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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Qui Nov 22, 2018 10:27 am
Gemistus sorriu com uma certa tristeza.

- Fico contente que veja algo de teu pai em mim. E sinto muito pelo destino dele e de seu avô.

Encostou-se na soleira da porta, com braços cruzados.

- Não imagino que nossas concepções de vingança sejam tão diferentes afinal. Não há nada de romântico ou filosófico na vingança, ao menos não segundo a minha opinião. Somos homens, Saavedra, fazemos aquilo que deve ser feito quando agridem ou maltratam os nossos. O que pode mudar, neste caso, é a nossa concepção de "nossos". Para mim, os meus são todos aqueles que não encontram proteção sob as asas de ninguém.

Sorriu novamente. Gemistus era dono de uma tristeza profunda, mas que tentava disfarçar com modos simplórios e gentis.

Já Bernard era um sujeito particular. Excessivamente alto, seus pés permaneciam fora da cama estreita. Não era musculoso ou notável em um sentido físico, mas seu corpo, de fato, emanava uma aura de calma e tranquilidade. Além disso, estava quente, como se tivesse o sol debaixo da pele. Saavedra pensou se aquilo não seria particular dos Filhos do Sol. Mas sua opinião mudou à medida em que a pesquisa continuou.

Não havia nenhuma marca no corpo de Bernard que não fossem as inúmeras sardas naturais espalhadas por quase todo o corpo. Nenhuma luxação, hematoma ou ferimento. Estava incólume, mais do que isso, estava preservado. Tendo conhecido Gemistus, identificava no corpo o seu poder: o grego tinha, de forma muito artesanal e amadora, preservado magicamente o corpo de Bernard. Mas não era necessário. Havia um outro encanto ali, conjurado por algo ou alguém muito mais habilidoso do que Gemistus e que objetivava o mesmo efeito.

Depois de observar o corpo de Bernard pelos meios naturais, Saavedra, com a Virgem em mãos, fechou os olhos para se concentrar em seus Dons. Quando os abriu, notou que não havia fantasmas ou espíritos naquela sala. Somente ele, Bernard e Gemistus existiam ali em quaisquer dos mundos considerados. Esperou a intuição, que sempre vinha quando usava tal capacidade, para determinar a morte de Bernard. Surpreendeu-se quando ela não veio. Silêncio. Os dons da Morte não surtiam qualquer efeito sobre o Filho de Belenus.

Viu, entretanto, uma intensa luz avermelhada. Era a última coisa que tinham visto os olhos de Bernard. Quando esta visão se foi, pode notar uma runa nórdica que brilhou em vermelho, por alguns segundos, na palma da mão esquerda do Filho de Belenus.

Gemistus observava atentamente Saavedra, prestando especial atenção em seus métodos e palavras. Era notável que era de natureza curiosa. No andar inferior, o galego escutou o som de uma porta se abrindo e fechando. Gemistus voltou a face para o corredor superior da casa e lançou um "Estamos aqui em cima". Em seguida, voltou o olhar para Saavedra, como se esperasse uma explicação.
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Qui Nov 22, 2018 12:20 pm
Com um misto de frustração e curiosidade, Xavier se afasta lentamente do corpo de Bernard. Ele continua observando-o, com seu caderno na mão. Revia suas notas e balançava a cabeça negativamente, quase que indignado. Murmurava, meio que para si mesmo, mas em um tom que era possível ser ouvido por Gemistus.

- Eu... eu não entendo... Não é possível... Nunca vi algo assim!

Saavedra se vira pra Gemistus, expressando uma certa indignação com a situação:

- Não há nada, absolutamente nada. Ou melhor... quase nada...

Ele se aproxima mais uma vez de Bernard, dessa vez analisando a mão onde a runa nórdica havia aparecido por instantes. Buscava algum resquício, algum sinal.

- Você fez algo para que o corpo de Bernard fosse preservado, mas me parece que isso não seria necessário. Há outra coisa o preservando. Algo mais forte. Existe alguma coisa o protegendo e emanando poder.

Xavier olha para Gemistus:

- Na verdade, é como se Bernard não estivesse morto. Tampouco está exatamente vivo, mas morto ele não está...

Correndo para pegar seu lápis, Saavedra tenta esboçar um desenho da runa em seu caderno, para em seguida mostrá-lo ao Filho de Ares.

- Veja, veja. Eu não faço ideia do que aconteceu com o Filho de Belenus, mas eu vi alguma coisa. Esta runa! Esta runa apareceu para mim em sua palma esquerda, para rapidamente desaparecer. Além disso, pude ver um clarão vermelho. A última coisa que Bernard viu antes de... apagar?

Ele volta pra olhar seu desenho.

- Se o que me disse for verdade, que bastaria um simples ferimento de Arectaris para matar um Herdeiro, Bernard não foi vítima da espada. Seja lá o que tenha acontecido com ele, essa runa é nossa primeira pista. Ela nos aponta uma direção... e possíveis suspeitas. Se você puder me levar para o local onde Bernard foi encontrado neste estado, talvez eu consiga mais coisas.

Saavedra escuta os passos no andar de baixo. Atento, ele aponta o dedo em direção à escada, silenciosamente perguntando a Theo o que estava acontecendo.
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Qua Nov 28, 2018 5:57 am
- Não se preocupe, Saavedra. É o último membro do nosso grupo.

Saavedra ouviu os passos calmos e cadenciados enquanto o desconhecido subia as escadas. O som monótono dos passos pareceu envolver o galego em uma espécie de transe. Ou talvez tenham sido as observações coletadas do corpo de Bernard. Fato é que um suor frio tomou conta da fronte de Saavedra enquanto o desconhecido subia, e em sua mente imagens desconexas começaram a surgir e desaparecer. Havia um homem, uma oficina escura e apertada. Sobre a mesa de pedra, uma espada longa e simples, mas que emanava uma forte e pulsante energia. O homem, cuja face era impossível de ser vista, caminhava em direção à arma. Em mãos tinha uma gema avermelhada que provavelmente anexaria à lâmina, como elemento decorativo.

O galego voltou a si quando um homem já o observava, parado sob a soleira da porta. Era uma figura alta e imponente, embora de uma maneira diferente de Gemistus. Enquanto o filho de Ares tinha uma aura agressiva contida pela gentileza, o outro era sisudo e parecia se atentar intensamente aos detalhes. Era de origem oriental, provavelmente japonesa, o que tornava a asua presença ali ainda mais estranha. Vestia-se, porém, como um ocidental, com roupas elegantes e bem alinhadas e um belo casaco longo que lhe cobria o corpo. Os olhos eram escuros, emoldurados sobre uma face particularmente branca. Os cabelos eram longos, mas estavam amarrados em um rabo de cavalo.¨

Com toda a calma do mundo, apresentou-se à Saavedra.

- Eu sou Hideki.

Voltou-se para Gemistus.

- Algo se aproxima. Precisamos retirar o corpo de Bernard daqui e deixar o local.

De fato, Saavedra podia sentir. Era como se a casa fosse continuamente atingida por ondas de energia, extremamente sutis, mas claras aos sentidos dos Herdeiros. O galego sabia o que significava, o véu entre os mundos se levantava para dar acesso à alguém ou alguma coisa. Algo que não emanava necessariamente gentileza ou boas intenções.

- Podes lutar, Saavedra? Ou preferes cuidar de Bernard?

Havia uma crescente excitação nos olhos de Gemistus. Pareciam em chamas. E era profundamente contagioso. A Morrigan era também uma Deusa da Guerra, afinal.
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Qui Nov 29, 2018 9:35 pm
Mais uma visão. Saavedra sentia que sua cabeça estava prestes a explodir com a quantidade de imagens que vinha inundando sua mente de maneira involuntária. Ainda processava as poucas informações que conseguira sobre a situação de Bernard quando a visão de um misterioso homem manipulando uma gema vermelha lhe ocorreu. Seja lá o que acontecera com Bernard, parecia, afinal, que Arectaris estava envolvida. Se não a espada, mas um de seus elementos.

Não teve tempo de contar essa informação para Gemistus, pois logo foram interrompidos pela chegada de Hideki. O momento tornava-se ainda mais inusitado. A presença de um herdeiro asiático ali, no coração de Belfast, era algo que ele realmente não esperava. O Filho de Ares não havia mencionado que havia um terceiro elemento em seu grupo.

Saavedra sorriu para o recém-chegado, mas também não tiveram tempo de prosseguir com apresentações. A sensação de que algo atravessava a barreira entre este mundo e aquele de seus pais os inundou. Era como se um vento de tempestade acabava de arrebentar uma janela que não fora corretamente fechada.

O cansaço que havia tomado seu corpo é rapidamente dissipado pela excitação que vinha de Gemistus. Saavedra sente a adrenalina invadindo percorrendo seu sangue, ativando algo adormecido. Em um lugar distante, ouvia sua mãe. Era como se pudesse ver A Morrígan, em seu aspecto jovem e guerreiro, brandindo seu machado de batalha e sorrindo, banhada em no sangue dos inimigos. Apesar de ser um soldado, Xavier sabia que não era exatamente um guerreiro. Mas ali, naquele momento, diante de um oponente que desconhecia, esse fato parecia não importar muito.

O galego corre até sua bolsa que estava no chão. De dentro dela, retira um grande objeto envolvido em um pano velho. Ao desembrulha-lo, olha para a arma que trouxera na viagem. Com o sabre em punho, ele se posiciona ao lado de Gemistus.

- Deixe que Hideki cuide de Bernard.

Saavedra lança um olhar para a porta e sorri.

- Posso lutar. Se sei sobreviver é uma outra história...
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Dom Dez 02, 2018 7:26 am
Hideki se precipitou, correndo em direção ao corpo de Bernard. Enquanto caminhava, desabotoava o casaco e, tendo terminado, pousou-o sobre o corpo do Filho de Belenus como se fosse um lençol. Diante dos olhos de Saavedra, o corpo desapareceu. O casaco emanava uma tênue luz azulada, e saavedra podia jurar ter ouvido centenas de vozes que oravam, em uníssono, em uma língua desconhecida. Era como se Bernard tivesse sido sugado para dentro de uma dimensão desconhecida contida em um simples casaco. Saavedra, todavia, não estava surpreso. Ao longo dos anos, havia ouvido falar de Herdeiros que tinham acesso à dimensões esquecidas, vizinhos aos Reinos Supernos, que podiam ser usadas como esconderijo ou como local de batalha. Hideki parecia ser um deles. O oriental esperou, deixando o casaco sobre a cama.

Ao mesmo tempo, a iluminação da casa começou a diminuir, como se às lâmpadas faltasse combustível. Saavedra sentiu frio. Hideki orava no que parecia ser sua língua natal, uma brisa estranha surgindo do nada e envolvendo os presentes. Agora, não havia mais iluminação. Somente um forte cheiro de amônia e podridão, de pus antigo e contido em uma ferida que não havia sido limpa corretamente.

Saavedra podia ouvir o próprio coração a bater incessantemente. Gemistus o olhava com cumplicidade, como se tivessem lutado dezenas de guerras juntos. O guerreiro fazia sinais para Saavedra e o galego entendia. Deveria preparar-se. Hideki os enviaria para um semi-plano, onde o combate poderia acontecer sem danificar a casa ou atrair a atenção dos mortais. Uma vez que estivessem distantes, escaparia com o corpo de Bernard. Teriam uma breve vantagem, aparentemente o que quer que entrasse ali não sabia das capacidades de Hideki. Uma breve vantagem que deveria ser traduzida em um ataque fulminante.

O fedor pútrido aumentava. Saavedra sabia que a coisa estava, agora, atrás da porta. Não teve tempo de vê-la naquele momento, porém, pois sentiu um vento frio envolver seu corpo e sua massa diminuir, ao mesmo tempo em que a gravidade parecia não fazer mais sentido. O mundo escureceu. Quando clareou, Saavedra se viu ao lado de Gemistus em um deserto avermelhado de proporções infinitas. Não havia nada, nem montanhas, nem árvores ou plantas, tampouco nuvens. Nada a não ser terra ressequida e um céu de chumbo.

E, obviamente, a criatura à sua frente.

Mantinha-se equilibrada sobre os quatro membros. Era alguma coisa entre um homem e uma aranha, com enormes manchas avermelhadas no corpo, das quais escorriam secreções inomináveis. A cabeça era destruída na parte superior, como se tivesse sido golpeada por algo pesado. Não dispunha de olhos ou nariz, mas isso não parecia ser um impeditivo para que soubesse onde estavam seus inimigos. Estava, porém, ligeiramente desnorteado pela viagem inesperada entre os mundos. Saavedra e Gemistus tinham pouco tempo. Concentrou-se rapidamente, ainda que em sua testa soasse um som incômodo e repetitivo como o de um martelo a bater o metal.


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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Seg Dez 03, 2018 2:08 pm
Enquanto estavam ali, de pé diante da porta, aguardando o misterioso inimigo adentrar, Saavedra dividia sua atenção entre a entrada da sala e a movimentação de Hideki. Observou o asiático desaparecer com o corpo de Bernard, tal como um mágico de palco faria. Mas Saavedra sabia que não havia nenhum truque ali. Era o poder de um herdeiro se manifestando.

Ao mesmo tempo em que se impressionava com aquilo, mantinha-se apreensivo, conforme o cheiro de podridão ficava maior. O galego não fazia ideia do que estavam prestes a enfrentar, mas tinha medo. Se alguém lhe perguntasse o que estava sentindo, não teria nenhum problema em afirmar. Era o mais puro medo. Em sua vida, já havia se deparado com cenas tenebrosas e homens cruéis, mas tinha a certeza que nada havia lhe preparado para o que estava prestes a enfrentar. Para evitar o desespero, apoiava-se na ideia de que tinha um filho de Ares ao seu lado. Este não parecia hesitar e dava sinais de que sabia como agir e o que esperar.

Com os lábios quase cerrados, Saavedra murmurava uma oração, clamando a proteção da Virgem. Orava pela Santa Madre, mas em seus pensamentos tinha A Morrígan. Esperava que sua mãe o guiasse ali. E se eram as suas roupas ensanguentadas que ela lavava naquele momento, que assim o fosse. Sabia que não iria para os céus, mas tinha curiosidade de conhecer Tír na nÓg.

Pensava naquilo tudo enquanto o suor escorria por sua testa e empapava sua roupa, mesmo com o estranho frio que fazia naquela sala. Olhou uma última vez para Gemistus - apenas para ter a certeza de que ele estava ali - quando aconteceu. Saavedra fora suspenso do mundo e reaparecera naquela planície vermelha e desolada. Diante deles, a criatura. Não fazia ideia de qual pesadelo ela teria saído, mas teve a imediata certeza de que ela não deveria existir em lugar nenhum.

Xavier Saavedra não saberia dizer se foi a visão da abominação que desafiava a natureza, ou se foi uma súbita sensação de que havia um dever a ser cumprido. Mas naquele momento ele pensou em Garda. Pensou em Mariana. Pensou na promessa que havia feito ao Destino. Enquanto aquela cria de Titã estivesse viva, a existência de todos os seus queridos estaria ameaçada. E Saavedra tinha sua Face para preservar. O medo foi se dissipando e, aproveitando que a criatura estava aparentemente desnorteada, Saavedra assumiu sua posição de combate e partiu para cima de seu inimigo, desferindo um golpe na diagonal, de cima abaixo, mirando o pescoço daquele ser.

Ataque de Saavedra:
Xavier Saavedra tem Destreza 3 + Armas Brancas 5
Sua rolagem de dados foi 7 | 5 | 3 | 2 | 4 | 10 | 7 | 9
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

em Ter Dez 04, 2018 5:09 am
Talvez estivesse munido de uma coragem - e, portanto, uma força acima do comum - talvez foi um puro golpe de sorte. Xavier Saavedra se precipitou à frente de Gemistus, os pés movendo-se com uma certa graça e leveza, ao seu redor somente a terra avermelhada e a aparência de desolação do lugar. O sabre cortou o ar estático enquanto o Filho de Titã ainda se encontrava desnorteado da viagem inesperada. Não teve nenhum tempo de reagir ou de tentar se defender. Não teve tempo de proferir impropérios com sua boca mutilada ou de tentar seduzir os Herdeiros com as promessas de parte do poder titânico.

Não teve tempo para nada disso. O sabre entrou, fundo, no que deveria ser a parte superior do tórax da entidade, abrindo caminho facilmente através de tendões e músculos e, por fim, rasgando-lhe a traquéia. O sangue escuro e espesso esguichou, banhando parte das vestimentas do galego, enquanto o pescoço, privado de sua sustentação, curvou-se e pendeu impossivelmente. O sangue continuava a jorrar, banhando o corpo da criatura que, por sua vez, ainda tentava avançar cambaleante.

Teria conseguido, não fosse a presença de Gemistus.

O grego avançou rapidamente, punhos erguidos. Saavedra viu o cotovelo recuar e em seguida o braço descer com vigor em direção ao tórax do inimigo. Ouviu o som de ossos se quebrando quando do impacto, e Gemistus forçou o punho na carne escura que, sem demora, cedeu à força divina do Herdeiro. Quando recuou o punho, o mesmo estava banhado de sangue. O Filho de Titã estremeceu e caiu sobre os próprios membros. Estava acabado, tão rápido quanto começou. Gemistus olhou para Saavedra.

- Interessante.

Em uma fração de segundo, o mundo construído por Hideki derreteu. Nada de planície avermelhada ou mundo desolado. Estavam de volta à casa onde estavam antes e tudo parecia absolutamente normal.

Com a sutil diferença de que as chamas começavam a devorar o local.


Dano de Saavedra:
A rolagem de dados efetuada foi Força (2) mais (4) dados do Sabre mais (1) de sucessos adicionais. Os resultados foram 10, 8, 8, 5, 6, 9, 10, um total de 6 níveis de vitalidade de dano.
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Re: Madrid: Porta da Espanha.

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