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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Sex Maio 25, 2018 1:34 pm
Ainda sentado, Qaphsiel fita Gaius, com um ódio no olhar. Seu tom de voz, no entanto, é calmo.

- Pois saiba, Gaius Marcellus, que Roma não durará para sempre. Espero que você ainda esteja de pé para ver tudo o que acredita desmoronar...

O Arcanjo se levanta, lentamente.

- ... Se é que de fato acreditas em algo.

O semblante de ódio se dissipa quando Qaphsiel vira para olhar Arhmad. Ele sorri afetuosamente e coloca as mãos nos ombros do Assamita.

- Nobre Kalif, fui abençoado por ter feito essa jornada ao seu lado até aqui. Não faço o que faço por honra, mas por acreditar em algo maior do que eu. Faço isso para salvar as pessoas que vivem aqui. Peço que confie em mim.

Qaphsiel pega uma das estacas na mesa e a entrega na mão de Arhmad.

- Quero que faça isso por dois motivos: porque também confio em ti e não gostaria de dar esse prazer a um romano. - O Arcanjo olha repentinamente para Gaius - E porque quero que me tenha a honra de me vingar caso esses malditos não cumpram com sua palavra.

Ele se volta para Arhmad. Estava genuinamente calmo. A primeira vez que se sentia assim desde que entrara na estalagem.

- Por isso, preciso que saia daqui assim que terminar com isso. Por favor, mantenha-se vivo.

Qaphsiel suspira e fecha os olhos.

- Entrego minha não-vida a Ti, Yahweh. Deciste que eu não morreria em Massada e cá estou. Que seja feita Sua Vontade.

O Arcanjo estende os dois braços com as palmas das mãos viradas para cima, colocando-se em posição para receber o golpe. Ele se recorda do cordeiro que apareceu em sua sinagoga. Se recorda do pobre Caleb. Se recorda de Za'aphiel. Qaphsiel estava em paz.
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Sab Maio 26, 2018 11:36 am
*Marcellus apóia o queixo sobre as mãos e os braços sobre os joelhos. Seu olhar era vidrado, não o desviava por nenhuma razão. Estava claramente apreciando a cena que se desenrolava à sua frente mas não havia desdém naquele olhar, o que havia era curiosidade. Pura e simples. Estaria ele estudando os inimigos e seus modos? Ou estaria apenas apreciando seu estratagema se concretizar?

Arhmad segura a estaca com as mãos trêmulas. Em um piscar de olhos, aquelas mãos se tornam firmes e determinadas, junto a seu olhar decidido*


- Não o questionarei, Arcanjo. Tenhas a certeza de que virei buscá-lo e, se o Romano não cumprir sua palavra, vingá-lo.

* Foi súbito, rápido e forte. Qaphsiel sentiu apenas o tranco inicial e o rosto de Arhmad girou à seus olhos que passaram a ver o teto de madeira da estalagem. Tudo parecia lento, letárgico. Era como se seu corpo não mais existisse e apenas um borrão do mundo se apresentasse ao Salubri. Pensou ter ouvido, mas não tinha certeza, passos rápidos em uma corrida firme.

Viu, e jamais se esquecerá, o rosto de Gaius Marcellus a sorrir acima de seu corpo. E foi neste momento que o viu.

Acima da face do romano havia uma sombra a preencher o teto da estalagem. Dela, uma silhueta negra que formava uma face quase imperceptível se fez notar. A escuridão parecia inclinar aquela cabeça tenebrosa como um leve cumprimento ao Salubri. Tão breve quanto pensou tê-lo visto, não mais o encontrava.

Onde estava? O horizonte saltava a seu olhar. Subia e descia de forma muito lenta. Viu-se sobre as areias. Estava no deserto?

O ângulo de sua visão não o permitia ver além das estrelas do céu escuro e profundo. Ouvia gritos, insultos e uma voz que se destacava das demais a se propagar pelo ar.*


- Gaius Marcellus trouxe-me este magnífico presente. E, em sua homenagem, procederemos com o supplicium.

* Mais gritos eram ouvidos. Eram de clamor, talvez até mesmo de prazer.*

- Mate-o! Arranquem-lhe os braços! Rebelde! Faça-o pagar!

* A agonia de não poder ver em seu entorno o abatia. Apenas a vastidão estrelada e as sombras - eram homens? - que por vezes escureciam parte de sua visão se apresentavam aos olhos do Salubri. Ouviu cavalos a soprar, não relichavam, apenas empurravam o ar com força suficiente para que ele ouvisse. Eram dois? Não, pareciam mais.

Não sentiu, mas sua visão se aproximou mais dos céus. Havia sido erguido? Tudo era lento, prolongado.

Viu, por fim, a cabeça de um homem arrancada de seu corpo passar acima de seus olhos. Girando lentamente. Em seguida um cavalo saltou por cima de seu corpo, pôde ver que montando o animal estava Kalif Arhmad, com sua espada curva em punhos. O salto lhe pareceu uma eternidade.

Levantou o tronco, de súbito, buscava o ar como se precisasse. A estaca não estava mais em seu peito.*


- LEVANTE-SE, ARCANJO!

* Era a face e a voz de Arhmad*
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Sab Maio 26, 2018 6:08 pm
Qaphsiel não imaginava que o estado de paralizia provocado pelo empalamento seria assim. Pensava, nos breves momentos em que essa questão lhe viera à mente, que uma estaca em seu coração o levaria a um sono perturbado por sonhos e pesadelos febris. Isso, ou um sono profundo e inconsciente, cercado pela escuridão. Nenhuma dessas hipóteses lhe agradava, mas quando Arhmad enfiou a estaca em seu peito, Qaphsiel viu que a realidade do empalamento era muito pior.

A estaca deixou Qaphsiel literalmente paralizado, mas em um estado de semi-consciência que o permitia ter uma vaga noção do seu entorno. Ele via o que seus olhos abertos e congelados conseguiam ver. Escutava o que seus ouvidos conseguiam captar ao redor. Mas nunca plenamente. Nunca com clareza.

Qaphsiel foi tomado por uma sensação de desespero. Não era possível relaxar naquele estado. Conforme as imagens e os sons iam e vinham, aterrorizou-se com a possibilidade de passar a eternidade numa não-vida que também era um não-ser e um não-estar. E não poderia fazer nada para impedir isso.

A própria noção do que seria eterno perdeu o sentido, pois sua percepção de tempo se perdeu. O Salubri não conseguia determinar se estava preso a horas, dias ou anos. Poderiam ser décadas. Tudo transcorria de maneira paradoxalmente rápida e lenta, simultaneamente.

O Arcanjo usava as forças mentais que lhe restavam para ao menos tentar dar uma ordem cronológica aos efêmeros acontecimentos que conseguia... presenciar, ainda que não fosse possível saber o tempo transcorrido entre eles. Viu o sorriso de Marcellus, seguido da macabra visão de um rosto nas sombras. Na sequência, veio a voz, falando em latim, aparentando uma felicidade por tê-lo inerte e indefeso. Depois vieram as vozes, selvagens e inclementes. Seriam romanos? Seriam de seu próprio povo? Mortais ou Cainitas? Após tudo isso, viu uma cabeça girando fora de seu corpo e o ventre de um cavalo passando em cima de seu corpo.

Qaphsiel repetia os fatos mentalmente, acrescentando cada novo acontecimento na sequência. Fazia isso com o que acabava de narrar quando se viu violentamente retirado de seu estado letárgico. Subitamente, uma onde de ar invadiu seus pulmões mortos, fazendo com que soltasse um grito de angústia. Era como se este grito estivesse preso em sua garganta desde o momento - perdido no tempo - em que fora empalado.

Sentia dor, raiva e medo. Não conseguia colocar a mente em um estado no qual tinha noção do que estava acontecendo. Pior do que isso, sentia fome.

Foi a voz de Arhmad que de fato o trouxe de volta à realidade. Qaphsiel levantou-se rapidamente, usando o sangue que ainda tinha em si para mover-se de modo mais veloz. Correu em direção ao Assamita, preparando-se para montar em seu cavalo.
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Seg Maio 28, 2018 8:46 pm
*Recobrando seus sentidos, Qaphsiel levanta-se e corre em direção ao alazão montado por Kalif Arhmad. Ainda desnorteado, o Salubri olha para os lados e para trás durante o percurso e começa a se situar sobre sua real posição.

Corria no que parecia ser o centro de uma Villa Romana. O chão era de areia batida e atrás de si havia um grande casarão de pedra amarelada, típica da região, de dois andares com uma sacada em sua frente. Lá, no segundo andar da morada, um homem trajado com a típica armadura dos legionários se mantinha sentado em uma cadeira também de pedra. Seus cabelos escuros eram bem cortados em estilo militar, seu físico era notavelmente o de um guerreiro. Por cima de seu ombro, um tecido vermelho cobria parte de sua armadura e ganhava os contornos de uma capa. Havia algo de nobre naquele homem. Talvez não uma nobreza de espírito e honra aos olhos de Qaphsiel e do seu povo, mas uma autoridade que emanava superioridade.






Sentado a seu lado estava Gaius Marcellus, a observar o andar de baixo no qual Qaphsiel corria após seu despertar.

A seu redor, cerca de vinte legionários engajados em combate com os homens das comitivas do Arcanjo e do Assamita, que parecem ter invadido o local. Percebe ainda que sobre o chão onde estava deitado há cordas dispostas em uma posição tal que lhe permite aferir que estavam amarradas em seus braços e pernas, abertos, prontos para que fossem separados do corpo por cavalos que correm desenfreados pela Villa.

Assim que se aproxima de Arhmad e de sua montaria, notou o Assamita saltar de cima do mesmo com sua cimitarra em mãos. Estavam em ataque, não em fuga. Qaphsiel ergueu uma vez mais o olhar para a sacada da construção e percebeu ambos os homens já de pé, o Romano que emana nobreza e Marcellus. É o primeiro que grita palavras de comando aos homens abaixo de si.*


- MATEM-NOS! NÃO DEIXEM QUE NENHUM REBELDE ESCAPE!


* Neste exato momento, Qaphsiel nota um sorriso conhecido na face de Gaius. Aquela mesma expressão debochada e sutil surgiu na face do homem de cabelos dourados. Alguns dos legionários retiraram tochas escondidas abaixo de seus escudos e as acenderam nos candelabros de ferro recoberto espalhados pelo pátio da Villa. Marcellus saltou velozmente deixando a sacada enquanto quatro homens lançavam as tochas em direção àquele que estava acima dela. As tochas incendiaram a balaustrada de madeira e ameaçaram expandir-se para o corpo do Romano que também saltou - por coragem ou pavor - para o andar de baixo. Seu braço esquerdo estava chamuscado e o direito desembainhava um gládio que reluzia graças a luz das chamas no andar de cima.

Marcellus desembainhou a sua própria espada, mas não avançou, enquanto quatro legionários avançavam em direção ao seu alvo, o homem que tentaram incendiar. Os outros continuam a lutar contra os homens de Arhmad e Qaphsiel, parecem se equivaler em número e capacidades.

Tudo acontecia em um piscar de olhos, ou teria se demorado um pouco mais? Arhmad correu rapidamente por entre seus próprios homens e deslizando a lâmina de sua espada sobre seus pescoços, fez com que dois legionários deixassem este mundo. Ele corria, ferozmente, em direção ao homem que saltou por entre as chamas. Aos poucos o Salubri retomava sua altivez e estava, enfim, pleno de suas capacidades.*
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Ter Maio 29, 2018 6:17 pm
Qaphsiel observava toda a confusão ao seu redor em câmera lenta, tentando dar conta do que estava acontecendo. Ouvia todos os sons ao longe, como se estivessem abafados. Os gritos dos homens, os barulhos das armas se chocando e os relinchos dos cavalos. Foi o crepitar das chamas tomando a sacada repentinamente que o colocou no tempo corrente daquele momento.

Diante de si, via o que parecia ser o plano de Gaius Marcellus sendo posto em ação. Aquilo que seria a sua execução pública se transformou em uma emboscada para o Senador Marcus Verus. Qaphsiel só não compreendia como Arhmad havia chegado ali. Isso, porém, poderia ser esclarecido depois. Olhando para a figura de Verus, ferida pelo fogo mas ainda assim imponente, o Arcanjo assume um semblante obstinado.

Estava desarmado, então deveria agir rápido. Ativando seus dons do sangue, o Salubri corre em direção ao corpo de um dos legionários que acabara de ser morto por Arhmad. Deslizando pela areia do átrio, ele pega um dos gládios caídos no chão. Enquanto faz isso, concentra seu sangue para tornar-se mais resistente, sentindo uma força sobrenatural tomando seu corpo.

Em seguida, Qaphsiel põe-se a caminhar na direção de Marcus Verus.

[Qaphsiel gasta 1 Pto de Sangue para ativar sua Rapidez 1 e 1 Pto de Sangue para ativar Fortitude 2]
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Sab Jun 02, 2018 7:09 am
* Qaphsiel, imbuído da força de seu sangue e dons, move-se velozmente em direção à Marcus Verus. Antes que chegasse, notou Arhmad saltar na direção do legionário com sua lâmina curva erguida.

O golpe foi violento e preciso, típico da técnica empregada pelo Assamita. O Salubri ainda pôde ver, reluzindo contra as chamas que tomaram a sacada superior da vila, o sangue espesso e escuro do Kalif a gotejar de sua cimitarra. Sabia o Arcanjo que aquela habilidade dos filhos de Haqim é implacável e mortal.

Verus, no entanto, não moveu um só músculo.

A espada acertou-lhe em cheio no exato encontro entre o pescoço e o trapézio e um som alto da lâmina a se chocar contra a sua pele se assemelhou a um embate entre armas de metal. A força do golpe fora tão grande que os braços de Arhmad desceram rapidamente e ainda tocaram o chão, segurando apenas o cabo de sua cimitarra estilhaçada.

Milhares de estilhaços, voando em todas as direções. O Assamita surpreendeu-se e não foi capaz de defender-se do veloz e poderoso golpe do Romano que acertou seu flanco, da esquerda para a direita, com a lâmina do gládio. O tronco do Kalif abriu-se e sangue jorrou, ele caiu de joelhos com as mãos a conter o sangue que vertia rapidamente.

Marcus Verus mantinha um olhar austero, porém assustadoramente calmo mesmo após ser atacado com as incandescentes tochas. Foi a vez de Gaius Marcellus que, ao invés de atacá-lo, deu um passo atrás. Havia nada mais que medo em seu olhar.

Para trás de Qaphsiel, os homens continuavam a digladiar-se e já havia uma certa vantagem numérica de sua caravana em relação aos legionários.*


Iniciativa: Qaphsiel e Marcus Verus:
Qaphsiel deve postar seus valores de Destreza + Raciocínio e descrever sua ação de iniciativa, preparando-se para o embate, para fins de MI.
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Dom Jun 03, 2018 10:12 am
Ao ver Arhmad indo ao chão, com sua arma em pedaços, e Gaius Marcellus se acovardando, Qaphsiel se deu conta que não seria um combate simples. O plano de Marcellus, afinal, não estava correndo tão bem assim.

Estava diante de Marcus Verus, que continuava ali, imponente em meio ao caos da luta e das chamas. Não parecia se abalar pelo fogo que o atingiu. O Arcanjo admirou, por uma fração de segundo, o seu oponente. Pensou que, se fossem avaliados apenas por sua proeza e bravura em combate, alguns romanos poderiam de fato ser merecedores de respeito.

Ainda olhando para Verus com um semblante decidio, Qaphsiel se detém. Concentrando-se, ele sente o próprio sangue vibrar por todo o seu corpo quando o terceiro olho se abre e começa a emitir a majestosa luz rubra. A luz vai se espalhando por seu corpo, tomando seus membros, até que o Salubri parece brilhar inteiro como a luz da alvorada. Preparando-se para o pior, Qaphsiel invoca a Armadura da Fúria de Caim.

[Qaphsiel tem Destreza 4 + Raciocínio 3]
[Qaphsiel gasta 1 Pto de Sangue para ativar a Armadura da Fúria de Caim (Valeren 4): Vigor 4 + Armas Brancas 5]
[Qaphsiel gasta 1 Pto de Sangue para ativar sua Rapidez]
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Seg Jun 04, 2018 8:05 am
* Arhmad continua no chão a verter muito sangue. Ele parece ter uma dificuldade imensa em curar-se.

Verus impressionava. Qaphsiel era um excelente julgador de caráter e um analista de postura apurado e, por isso, pôde notar duas coisas.

Aquele cainita não temia a morte-final e era implacável em cumprir suas obrigações. A despeito das divergências políticas e religiosas, olhar aquele homem era como ver um espelho colocado em seu flanco, refletindo a mesma imagem mas de um outro ângulo.

Impressionava, também, a calma que os olhos azuis profundos de Marcus Verus emanavam. Ele fora traído, quase incendiado e atacado em sua própria vila e, ainda assim, permanecia de pé e altivo sem qualquer traço de irritação ou descontrole. Pelo contrário, ele parecia calcular cada passo e movimento e seu olhar estava fixo, agora, no Arcanjo.

Ele simplesmente abaixou o gládio alguns centímetros e posicionou o corpo de lado, colocando a espada à frente. Foi então que sua voz ecoou, firme, mas  impressionantemente livre de agressividade*


- Escolhestes uma forma mais honrosa de morrer, Salubri. Eu o saúdo, morrerá pela espada e não executado como um rebelde qualquer.

* Qaphsiel notou a armadura de Verus reluzir por conta das chamas na sacada acima. Era brilhante como prata, recoberta com um manto vermelho carmesim. Seu braço retesado desenhava os músculos e segurava firme o gládio em sua mão direita. Sua pele parecia corar-se um pouco mais, enquanto se observavam. Não avançou, estudava seu oponente por alguns segundos e antes que se pudesse notar, o ataque veio.*

Iniciativa Qaphsiel e Verus:

Qaphsiel tem Destreza 4 + Racionínio 3 + Rapidez 2 + MI 2 = 11
Marcus Verus tem Destreza 8 + Raciocínio 5 + Rapidez 5 + MI padrão 2 = 20

Marcus Verus ganha a iniciativa e age primeiro.

* O golpe foi limpo, preciso. Qaphsiel não tem certeza do momento exato no qual a espada de Marcus Verus desceu em sua direção mas tem plena certeza de que aquele golpe foi empregado por um homem de armas. Um especialista, alguém que viveu a sua vida e não-vida devotadas à um único propósito: a batalha.

Foi diagonal, de cima para baixo, visando o peito do Arcanjo. Era possível ouvir o som do ar a ser cortado pela lâmina do gládio tamanha a força daquele golpe.*


Defesa - Qaphsiel:
Qaphsiel deve postar sua ação defensiva para fins de MI, observando o seu limite de gasto de sangue neste turno.
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Seg Jun 04, 2018 8:13 pm
Não foi preciso muito para Qaphsiel perceber que Marcus Verus era um oponente superior. Ter retirado Arhmad do combate com um único golpe teria sido mais do que suficiente para chegar a essa conclusão, mas não teria sido necessário. O olhar impassível e a calma do Ventrue já eram suficientes. Como se não bastasse, a velocidade do golpe de Verus denotava um domínio majestoso das habilidades marciais dos Cainitas.

Naquele microssegundo, Qaphsiel se deu conta que Gaius Marcellus foi um tolo. Ou teria sido ele mesmo e Arhmad que cairam em uma armadilha, ao confiar no então sorridente legionário?

Pouco importava agora. O Arcanjo só tinha um caminho a seguir. Não tinha medo. Tampouco se importava em morrer na glória do combate. Nunca havia visto a guerra e o conflito como manifestações de honra e superioridade, tal como pensavam alguns romanos e bárbaros como Odoacro. Para Qaphsiel, morrer lutando ou sendo executado não fazia diferença, contanto que fosse em cumprimento daquilo que acreditava ser seu dever. E assim seria.

Qaphsiel tenta ser rápido o suficiente com o gládio que tinha nas mãos. De frente para o golpe que vinha em direção ao seu peito, o Salubri desce a lâmina de cima para baixo, preparando-se para tensionar os músculos do braço ao receber o impacto da arma de Marcus Verus junto à sua.

Qaphsiel vai tentar bloquear o golpe de Verus. Seus valores são Destreza 4 + Armas Brancas 5]
Qaphsiel já ativou sua Fortitude no início do turno]


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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Sex Jun 08, 2018 7:53 am
Teste de Ataque - Marcus Verus:


O MS, margem de sucesso para o ataque é 2 para Verus e 3 para Qaphsiel, visto a maior velocidade do primeiro. Portanto:

Verus tem Destreza 8 + Armas Brancas 4 + Rapidez 5 + MI padrão 2 = 19
Qaphsiel tem Destreza 4 + Armas Brancas 5 + Rapidez 2 + MI 3 = 14

5 Sucessos, como 2 é o requerido pela MS, os 3 sucessos excedentes entrarão adicionais ao dano.

Armadura da Fúria de Caim - Qaphsiel:


Para disciplinas, a MS requerida é 1.

Qaphsiel possui Vigor 4 + Armas Brancas 5 + MI 3 - dif 7 = 5 Sucessos! Desta forma, 4 sucessos entrarão na absorção até o fim do combate.

Teste de Dano - Marcus Verus:
Verus possui Força 6 + Potência 5 + Sucessos adicionais 3 + 2 ( espada ) = 16
Qaphsiel possui Vigor 4 + 4 ( armadura da fúria de Caim) + 2 fortitude = 10

Assim, Verus o atinge e causa 6 pontos de dano Letal.


* O corte diagonal foi de uma violência assustadora. Qaphsiel não percebeu a força empregada naquele veloz movimento até que o atingisse. De imediato, o Salubri sentiu os ossos de suas costelas trincarem e a lâmina perfurar sua carne profundamente. Entrou por cima do ombro esquerdo e saiu rasgando seus já mortos órgãos até sair próxima à sua cintura, do lado direito. Sangue jorrou sobre suas pernas e pés. O chão aquoso e carmesim era o reflexo do resultado do golpe duro do Romano.

Um de seus ossos do tórax apontou para fora do corpo, saindo pelo ferimento exposto.

Seu corpo vacilou, cambaleou, enquanto Marcus Verus mantinha-se impassivo à sua frente. Nos olhos azuis e frios daquele vampiro não havia regojizo ou soberba, havia apenas decisão e um ar de superioridade imposta. Esmagadora.

Pelo forte impacto, Qaphsiel quase foi obrigado a ajoelhar-se. Mas isto não ocorreria, não com o Arcanjo e líder do povo livre de Y'srael. Balançou equilibrando-se para se manter de pé, embora a dor fosse excruciante e o ferimento aberto fizesse com que seu vitae se perdesse às torrentes.*


Penalidade - Qaphsiel:
Qaphsiel recebeu 6 de dano letal, ficando portanto aleijado e com -5 em suas ações físicas neste turno. Pode curar-se somente no final do turno, após sua ação padrão e antes do próximo turno.
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

em Seg Jun 11, 2018 8:50 am
O impacto do golpe em Qaphsiel foi tremendo. Sua visão enegreceu por um momento e os sons do combate que seguia na pequena arena ficaram abafados. Havia também um zumbido constante em seu ouvido. Quando voltou a enxergar novamente, viu o Ventrue à sua frente, impassível. Além da excruciante dor do golpe físico, havia a dor emocional de perceber que dificilmente venceria Marcus Verus.

Se Yahweh decidiu que aquele seria seu derradeiro momento, só lhe restava fazer uma coisa. Com a pouca força que restava em seu corpo, buscou o cristal que guaradava em suas vestes. Segurou-o com dificuldade na mão esquerda e o levou até próximo da boca. Era preciso avisar o restante da Frente das Sombras que a caçada de Ta-Urt havia falhado. Roma sabia dos planos e preparou uma armadilha. Ao menos teriam oportunidade de repensar a estratégia e evitar serem surpreendidos pelos romanos.

Ignorando Marcus Verus, Qaphsiel sussurrou com a voz fraca, pensando em Dázbov:

- O plano falhou. A serpente já avisou os romanos e fomos emboscados ao sul de Y’srael. O Filho do Deus nos capturou em sua casa.

O Arcanjou voltou a mirar Marcus Verus. Estava errado. Talvez ainda lhe restava mais alguns segundos e não tornaria as coisas fáceis para o Senador. Usando da força que lhe restava, Qaphsiel ativa seu sangue para se curar e continuar lutando.

[Qaphsiel usa os 4 Ptos de Sangue que lhe restam no turno para curar parte dos seus ferimentos]
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Re: Províncias Imperiais - Oriente

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