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Re: Zigurate do Estrangeiro

em Ter Maio 15, 2018 6:49 pm
Enquanto seu tio e primos falavam, Ya’rub mantinha um singelo sorriso sardônico no rosto. Não podia deixar de achá-los curiosos. Cada um dos presentes era muito peculiar. Mas, ao menos na opinião do feiticeiro, todos carregavam algo em comum: orgulho. Expressavam esse orgulho de modos distintos, alguns mais discretos do que os outros. Ainda assim, lá estava o orgulho.

Orgulho de seus poderes, orgulho de sua visão de mundo, orgulho de sua linhagem. Orgulho de ser o que eram ou orgulho de terem deixado de ser algo.

Ya’rub não reprovava esse sentimento. Achava-o... natural? Para ele, não havia pecado em se reconhecer naquilo que de fato se é. Compreender o lugar que ocupam na ordem universal e sentir-se confortável com ele. Mas achava engraçado o modo como muitos - talvez não seus primos, pois não os conhecia muito bem - sentiam-se na estranha obrigação de esconder esse sentimento.

Sabia, contudo, que o orgulho era um sentimento perigoso. Beba demais de sua fonte e perderá a noção do lugar que ocupa, sentindo-se maior do que de fato é. Ao lidar com os espíritos, de qualquer natureza, o orgulho era importante, mas pode colocar qualquer um em uma armadilha.

Era também o orgulho próprio que lhe dava outra razão para manter o sorriso. Apesar de respeitar todos ali, não sentia-se na obrigação de aquiescer com nenhuma das deliberações. Se quisesse sair dali naquele momento e bater nos portões de Mashkan-Shapir, assim o faria. Na verdade, tinha uma curiosidade quase sobrenatural para conhecer o local. É verdade que tinha pena e desprezo pelos infernalistas, mas adoraria vê-los de perto. Sabia que, em muitas ocasiões, falavam com os mesmos espíritos. Era a atitude perante eles que os diferenciavam.

Ya’rub ouviu a todos em silêncio. Quando o Estrangeiro saiu em retirada, o cumprimentou com um aceno de cabeça. Por fim, olhou para o gentil Enki e disse:

- Será um prazer, primo, ter a companhia dos espíritos que comanda. Há muito aprendi que é melhor caminhar acompanhado do que sozinho, e desde então tento seguir minha não vida respeitando este adágio.

Em seguida, despediu-se respeitosamente de seus primos e caminhou pela noite, em direção ao Trono Negro.
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Re: Zigurate do Estrangeiro

em Qua Maio 16, 2018 9:34 am
* Sarosh focou-se em seu irmão, Khanon, e em seu pedido para que acompanhasse os sacerdotes garantindo o sucesso da escolta. Por um breve momento estendeu a palma de sua mão e dela brotaram pequenos globos escuros como a noite sem estrelas, não maiores que um polegar. Entregou-lhes a seu irmão.*

- Leve-os consigo irmão e, além do que permanecerá em tua posse, entregue um a cada líder no processo de escolta. Através dos Olhos de Ahriman poderei acompanhar vossos passos e chegar, velozmente, caso seja necessário.

* Sorriu, lembrando que de todos os filhos de Laza, era Khanon aquele chamado de O Forte.*

- Embora não creia nesta possibilidade.

* Voltou a seriedade comum, colocando a mão sobre o ombro de seu igual*

- Não subestimemos o inimigo, em detrimento ao meu comentário. São ardilosos e ausentes de honra.

* Se nada mais for dito, seguiu em busca do Trono Negro*
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