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A Família Real - Fogo e Sangue

em Sex Maio 18, 2018 12:52 am
Antes uma casa de menor importância na antiga Valyria, o destino da casa Targaryen mudou para sempre quando fugiram de sua terra natal para o remoto entreposto de Pedra do Dragão na costa de Westeros, e, algumas gerações depois, quando Aegon, o Conquistador desembarcou na Baía da Água Negra, no local onde ficaria Porto Real, há cento e oitenta e três anos.

Junto de suas irmãs e esposas, Visenya e Rhaenys, e seus três gigantescos dragões, Balerion, Meraxes e Vhagar, o Conquistador criou todo um reino para si, através de fogo e sangue, unindo todo o continente de Westeros da Muralha, ao Norte, até a Marca de Dorne, no sul, sendo Dorne a única região que ainda não responde aos caprichos do Trono de Ferro, uma obra grotesca e enorme feita por Aegon com as espadas derretidas de seus inimigos derrotados.

Séculos depois, mesmo após duas guerras civis e a perda de seus preciosos dragões, a Casa Targaryen ainda reina sobre o Continente de Westeros, e o Trono de Ferro segue exercendo sua autoridade. O símbolo da casa é um dragão de três cabeças, vermelho sobre um campo preto, e suas palavras são Fogo e Sangue.

Aegon Targaryen, o Quarto de Seu Nome, Rei dos Ândalos, dos Rhoynar e dos Primeiros Homens, Lorde dos Sete Reinos e Protetor do Reino.


Filho de um rei e primo de outros dois, Aegon era um guerreiro poderoso, um jovem robusto e excelente cavaleiro, apaixonado por justas, mulheres, falcoaria e todas as outras coisas boas da vida, além de dono de um carisma pessoal incrível, sendo famoso na corte de seus primos pelo raciocínio rápido e sorriso fácil.

Ao menos, o rei tinha tais qualidades. Ao longo de sua vida, o maior inimigo de Aegon IV foi ele próprio. Mesmo quando jovem, ele sempre foi escravo de seus prazeres, sendo incapaz de negar a si próprio qualquer impulso, seja por comida, bebida ou, principalmente, por sexo. O rei Aegon possui uma libido lendária, tendo possuído incontáveis mulheres e gerado inúmeros bastardos, sendo que já chegou a ostentar abertamente nove amantes "principais" ao longo de sua vida.

Sua relação com sua irmã e esposa, a rainha Naerys, porém, sempre foi amarga. A rainha sempre fora uma criatura frágil e gentil, especialmente comparada ao seu marido rude, extravagante e animalesco. Em verdade, a rainha Naerys sempre se deu melhor com seu outro irmão, o príncipe Aemon, o Cavaleiro Dragão, membro da Guarda Real e considerado até hoje como o melhor cavaleiro que já viveu. Ambos eram inseparáveis e Aemon não tolerava qualquer indiscrição contra sua irmã enquanto foi vivo.

A saúde frágil da rainha fazia com que cada gravidez fosse como um martírio, e após o nascimento de seu herdeiro, príncipe Daeron em 153, o Grão-Meistre do Pequeno Conselho deixou claro a Aegon que outra gravidez poderia matar sua esposa. Ainda assim Aegon manteve insistindo que sua esposa cumprisse com seus deveres maritais, e após vários abortos, deu a luz a um casal de gêmeos em 172, onde apenas a menina, a princesa Daenerys sobreviveu. Aemon, por sua vez, morreu sete anos depois, dando a vida para proteger o rei contra uma tentativa de assassinato motivada por vingança, e no ano seguinte sua amada irmã, a rainha Naerys morreu durante mais um parto problemático, junto com a criança.

Hoje, aos quarenta e oito anos de idade, Aegon IV sente na pele o preço cobrado por uma vida de excessos. O monarca é imensamente obeso, mal conseguindo andar com as próprias pernas, mas ainda assim gasta a maior parte de sua energia atrás de novas mulheres para se deitar, sendo que seu conselho, ao invés de ser composto pelos mais sábios e capazes do reino, está repleto de sicofantas e parasitas, que conquistam os favores do rei ao rir de seu humor crasso e lhes arranjando novas amantes (muitas vezes as próprias mulheres e filhas.)


Última edição por Arquimeistre em Sex Maio 18, 2018 5:15 pm, editado 1 vez(es)
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Re: A Família Real - Fogo e Sangue

em Sex Maio 18, 2018 5:11 pm
Daeron Targaryen, Príncipe de Pedra do Dragão



Herdeiro do Trono de Ferro, e o único filho legítimo varão do rei Aegon, o príncipe Daeron não poderia ser mais diferente do pai. Aegon foi um guerreiro prodigioso quando jovem, além de ter uma personalidade marcial, brutal e egoísta. Daeron, por sua vez, é notoriamente avesso às atividades marciais, tendo seu círculo pessoal composto mais por músicos e eruditos do que guerreiros e enquanto seu pai fala sobre guerra, Daeron fala sobre paz.

Desde que atingiu a hombridade e começou a se envolver em assuntos de Estado, Daeron vive em estado constante de conflito com seu pai, em parte pelo tratamento monstruoso que destinava à sua mãe, e em parte pelo jovem príncipe perceber desde cedo como os excessos do pai estavam levando o reino à ruína. Talvez a relação entre pai e filho tenha entrado em crise definitiva há cerca de dez anos, quando o rei começava a traçar planos para uma nova invasão a Dorne. O príncipe se opunha enfaticamente ao plano, e as discussões entre ambos são lembradas até hoje. E para piorar a situação, um cavaleiro na corte, Sor Morgil Hastwyck, acusou a rainha Naerys de adultério com seu irmão Aemon, e que o príncipe Daeron seria fruto deste caso proibido. Incapaz de tolerar tamanho insulto contra a honra de sua querida irmã, o Cavaleiro Dragão desafiou Sor Morgil para um julgamento por combate,  onde o Targaryen saiu vitorioso e a inocência de sua irmã, aos olhos dos deuses, comprovada.

Os rumores, porém, persistiram, e embora o rei nunca tenha se pronunciado, ao menos não enquanto Aemon vivia, pois o rei certamente temia a fúria do seu irmão, mesmo sendo ele o Comandante da Guarda Real. Após a morte de Aemon, porém, a situação mudou. Vez e meia o rei provocava seu herdeiro abertamente na corte, fazendo piadas sobre sua falsa paternidade, e mais de uma vez ameaçando deserdá-lo em favor de um de seus bastardos, sendo que seus gracejos crassos são sempre ecoados pelos sicofantas que o cercam. Porém, por mais que o rei fosse cheio de bravado, nunca levou suas ameaças a cabo, quer seja por um resquício de honra, quer seja por temer a reação do cunhado de Daeron, Príncipe Maron de Dorne.

A fim de evitar mais conflitos com seu pai, o príncipe passa a maior parte de seus dias na sua fortaleza na Ilha do Dragão, com sua família. Como parte do acordo de paz na Conquista de Dorne, foi acertado o casamento entre Daeron, então primo do rei, seu homônimo e Mariah Martell, filha do então príncipe de Dorne Oberyn Martell. A paz não durou, mas o casamento dos dois sim. Juntos há quinze anos, Daeron e Mariah são da mesma idade, e vivem em esplêndida harmonia, com seus quatro filhos Baelor, Aerys, Rhaegel e Maekar.
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Re: A Família Real - Fogo e Sangue

em Sab Maio 19, 2018 2:21 pm
Princesa Daenerys Targaryen


Uma donzela de onze anos, Daenerys é uma criança meiga e gentil, ainda que um pouco solitária. Sem a presença da mãe e com um pai emocionalmente distante, sua maior figura paterna é o príncipe Daeron, mas seu vínculo mais próximo é, sem dúvidas, seu irmão bastardo Daemon Blackfyre.

Daemon Blackfyre


Baelor, o Abençoado, era um homem de fé profunda, mais septão do que rei, e portanto nunca tolerou ou consumou o casamento com sua irmã Daena, chegando ao ponto de exigir ao Alto Septão que o anulasse após ser coroado rei. Não satisfeito, o rei mandou sua ex-esposa e suas duas outras irmãs, Rhaena e Elaena para o confinamento, a fim de que não tentassem a ele ou outros homens com sua beleza.

Cada uma reagiu de forma diferente: Rhaena, já viúva embora jovem, achava o confinamento agradável, se dedicando ao estudo e à religião dos Sete. Elaena entrou em desespero e depressão, chegando a raspar a cabeça e mandar os cabelos para seu irmão, com a mensagem de que agora ninguém a acharia bonita, e portanto implorava por sua liberdade, apelo que não comoveu o pio Baelor.

Porém Daena, a mais velha, jamais se conformou. Por várias vezes tentou fugir da Arcada das Donzelas - nome dado à parte da Fortaleza Vermelha onde as princesas ficaram confinadas - conseguindo escapar por pelo menos três, sempre com a ajuda de seu primo Aegon... Após sua última fuga, Daena apareceu grávida alguns meses depois, se recusando categoricamente a nomear o pai.

A criança, um menino, foi chamada de Daemon Waters, um bastardo, mas ainda assim de sangue real, portanto criado na Fortaleza Vermelha com a formação que seu sangue exigia. E não demorou muito para se mostrar uma criança notavelmente atlética, e extremamente promissora nas atividades marciais. Sor Quentyn Ball, mestre d'armas da Fortaleza Vermelha e responsável pelo treinamento de Daemon, já afirmou mais de uma vez que ele tem tudo para ser o melhor cavaleiro dos Sete Reinos.

Quando Daemon tinha doze anos, participou de um torneio entre escudeiros, e venceu a todos numa batalha campal com facilidade. Porém, a maior surpresa foi a presença do rei Aegon no campeonato. Quando Daemon foi nomeado campeão, o rei se levantou e na mesma hora sagrou Daemon cavaleiro, o mais jovem que se tem notícia em todos os Sete Reinos. O rei não só o sagrou cavaleiro, como também o reconheceu como filho e presenteando-o com Blackfyre, a espada de aço valiriano de Aegon, o Conquistador, e lhe dando uma faixa de terra e rendas na costa da Baía do Água Negra. Daemon assumiu para si o sobrenome Blackfyre e, como todo bastardo com paternidade reconhecida, adotou como brasão o de sua família com as cores invertidas, um dragão negro num fundo vermelho.

Hoje, aos quatorze anos, Daemon é um cavaleiro já de renome, e uma figura carismática frequentemente visto na corte. Nas diversas vezes em que o rei ameaçou deserdar o príncipe Daeron, a ameaça foi seguida com a promessa de legitimizar Daemon, o que lhe atraiu um certo número de seguidores, apesar da tenra idade.
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Re: A Família Real - Fogo e Sangue

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