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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Ter Mar 20, 2018 8:20 pm
*Assur segue seus instintos e adentra ao casebre de pedra polida. Uma porta de madeira estava entreaberta e a visão a seguir tornava a noite muito mais agradável.

Lerna estava de pé, no centro do que parece ser uma sala de troféus de caça. A mulher, com apenas um vestido de trapos a lhe cobrir o corpo,  se mantinha ao lado de um móvel de madeira semelhante à uma mesa, na qual um cervo morto e sem couro repousa. Algumas cabeças de ursos e lobos ornamentam o ambiente de pedra escura iluminado por tochas revestidas com gaiolas de metal.

A luz amarelada percorre o corpo bronzeado da escrava. O olhar dela é tímido, contido. A voz se projeta em tom baixo, quase sussurrante*


- Tu precisas deixar esta Vila, agora!
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 22, 2018 1:27 pm
* Appius desperta de seu sono diurno ouvindo o som do ir e vir no convés. O barulho alto de barris a rolarem sobre a madeira, passos e vozes era inconfundível e, ao mesmo tempo, um alento para quem ausentou-se longas noites de terra firme. Enfim, estava na Tessalônia.

Ao deixar seus aposentos acompanhado do prestativo Seleucas que carregava seus pertences, Appius nota o Capitão - Heracleo - ordenando os homens que carregam fardos e barris descendo pela rampa de acesso ao Porto. As construções  para além da região portuária são simplórias, mas o verde chama a atenção de Galerius. Todo o local é construído ao redor e, por vezes em meio, à uma vegetação que parece nativa. Alta e verdejante, repleta de árvores distintas e irregulares com aspecto centenário.

Ainda de cima do navio, é muito fácil notar a distribuição social da Tessalônia. À esquerda, casebres de madeira e pedra mal polida e construções de dois andares que abrigam diversas janelas e possivelmente dormitórios. A área da plebe ocupava a maior parte daquelas terras. À direita, separados por um córrego que desemboca no mar, estão construções de maior porte e feitas em pedra branca. Notadamente Vilas Patrícias. Ao centro destas, uma maior se destaca e há uma estátua de mármore entalhada ao centro com a forma de um homem esculpido com a riqueza de detalhes que os gregos deixaram como traço de sua arte. Não é possível distingui-lo ainda, dada a distância, mas o monumento deve possuir cerca de três metros de altura e divisa, perfeitamente, as pequenas Vilas da maior ao centro.

Heracleo nota o homem no convés e o saúda*


- Ah, meu estranho amigo! Sejas bem-vindo a tessalônia e tenhas cuidado com os pedintes...são muitos e ousados.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 22, 2018 3:23 pm
*Ainda no navio, Appius estranha a falta de eficácia de seu dom. Curioso... já havia feito algo parecido antes, e desde então havia se tornado mais e mais capaz em seus talentos sobrenaturais. O que poderia ter causado isso? Bem, apenas mais um dentre os infindáveis mistérios do mundo. O vampiro, porém, se encontra razoavelmente satisfeito ao ver o capitão Herácleo no convés.*

-Meus agradecimentos, capitão. Espero que Netuno seja mais clemente com você no futuro. E acredito que não serei incomodado por pedintes, mas ainda assim, é bom se precavir.

*Tendo pouca bagagem, Appius não demora para desembarcar do navio. Atento ao aviso do capitão, ele pede a Seleucas que contrate uma liteira para levá-lo pela cidade, direcionando-a para o distrito nobre e, em particular, para a maior das villas, com a estátua no centro.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 22, 2018 7:39 pm
O transporte é devidamente encontrado e contratado por Seleucas e logo dois jovens, com não mais de 13 anos de idade, se apressam carregando a liteira simplória e abaixam para que Appius possa subir. Os jovens, que já estão à beira da idade militar, parecem subnutridos. Possuem pele ligeiramente bronzeada e faces alongadas, o nariz fino é um traço marcante.

Os garotos erguem a cabine, que possui somente uma espécie de janela frontal, e Appius se vê no balanço daquele caminhar lento e compassado. A visão da província é privilegiada, embora seu aspecto não seja assim tão agradável. Fome se alastra pelas ruas. Homens e mulheres se colocam aos pés das construções, ao relento. Os ossos de seus corpos tornam-se aparentes, tamanha a magreza. Mais e mais deles se aproximam da liteira demandando caridade*


- Comida, meu Senhor, comida...

- Uma moeda, meu Senhor...

- Comida...

* Atravessar as ruas é como passar com dificuldade por uma festividade, embora o clamor aqui seja por alimento e moedas ao invés de música e dança. Com alguma dificuldade por parte dos jovens, a Liteira finalmente se aproxima de seu destino e Appius vislumbra com maior riqueza de detalhes a estátua que separa, visualmente, as Vilas menores da mais vasta, a qual se aproxima.

A face, os cabelos e a toga que lhe cobre o ombro são bem característicos e esculpidos em perfeição de formas no mármore. Tratava-se de Gaius Julius César, o notório Imperador que realizou a transição do sistema político de Roma de uma República moribunda para um Império poderoso e vasto. Ou, ao menos assim, as línguas mortais exalam aos quatro ventos por toda a Roma.

Após cruzar mais uma rua e deixar a estátua para trás, Appius se vê aos pés de uma muralha branca que possui acima de seus muros uma vegetação bem podada. Pedra e planta se misturam em uma bela forma arquitetônica. Os portões, fechados, são também de pedra branca. Daqueles elevadiços encontrados em cidades ou províncias fortificadas. Acima dos muros, soldados romanos patrulham indo e vindo. Um deles, ainda de cima, questiona*


- Digas a que vem, nobre visitante, até a Vila do Edil Antonius Varinius.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 22, 2018 8:32 pm
*O que poderia haver assolado a Macedônia para que tamanha pobreza se espalhasse pelo seu maior porto? Seria o governador, mortal ou Membro, um completo imbecil? Roma era o maior império já visto por homem ou imortal, e ainda assim essa horda de famélicos perambulava suas ruas. Appius sacode a cabeça - tamanha incompetência era uma receita certa para uma revolta, e de quanto serviriam as muralhas e mármore? Uma vergonha... Roma alcançou tamanha glória, mas talvez essa horda de famintos seja o maior símbolo da podridão que lhe assola por dentro.*

*A estátua de Júlio César é apenas mais um toque na angústia carregada por seu coração atrofiado. Talvez a estátua lhe tenha deixado mais alto, mais forte e menos calvo do que realmente era, mas Appius conheceu o homem. O maior dos Imperadores, e ao mesmo tempo o Imperador que nunca foi. Gênio na guerra, na escrita, na oratória... e agora Roma estava entregue a isso - sicofantas que sangravam o Império como carrapatos, se isso agradasse à capital. A contradição entre tanto orgulho, vergonha e pesar acabaria por dividir o Capadócio em dois qualquer noite dessas, mas no momento, ele tinha uma tarefa.*

*Ao alcançar a villa de Varinius (pelo menos o soldado já havia lhe providenciado uma informação útil), Appius põe apenas uma mão lânguida para fora da liteira, e fala numa voz clara, mas quase inaudível para o soldado.*


-Uma audiência com o governador. Uma audiência imediata.

*Sobre sua mão pálida, repousava a águia dourada.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Ter Abr 24, 2018 9:04 pm
* O vigia dos altos muros decorados com a verdejante planta não responde, mas desaparece do ângulo de visão de Appius.

Os jovens descem a liteira e são pagos por Seleucas, deixando Appius e seu servo entregues no destino. Poucos segundos depois da partida deles, o estalar alto do portão sendo içado é ouvido pelo capadócio.

O ambiente que se revela quando este sobe completamente é tão exótico quanto a própria cidade. Um longo e diverso jardim se inicia logo após a passagem dos muros e somente termina quando o Átrio principal da Vila é visto, construído em pedra branca e rodeado por pilastras de sustentação ao estilo arquitetônico grego. De longe, lembra com certa palidez e em escala reduzida o Panteão da capital romana.

Chama atenção, ainda mais, um animal que parece repousar tranquilamente no jardim. Deitado sobre as quatro patas, no meio da vegetação, está um monumental elefante com presas de marfim quase tão longas quanto sua tromba.

A sua atenção é novamente chamada à construção mais à frente quando três figuras bem trajadas se fazem ver.

O homem do meio possui um porte mais altivo e elegante, cabelos dourados e olhos profundamente azuis, usa uma toga branca. O outro à sua esquerda parece ter origem nesta região, os cabelos são escuros e a pele um pouco mais corada, além de um nariz estranhamente afilado. Suas roupas possuem cores mais extravagantes que variam do marrom ao laranja. À direita do homem de branco, está uma jovial e bela mulher. Cabelos e olhos negros e um sorriso quase infantil em sua face.

Ao aproximar-se, Galerius nota que os três seguram taças em suas mãos e o cheiro adocicado que emana delas é inconfundível: Sangue.

O homem do meio, usando a túnica branca com detalhes vermelhos, típica de um Edil, às vezes usada por um Cônsul em ocasiões socialmente menos exigentes, dá um passo à frente em cumprimento ao visitante, embora não esboce nenhum gesto físico como estender a mão.*






- Sejas bem-vindo, sou Publius Varinius. Em que posso demonstrar utilidade ao emissário do Imperador?
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Qua Abr 25, 2018 11:35 am
*Ao adentrar na propriedade, Appius, mesmo com seus pensamentos anteriores, não pode deixar de se maravilhar com a opulência da villa, em particular com o magnífico elefante, criatura que ele julgava estar perdida nos livros de história e nas pontas dos mapas do Império. Se por um lado, a grandiosidade da villa era digna de nota, por outro ficava claro o motivo pelo qual a cidade passava fome.*

*O Capadócio observa seus interlocutores com atenção. Obviamente não eram dignos de confiança, mas até então não tinha dado a eles nenhum motivo para desconfiarem de sua figura. Ele curva a cabeça ligeiramente em cumprimento ao responder.*


-Meus agradecimentos por encontrar o tempo para me receber, edil. Sou Appius Galerius Buteo, e trago uma missiva imperial ao seu amado servo e filho Canatos.

*Ao levantar a cabeça, Appius usa sua Visão da Alma [Auspícios 2] para perscrutar os três anfitriões. Precisava saber se eram de fato membros ou apenas carniçais.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Qui Abr 26, 2018 7:39 pm
* Appius emprega a sua disciplina e nota que a aura do Edil, Varinius, é vibrante em amarelo e tons violeta. Denotam vida, idealismo e uma certa excitação. As auras da jovem e bela mulher e do exótico homem são notoriamente pálidas e típicas dos vampiros.

Varinius sorri levemente.*


- Ah sim, é claro. Tens assuntos a tratar com Canatos. É protocolo nesta Vila que qualquer palavra, escrita ou falada, passe por mim antes de chegar à ele.

* Ele olha por cima do ombro e continua, com um leve sorriso*

- Onde estão meus modos? Perdoe-me caro visitante. Deixe-me apresentá-lo aos meus honoráveis convidados.

* Ele dá um passo atrás e segura delicadamente a mão da jovem*

- Esta é Salianna, a adorável Governadora Provincial de Nápoles que nos visita nesta magnífica noite.

* Ele curva tão levemente a cabeça em direção ao homem do seu outro lado que quase passa despercebido*

- E este é Gayal, um amigo de longa data de Canatos e meu próprio, muito me orgulha dizer.

* Em seguida seus olhos passam pelo corpo de Appius, como se buscasse algo*

- Agora, nobre visitante, permita-me ver a missiva destinada à Canatos.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Qui Abr 26, 2018 7:59 pm
*Appius cumprimenta os dois vampiros, com um sorriso polido, mas fraco, em seus lábios quebradiços, e em seguida olha novamente para o edil. O sorriso continua em seu rosto, apesar do olhar carregar uma profunda tristeza.*

-Agora receio ser a minha vez de faltar com os modos, ainda mais diante de anfitrião tão gracioso e seus ilustres convidados. Pois veja bem, Edil Varinius, o protocolo em Roma me instrui, e lamento muito em dizer, me instrui especificamente que a mensagem deve ser entregue nas mãos de Canatos.

*O Capadócio olhar o carniçal nos olhos enquanto ele perscruta seu corpo.*

-Minhas mãos, lamento dizer, estão atadas.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Qui Abr 26, 2018 8:47 pm
*Dos três, é a jovem mulher que sorri mais abertamente , quase gargalha, com a resposta de Appius. Varinius se mostra amistoso ao responder, embora se mantenha irredutível.*

- Não o culpo, meu caro Galerius. Nossos costumes Patrícios...

* Seus olhos novamente percorrem as vestes de Appius*

- São, por vezes, mal compreendidos pelos...demais. Como é costume em Roma - e Roma é tudo aquilo que é governado pelo Império - as regras da Vila se sobrepõem as regras de fora da Vila. Aqui, nesta vila, é expressamente proibido o acesso de...estrangeiros ao contato direto com Canatos. Toda e qualquer mensagem deverá ser entregue à mim ou, sinto informar-lhe, não será entregue.

* Ele sorri*

- Mas não se deixe levar por estas regras que parecem mais duras do que realmente são. Caso prefiras, podes repousar da aparente longa viagem que realizastes.

* Ele olha o simplório Seleucas a segurar os pertences de Appius*

- E na próxima noite decidirás o que fazer com a missiva. Entregar-me, de acordo com o protocolo, ou retornar ao emitente sem cumprir vossa tarefa.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Qui Abr 26, 2018 9:47 pm
*O sorriso de Appius aumenta mais ainda. Estava mais e mais óbvio que estava em uma armadilha. Ah, não era a primeira nem a última vez que anseava por sua vida pacata nas catacumbas.*

-Sinto grande simpatia por você então, Edil Varinius, que deve atuar com tanta diligência a ponto de ser como que uma segunda vida, ou deveria eu dizer sombra, do governador. Deveras, tem meus cumprimentos e admiração.

*Ele fecha seus olhos. Como se seu corpo decrépito estivesse a um passo de se desfazer.*

-Mas está certo. A viagem foi exaustiva. Certamente mais do que o corpo de um erudito aguenta. Um pouco de paz em um aposento que não me lembre a poeira da estrada seria imensamente bem vindo.

-E é claro, preciso dividir alojamento com meu servo. Ele é um linguista exemplar, e preciso de sua ajuda para uma tradução antes que a noite se vá por completo.

*O sorriso nunca deixa os lábios de Appius enquanto ele continua a encarar Varinius. Ele tenta observar além do mero rosto do carniçal, indo para sua mente e alma, procurando saber qual o verdadeiro interesse dele nesta conversa.*

[Sistema: Appius usa seu poder de Língua de Crocodilo. Possui Percepção 4 e Empatia 4]
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sex Abr 27, 2018 3:24 pm
* Varinius sorri e por trás daquele gesto simples e dos belos e bem alinhados dentes, o dom das trevas de Appius lhe mostra que aquele mortal está apavorado. Ele deseja somente que Galerius deixe a mensagem e que em seguida deixe também a presença dos que ali estão.*

- Fiques certo de que as melhores acomodações lhe serão providenciadas agora. Siga-me para que...

* Antes que ele encerrasse, a bela mulher de cabelos negros e expressão tão jovial quanto sublime o interrompe.*

- Varinius, meu querido, deixemos que Gayal acompanhe o convidado até seus aposentos enquanto terminamos de parlamentar.

* Varinius tenta, mas não consegue disfarçar a tensão em seu olhar através de um simples sorriso*

- Claro. Tens razão Senhora. Senhor Galerius, por favor, acompanhe o Senhor Gayal e sinta-se como eu mesmo o guiasse.

* O homem com feições bem delineadas e um rosto bastante exótico arqueia levemente a cabeça e indica um corredor que se prolonga para além do Átrio*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sex Abr 27, 2018 11:55 pm
*Hm. Varinius conseguiria uma coisa dentre duas. Devia se considerar sortudo. A governadora de Nápoles, porém... Talvez ela fosse a maior ameaça ali. Mas nada que pudesse resolver no momento. O Capadócio continua a alma da cortesia.*

-Mais uma vez, peço perdão pelo inconveniente, inclusive por interromper suas negociações com a adorável governadora. Tenho certeza de que amanhã a noite alcançaremos uma solução favorável. E se me permitem, preciso meditar e descansar por ora.

*Appius segue pelo corredor com o misterioso Gayal, conversando com ele pelo caminho.*

-Providencial que sejas amigo de Canatos, honrado Gayal. Ouvi muito sobre ele - governador exemplar, jovem mas talentoso, da linhagem do próprio Montano, não? Deveras, me sinto desolado por não poder encontrá-lo esta noite.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 10:28 am
* Appius e o homem caminham pelo corredor, bem decorado com ânforas douradas e estandartes púrpuras e vermelhos nas paredes, enquanto conversam. A voz daquele homem é muito pouco grave, tende a ser quase feminina e carrega um forte sotaque estrangeiro ao pronunciar o latim*

- O Gregô. Cannatos perrrtence à linhagem do Gregô, irrrmãon de Monnntano. Tua desolaçãon possui alguma rrrazão específica? Immaginei que serias apenas um mensageirrro, do qual o ennvolvimento pessoal parra com o Goverrnadorr fosse irrrelevante.

* Caminham até estarem de frente à uma porta fechada apenas por tecidos vermelhos cruzados.*

- Entrremos.

* Ao passar pela "cortina", Appius se vê em um segundo salão no qual uma pequena festividade parece ocorrer. Homens e mulheres, de diferentes tons de pele e idade, entrelaçam-se em uma orgia no centro de um impluvium de sangue. Os corpos ensaboados pelo vitae esfregam-se um no outro enquanto os gemidos ecoam pelo local. Em suas faces, máscaras douradas representativas dos Deuses do Olimpo. Em especial Apolo e Afrodite chamavam a atenção de Appius.





Um cheiro de ervas inebria o ambiente e lembram, de certa forma, as que foram usadas por Galerius para sua meditação na outra noite.


Gayal senta-se em um banco posicionado lateralmente ao impluvium, cruza as pernas delicadamente e se põe a assistir o desempenho daqueles homens e mulheres.*

- Digas a teu Serrrvon parra que leves teus perrrtences aos dorrmitórrios adiante e sente-ses comigon, Galerrius, parra que converrsemos um pouco.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 12:02 pm
*Appius dá um riso sem graça. Era como se a fragilidade aparente de seu corpo se estendesse à sua mente.*

-Claro, o Grego! Boukephos, não? Perdão, mas às vezes todas as linhagens de nossa família se confundem em nossas mentes. E embora seja verdade que nunca tenha encontrado ou mantido qualquer relação pessoal com Canatos, ainda gostaria de encontrá-lo. Minhas interações com o Clã da Noite foram sempre limitadíssimas, e como ouvi apenas coisas boas sobre Canatos, esperava poder conversar com ele. O Império, meu caro Gayal, e suas facetas, me fascinam.

*Um sotaque estranho... Appius, ao longo da conversa, tenta identificar de onde vem o sotaque carregado de Gayal.*

*Porém, não estava preparado para o que havia além da cortina. Como de costume em sua não-vida, Appius estava brutalmente dividido. A abundância e cheiro de sangue faz com que sua Besta se remexa de forma quase incontrolável dentro de seu corpo. Por outro lado, as máscaras dos deuses faziam com que aquele espetáculo beirasse o sacrilégio. E o fato de sua parte mais primal apreciar aquela exibição só contribuiu para piorar o humor do Capadócio. Ele escolhe, porém, não verbalizar sua insatisfação, decidindo se sentar com Gayal enquanto ordena a Seleucas.*


-Vá e ajuste o dormitório, me juntarei a você em algum tempo.

*A ordem, contudo, não para por aí. Appius se foca na mente de seu carniçal, canalizando seus poderes psíquicos para uma última frase.*

-Esconda a mensagem, mantenha-a a salvo!

-Agora, meu caro Gayal, sobre o que gostaria de conversar?
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 1:43 pm
* Seleucas se apressa em seguir o corredor à frente. Appius nota um olhar pesaroso em seu carniçal. Um misto de receio por deixar seu mestre sozinho e incapacidade de auxiliar em algo, mesmo que ficasse. Após a saída do carniçal e em meio aos gemidos - por vezes gritos - de prazer dos envolvidos naquela orgia dos Deuses, ao menos em suas máscaras, Gayal prosseguiu. O sotaque era demasiado forte e estranho aos ouvidos de Appius, de fato jamais ouvira alguém falar um latim tão arrastado e mal pronunciado. Descobrir a origem era difícil, mas havia traços da linguagem falada nas províncias do leste, beirando os limites com as terras do Oriente do Império.*

- Cannatos forra destrruido. Varrrinius será morrto, enquannto converrsamos.

* Ele permanecia sentado, imóvel e com os olhos vidrados naquela orgia sem fim*

- O que ocorrerá com você dependerrrá exclusi...exclusi...La naiba!....exclu..sivamennte de sua rreação aos fatos.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 2:05 pm
*Sob alguns aspectos, a maldição de seu Clã acabava por ser uma benção, Appius pensava, e não pela primeira vez. Qualquer outro Membro ou Mortal ficaria mortalmente pálido ao ouvir as palavras de Gayal, mas Appius pode fingir indiferença já sendo branco como um cadáver. Ele se reclina no divã, examinando uma sujeira inexistente nas unhas antes de falar.*

-Parece ser o corrente nestas últimas noites, não? Membros destruídos a torto e a direito. Suas cinzas se vão, mas as perguntas apenas continuam, aumentam até. Então... Minha reação aos fatos depende exclusivamente das respostas para algumas perguntas...

-Por que Canatos foi destruído? Por quem? Pelo mesmo motivo pelo qual o infeliz Varinius morre neste momento?

*Appius observa seu interlocutor com uma aparente serenidade, enquanto o perscruta com sua Língua de Crocodilo.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 6:19 pm
* Appius utiliza de seus dons e nota que o vampiro sentado a seu lado demonstra pouco interesse, de fato, nas palavras do Capadócio*

- Ele foi destrruído por rrevoltarr-se contrra Roma, mensageirro. Varrinius, como seu serrvo, serrá morrto apenas por prrecaução.

* Os gritos e gemidos da orgia aumentam de intensidade*

- Como um bom mensageirro, descanses o necessárrio nesta noite e na prróxima leves tais notícias ao Imperradorr. Imagino que não tenhass nada contrra o fato. Isto facilitarrá muito o prosseguimento desta noite.

- Obviamente, antess de poderr sairr, terás que deixarr a mensagem a qual veio trrazerr, comigo.


* O olhar daquele homem causava um certo - e sobrenatural - arrepio em Appius*

- Estou, como disses, farrto de verr cainitas se torrnarem cinzas nas últimas noites.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Sab Abr 28, 2018 11:37 pm
*Como seria possível? Quem era essa Gayal e a quem servia? E por que Prestes o mandaria até a Macedônia apenas para ser informado que Canatos fora morto? Será que o interesse dessa "missão" seria apenas vê-lo fora de Roma? Mas a qual interesse isso agradaria? E acima de tudo, o que havia nesta mensagem que a tanto interessava todos que encontrava?*

*Ele encontra o olhar do cainita temível à sua frente. Fingir indiferença era mais e mais difícil. Appius suspira*


-Se eu for completamente sincero, sim, isso me desagrada consideravelmente.

*Appius se remexe desconfortável no divã.*

-Sabe-se na capital da... fragilidade da lealdade de Canatos para com o Império. Mais do que um mensageiro, esse era meu verdadeiro propósito na Macedônia. Para ver até onde seguiam as indiscrições do governador, e quem eram seus cúmplices nesses hábitos abomináveis.

*Ele observa a orgia enquanto continua falando, feliz por encontrar um pretexto para não olhar mais para o sinistro interlocutor.*

-Levando isso em consideração... Nunca houve uma mensagem. Era só um pedaço de pergaminho vazio com um selo importante para evitar que eu fosse incomodado durante minha viagem. Meu propósito aqui, infelizmente, se desfez ao vento com a Morte Final de seu... como Varinius definiu? Amigo pessoal?

*Terminando a fala ele se levanta. Parte por efeito e em parte por querer se distanciar daquele Membro enigmático, e certamente perigoso.*

-Porém, a jornada talvez possa não ser um desperdício completo. Se realmente tem a intenção de matar o pobre diabo do Varinius, encaminhe seu corpo a mim. Talvez eu descubra mais sobre ele em morte do que conseguiria em vida.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 2:23 am
* O estranho homem manteve-se em silêncio a observar o ato sexual do grupo à sua frente e no exato momento de maior êxtase de um dos casais envolvidos ele estendeu a mão para Appius, assim como inclinou sua cabeça em direção ao Capadócio.*

- Dê-me o perrgaminho.

* Por um breve instante, Appius notou que o piscar dos olhos daquele homem era lateral, com uma membrana amarelada a fechar e abrir rapidamente, como o de um lagarto.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 3:04 am
*Appius sente um calafrio ao ver aqueles olhos, junto com a voz cada vez mais desconcertante. Ele havia tentado todas as artimanhas que pensara, e todas infrutíferas. Com um abaixar dos ombros, indicando derrota, ele enfim fala.*

-Me dou por vencido. Lhe entregarei

*O clímax atingido pelo casal dá lugar a uma serenidade quase divina. O fogo da vida que queimou com tamanha força vai diminuindo até a uma mera fagulha, acompanha um surto de força, inversamente proporcional, no Capadócio. O sangue começa a fluir como uma torrente pelo seu corpo decrépito. Sua carne branca não muda de aparência, mas adquire uma resiliência do além túmulo. Ele era do Clã da Morte, e dela podia pegar emprestado alguns dons. Appius levanta a voz, curiosamente mais sólida agora.*

-Seleucas! Traga-me o pergaminho! Tudo vai acabar em breve.

*Ele estica o braço ao dar o comando ao seu carniçal, torcendo para que ouvisse. E ao levantar o braço... no momento em que o clímax dos escravos termina, não restando nada além de cansaço e êxtase, a mão de Appius esbarra no braço estendido de Gayal. E um mero toque é o necessário para que a Morte Negra ataque.*

[Sistema: Appius usa 4 Pontos de Sangue para aumentar seu Vigor para 8 mais 4 para aumentar sua Destreza para 7, e ao tocar em Gayal ativa o poder da Morte Negra (Mortis 5). Appius possui Vigor 8, Ocultismo 4, Destreza 7 e Briga 1]
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 10:13 am
Teste de Toque - Appius:


A MS necessária para o toque é de apenas 1.

Appius tem Destreza 7 + Briga 1 + MI 2 = 10
Gayal possui destreza 4 + Briga 3 + MI padrão 2 = 9

Appius tem 1 sucesso e consegue tocar o braço de Gayal.

Teste de Morte Negra - Appius:


A MS necessária para fazer com que Gayal entre em torpor é 3

Appius tem Vigor 8 + Ocultismo 4 + MI 2 = 14
A dificuldade é igual à Força de Vontade do Alvo ( 9) + MI padrão 2 = 11
Appius consegue 3 sucessos! O suficiente para seu poder fazer efeito.

Appius precisa gastar 2 pontos de força de vontade para que seu poder tenha efeito.

* Galerius usa de sua artimanha e seu braço resvala no de seu interlocutor, que ainda sim tentou tirá-lo do caminho mas não foi rápido o suficiente. O simples toque desencadeia uma putrefação nos dedos de Gayal. Sua mão se torna escura e Appius enxerga a mancha começar a deslizar por seu braço e logo o levaria ao Torpor.

Gayal Sorri*


- És perrigoso, Appius.

* O capadócio se surpreende quando a mão e parte do punho daquele vampiro se desprendem como um pedaço de carne podre e cai ao chão, impedindo o avanço da Morte Negra sobre seu corpo. Ele levanta-se e inclina a cabeça lateralmente em um ângulo impossível. Seu corpo se contorce, Galerius ouve o estalar dos ossos a se romperem e remodelarem, o tronco se alonga e torna-se mais largo. Os braços crescem em proporção e ficam muito compridos a ponto de tocar o chão. Sua pele ganha um tom esverdeado doentio. A cabeça é a descrição vívida dos monstros do submundo. Os cabelos caem completamente, os olhos são amarelados e o crânio se alonga de forma oval.

Suas vértebras crescem como espinhos gigantes e de sua pele verde e gosmenta uma gordura fétida desliza constantemente.

Diante de Appius, surge um monstro com mais de dois metros de altura e uma aparência que causaria asco a qualquer mortal e assombra até os vampiros. Sua grave e monstruosa, que ecoa como se duas falassem ao mesmo tempo, toma o salão onde, estranhamente, os mortais continuam em sua orgia - como em transe - ignorando o monstro à sua frente*


- Estou currrioso...antes de matá-lo, rrresponda-me, porrrque atacou-me se serrrves ao Impérrio e eu o inforrrmei de que Canatos foi destruído por sua trrraição para com este?

* Talvez a situação não pudesse piorar. Ainda assim, Seleucas adentra ao recinto com o pergaminho em mãos pois, certamente, ouviu o grito de seu mestre o ordenando a tal.

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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 1:27 pm
*Gayal não era um vampiro. Era um pesadelo, uma fábula contada para assustar os neófitos de Roma, um Demônio do Leste, mestres da carne, ossos e dor. Se os Capadócios eram os eruditos da morte, os pavorosos Dragões eram os maiores sábios sobre matéria viva e sangue. Talvez isso explicasse o porque de Gayal ainda estar de pé, ainda que ferido. Qualquer outro Cainita, um que não tivesse tamanho domínio sobre o próprio corpo, estaria caído em Torpor.*

*Porém... Por mais pavorosa que fosse a sua revelação, também colocava as coisas sob outra luz. Errar custaria sua existência, mas ela já não estava acabada?*

*Appius se move lentamente entre Gayal e Seleucas, com as mãos levantadas. Não era nenhum guerreiro, mas já havia provado que podia ser letal à sua maneira.*


-Porque nada fez sentido, ou pelo contrário, fez sentido demais. Por que Canatos seria destruído justamente hoje, quando receberia uma missiva de Juno Prestes? E justamente quando minha jornada foi atrasada por uma tempestade, atraso que durou exatamente um dia?

-Mas... *Suas mãos baixam por uma fração* você nunca disse ser o responsável pela destruição de Canatos. Você não tem razão alguma para ser leal a Roma, mas preferiu que eu pensasse assim. Disse estar farto de ver Cainitas se tornarem cinzas, era Canatos, não? Ele de fato era seu amigo, como Varinius disse. Ele era a ponte entre Roma e... quaisquer interesses que você segue.

*Appius solta um suspiro cansado*

-Você fala em lealdade e serviço à Roma... Mas eu não sei mais o que isso significa.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 3:13 pm
* A aberração ergue a sua longa mão terminada em protuberâncias ósseas, que pingam uma gosma amarelada, e imediatamente a orgia se encerra. Os homens e mulheres mascarados desvanescem, como se ali nunca estivessem, transformando-se em uma névoa escura e mal cheirosa que preenche todo o ambiente. A visão se torna difícil e Appius consegue enxergar somente a silhueta da criatura a mover-se pela sala e, em um breve momento, até mesmo aquela horrenda sombra se vai.

Sua voz, contudo, continua a ecoar*


- Suas palavrras não soam como eu esperrava, Rromanon. Devo dizerr que tu não éss o assassino que esperrava, quando meus serrvos me inforrmaram de um homem estrranho a navegarr para a Tessalônia. Esperro que tenhas aprroveitado os ventos da noite...

* Ouviu Seleucas gritar*

- MESTRE! AHHHHH!!!

* O grito fora abafado, rapidamente. Apenas a névoa cercava o Capadócio e a voz prosseguia*

- Estás parrcialmente correto, desprrezível serrvo de Rroma. Cannatos é meu aliado. No entanto, fui eu a matá-lo.

* Gargalhou, macabramente. Sua voz ressoava como duas todo o tempo e o som parecia se mover pelo salão, por dentro da névoa*

- Não o matei como imaginas, ainda sim, o matei...agorra, vejamos o perrgaminho...

* Seleucas cai aos pés de Appius, em desespero agarra as pernas de seu mestre, choramingando. A voz prossegue.*

- Uhhnn. Selado com feitiçaria...simmn, mas uma feitiçaria frraca.

* Appius ouviu desprender  de feiche, algo como um abrir de caixa. Alguns segundos e a voz gargalhou uma vez mais, desta vez, demoradamente*

- Não sabess mais o que significa serrr leal aos Rrromanos? Leias...e descubrrras.

* O pergaminho, entreaberto, rolou até os pés de Appius envolto naquela névoa escura e fétida. Seleucas, sentado ao chão, arrastava-se de um lado a outro temendo um ataque que poderia vir de qualquer um dos lados daquela penumbra.*
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

em Dom Abr 29, 2018 3:47 pm
*O pânico de Seleucas rastejando a seus pés recompõe um pouco da força de Appius. Aparentemente, ele precisava demonstrar dignidade por dois.*

*O miasma fétido, a voz sobrenatural da criatura abissal que antes era Gayal faziam Appius pensar que estava no Tártaro. Não... no Tártaro ele estaria bem. Isso era algo muito pior.*


-O que é você?

*Ele estende a mão para pegar o pergaminho aos seus pés. Só então se dá conta de que está tremendo.*

-E o que está escrito aqui para justificar... isso.
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Re: Províncias Imperiais - Ocidente

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