra, chegando a 12. Ainda assim, Dmitri causa dois pontos de dano em seu perseguidor.

O cheiro de óleo incandescente invadiu as narinas de Dmitri, que se afastou instintivamente, a Besta se agitando em seu corpo. Adicionalmente, apareciam os primeiros sinais da Sede. O homem foi lançado, mas o Brujah sabia que a barra de ferro pouco faria contra sua constituição sobrenatural. O mesmo não poderia ser dito do óleo. Em poucos segundo, o homem irrompeu em chamas enquanto se debatia caído no asfalto escuro. O clarão e os gritos de dor e cólera, todavia, começava a chamar a atenção dos mortais que passavam na rua que dava acesso à praça.
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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 10:00 am
Dmitri larga o poste e se afasta lentamente, em direção oposta às pessoas curiosas, passando entre elas, que se aproximam do corpo em chamas. Ele segura o instinto, pois, a visão do fogo sempre é desconfortável. Quanto mais se afastava, mais se acalmava, sem ignorar a existência dos outros cainitas.

Ele caminha até a praça, pega um carro de aluguel, enquanto ouve ao longe os gritos de seu antigo rival. Ele passa o endereço ao motorista e se acomoda no veículo, analisando o que poderia servir de arma, caso fosse necessário.Sua astúcia o tinha salvo até ali. Ele chegou a conclusão que Eric tentaria capturá-lo, por este motivo não quis que o encontro fosse no principado, acreditando que ele seria uma presa tão fácil quanto Andreiev fora.

A questão maior agora, para Dmitri, seria o posicionamento do príncipe, além disso, pensou em Lutz, imaginando o que teria acontecido ao toreador, enquanto o carro se movia pela cidade.

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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 11:13 am
O motorista guia o veículo pelas ruas de Berlim, alheio à natureza de seu passageiro e ao que acabara de ocorrer. O rádio estava ligado, anunciando em alemão veloz a situação de tensão entre o Império Otomano e algumas regiões sob sua autoridade, nos Balcãs. Dentro do veículo, nada que pudesse servir como arma ao Brujah.

Não teve necessidade, porém. O carro estacionou sem maiores contratempos diante do Principado de Berlim. De Lutz, nenhum sinal. Dmitri sabia que o amanhecer chegaria em poucas horas. Sabia também que uma Caçada seria eventualmente necessária. Mas estas eram, naquele momento, preocupações secundárias.

Sua entrada foi permitida sem maiores discussões. Alcançou o salão principal para encontrar Gustav Briedenstein de pé. Nas mãos, um pedaço de papel típico dos telégrafos. O Príncipe tinha uma expressão de fúria contida, e Dmitri podia quase tocar a aura de autoridade que emanava dele. Era um cainita completamente diverso do que ele tinha conhecido mais cedo. Parecia mais imponente e menos gentil.

- Herr Bogdanov, já de volta? - Dobrou o papel e o colocou no bolso da calça escura - Como foi a vossa reunião?
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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 1:06 pm
Foi, na medida do possível, excelente. Respondeu o brujah, tentando ignorar o estado de humor do príncipe. Como era de se imaginar, ele começou a conversa com uma mentira. O que foi vomitado por ele me causou uma certa urgência e como eu suspeitava, me tirar do principado tinha apenas um claro e único propósito, me atacar.

Desta vez, a raiva contida era notada na voz, do até então calmo, brujah.

Eu não sei o que acontece nesta cidade e nem me interessa mais. Fui perseguido e atacado, assim que deixei a casa de Hell Gould, onde não passei sequer cinco minutos. Seu súdito alegou que Andreiev foi contido aqui exclusivamente por sua vontade majestade. Que ele se opunha a sua decisão. Lutz ouviu isso. Aliás, espero que ele esteja vivo, a maioria dos nossos atacantes acabou o seguindo. O tom de voz subiu um pouco, ainda que inconscientemente. Fui atacado e tive que executar para não ser executado. Ele sabia quem eu era, sabia meu nome é disse apenas estar obedecendo ordens.

Dmitri pára, mantendo a atenção para não ser surpreendido. Lamento Herr majestade, existe uma ação em curso para desestabilizar seu reinado, uma conspiração contra a sua autoridade. Felizmente, não tenho nada com isso. E como dissestes mais cedo, estava mantendo Andreiev graças a hell Gould. Como ele é um problema teu, quero sair daqui agora, antes que apareçam mais outros querendo o meu pescoço. Solicito que me deixe levar Andreiev agora. Claramente não pode garantir nossa segurança, desejo partir antes do amanhecer.

Dmitri termina de falar, entretanto, mantém-se de pé, pronto para reagir de qualquer maneira.

Inclusive, não duvido nem um pouco que, ainda hoje, pode entrar um grupo aqui disposto a nos eliminar. Pareceria convincente para muitos, alegar que entrei em sua cidade, para vingar o que fizestes a meu camarada. Agora me diga, vais me permitir levar ou não meu companheiro?

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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 1:28 pm
O Príncipe ouviu, calado, as notícias de Dmitri. O Brujah percebeu que a expressão de ira contida aumentava. Subitamente, Briedenstein era um gigante. Dmitri viu nele o Clã Ventrue, mas não sabia dizer se aquilo era algo natural ou um manifestação - voluntária ou involuntária - de sua Presença. Os contos sobre Gustav não eram exatamente escassos. Segundo o que se contava na Europa, era um Príncipe capaz, habilidoso e sem nenhum receio de tomar medidas impopulares.

- Fico contente que você esteja bem, Herr Bogdanov, e peço desculpas pelos seus contratempos em minha cidade. Berlim tem se tornado um covil de serpentes, e esta situação não passa distante do meu conhecimento. O movimento de Baring-Gould foi... ousado. Esperamos, de fato, que Stephan Lutz esteja bem. Quando à destruição do seu agressor, não se preocupe. Sei exatamente discernir a violência gratuita da autodefesa.

Caminhou pela sala. Dmitri notou que o Príncipe colocou a mão no bolso esquerdo, onde repousava o telegrama.

- Meus inimigos se movem, então é tempo de me mover igualmente. Permitirei a ti que leve contigo o teu companheiro e és livre para partir, se desejar partir ainda esta noite. Devo lhe alertar, contudo, que o sol inevitavelmente o encontrará no meio do caminho. E, além disso, perderias parte do espetáculo, o que seria uma pena.

O Príncipe sorriu, mas sua face de ira não desapareceu totalmente. No lugar dele, Dmitri viu algo muito mais intenso e perigoso. Era a face de um Ventrue plenamente consciente do que deveria fazer e profundamente satisfeito com o andamento das coisas.

- Herr Baring-Gould será convocado até o Principado ainda esta noite, onde será aprisionado e questionado sobre o ataque e a conspiração da qual você fala. Meus olhos o observavam já há algum tempo e, neste sentido, sua presença aqui foi crucial. O que ele me revelará não mudará a minha sentença final, já decidida, que é a morte por desmembramento. Para ele e todos os seus comparsas, quem quer que sejam.

Ele sorriu para Dmitri. Sua grandiosidade era incontestável.

- Gostaria que Herr Bogdanov levasse, pessoalmente, as cinzas de Baring-Gould à Príncipe Ivanenko como um pedido de desculpas. Você e Andreiev estarão sob minha proteção pessoal. Me diga, Herr Bogdanov. A perspectiva de assistir tal espetáculo te agrada?
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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 1:43 pm
Dmitri apequenou-se inconscientemente, observava aquele ser, até então ínfimo, crescer ante a sua presença e o que viu, o fez lembrar de Maria. A herança sanguínea fazia daqueles odiosos ventrue, seres admiráveis. Odiosos, porém, admiráveis

Estarei aqui Herr Gustav. Suas palavras me acalmam, apesar de que, momentaneamente. Essa doença que atingiu a sua corte, já atingiu a corte moscovita também. Devo partir o quanto antes para auxiliar os meus. Sei que partir esta noite é inviável. Estou satisfeito.

O tom do brujah mudou, ao ouvir o veredicto da majestade de Berlim. Vejo que ainda devo aprender muito sobre vós príncipes, principalmente os ventrue. Desculpe-me mudar de assunto assim, tão repentinamente, mas, preciso me alimentar. Existe aqui uma possibilidade de fazê-lo? Ainda é arriscado sair. E depois disso, poderia compartilhar seu conhecimento sobre o que hell Gould tem feito, junto com os teus?

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Re: Moscou: A Grande.

Ontem à(s) 2:10 pm
- Você pode se alimentar do meu rebanho particular, Herr Bogdanov. Não será um problema. Convocarei a Corte emergencialmente para o início da próxima noite, de forma que você possa deixar Berlim o mais rápido possível.

O Príncipe sorriu.

- Quanto ao meu conhecimento, bem, me parece que você tem tanta ciência do que acontece quanto eu, não é? Ou o seu companheiro Andreiev o tem. De qualquer forma, amanhã à noite esclareceremos as coisas. Proponho que o senhor passe a noite aqui, ainda sob os meus auspícios e a minha proteção.
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Re: Moscou: A Grande.

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