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Os Amaldiçoados de Londres

em Sex Abr 13, 2018 7:17 am


Mithras, Progênie de [Ventrue], O Príncipe Eterno.

Poucos Príncipes conseguem manter seus domínios por muito tempo. Uma quantidade ainda menor governa em uma posição absolutamente incontestável. Mithras, das Ilhas Britânicas, é um destes. Sua mão controla Londres e as Ilhas há quase dois milênios e sua autoridade é reconhecida em todos os cantos do mundo onde a Camarilla esteja presente. Seu governo é um modelo, seu comportamento é um exemplo. O poderoso Matusalém subjugou Tremere e Toreador, sobreviveu à Inquisição e a Guerra dos Príncipes.

Internamente, o governo de Mithras é exatamente aquilo que parece ser para espectadores externos: uma unidade monolítica forjada no calor do enfrentamento com as cortes continentais. O Ventrue é ativo, sábio e gentil, ainda que sua fúria seja implacável quando o assunto é defender os interesses nacionais britânicos. Seus opositores se perguntam quando o monarca enfraquecerá e se será este o momento de subjugar as Ilhas aos interesses continentais. Infelizmente, para eles, Mithras não dá sinais de cansaço. O conflito o alimenta e o Matusalém parece ter se tornado mais jovem e mais ambicioso nas Últimas Noites.




Lady Anne Bowesley, Progênie de Valerius, Progênie de Bindusara, Progênie de Marcus Verus, Progênie de Mithras, Progênie de [Ventrue]

A Senescal do Príncipe Mithras, Lady Anne Bowesley, é também sua descendente. Anne é uma cainita jovem, mas que já demonstrou sua capacidade mais de uma vez. Assumiu o cargo sob os auspícios de seu Ancestral, após a destruição de seu Senhor, que ocupava o cargo anteriormente. A complexidade da política londrina a excita e a Ventrue tenta de todas as formas mostrar a sua eficiência ao Príncipe.

A quase obsessão de Anne com competência e perfeição é um trato distintivo dos Ventrue Mithraicos, mas que nela atinge dimensões quase psicóticas. De fato, sua atuação gera alguns problemas, uma vez que a Senescal submete os outros Clãs que residem nas Ilhas a um sistema de obediência total às decisões de Mithras. Tal sistema funcionava perfeitamente durante a Idade Média, mas os ventos da modernidade trazem também o questionamento às estruturas arcaicas.




Stephen Lenoir, Lasombra Antitribu.

Se existe um cainita capaz de mobilizar os jovens Membros de Londres, é Stephen Lenoir. Este Lasombra chegou às Ilhas Britânicas séculos atrás, após ter abandonado o Sabá. Mithras lhe concedeu permissão para residir nas Ilhas, assim como o garantiu proteção. Em troca, Lenoir deveria manter sua neutralidade mas, ao mesmo tempo, trabalhar ativamente para que todos aqueles que voltassem suas costas à Espada de Caim encontrassem na Inglaterra um porto seguro. Os resultados não poderiam ser mais animadores: as Ilhas Britânicas dispões do maior números de ex-Sabás em todo o continente, e estes vampiros são fiéis ao Príncipe Mithras, em primeiro lugar e a Stephen Lenoir em segundo. A extensão da lealdade pode ser comprovada quando um bando Sabá invadiu Londres para destruir Lenoir. Grupos de cainitas mais jovens defenderam ativamente seu patrono, preservando sua não vida e ampliando seu poder de barganha na Corte Londrina. Sua autoridade, evidentemente, começa a preocupar Lady Anne Bowesley.




Lady Regina Blake, Primogênita Toreador.

Jovem e ambiciosa, Regina Blake alcançou a condição de representante máxima de seu Clã graças a um favor pessoal ao Príncipe Mithras. A jovem, de forma quase acidental, descobriu a real identidade de uma amante do Príncipe. A revelação de que uma de suas amantes era, na verdade, uma antiga inimiga devastou Mithras, a ponto de fazer com que o Príncipe se ausentasse de Londres por várias décadas. Na sua ausência, Blake sobreviveu às tentativas de sua destruição com o auxílio de Stephen Lenoir.

Quando o Príncipe Eterno retornou, expulsou o antigo Primógeno Toreador, alegando que este era um espião dos franceses. Em seu lugar, colocou Regina Blake. A Toreador é jovem e inexperiente, mas trabalha duro para se tornar uma força reconhecida no xadrez londrino. Sua lealdade ao Príncipe, contudo, é inquestionável, para desgosto do Clã da Rosa francês.




Dr. John Dee, Progênie de Meerlinda, Progênie de Tremere, Primogênito Tremere.

As relações entre Ventrue e Tremere sempre foram extremamente complicadas. Quando Meerlinda residia nas Ilhas Britânicas, lhe era permitido ocupar o norte do país, sob a condição de lealdade absoluta à Corte de Londres. Mais de uma vez os conflitos entre os dois Clãs explodiram e a violência resultante clamou a vida de inúmeros cainitas.

Quando Meerlinda deixou a Britânia em direção ao Novo Mundo foi sua progênie, John Dee, que assumiu o controle do Clã nas Ilhas. De natureza pacífica e respeitosa, Dee escalou a montanha da hierarquia social inglesa, conquistando a confiança do Príncipe. A natureza diplomática deste vampiro fez com que as animosidades entre os dois Clãs cessassem. Observadores mais céticos apostam de Dee, em nome de sua Senhora e do Círculo dos Sete prepara um ataque a Londres, possibilitando aos Tremere assumir o controle das Ilhas. Dee sorri diante de tais acusações, reafirmando sua lealdade a Mithras.


Vlad Teepes, Drácula.

Rumores dão conta que, no final do século XIX, Drácula fez de Londres sua morada. A presença de um ancião ilustre, ainda que odiado por parte dos cainitas de todo o mundo graças ao limite a que foi levada A Máscara depois da publicação de seu livro, causou sentimentos diversos na Corte. Alguns exigiam a sua destruição sumária, outros eram profundamente interessados no que tinha a dizer o Príncipe da Valáquia. Além de tudo isso, Drácula era um Tzmisce, um odiado inimigo da Camarilla. Mithras, no entanto, nunca deu muita atenção à seita, pra começar.

O resultado foi uma reunião à portas fechadas entre O Príncipe Eterno e o Empalador. Observadores sugerem que a Drácula foi proibido residir na cidade. Outros apontam que a presença do Dragão ainda é sentida e vista de tempos em tempos. O que quer que os dois Príncipes tenham decidido, permanece um segredo.
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Re: Os Amaldiçoados de Londres

em Ter Maio 01, 2018 8:49 am


Morte que se morre... de fome um pouco por dia ( J. C. de Melo Neto )

 No amanhecer de um novo dia, um velho homem afoga as lagrimas de uma vida sofrida, contemplando os primeiros raios de sol que em minutos pintariam o ceu de azul claro. Do outro lado do balcão, o insone dono do boteco troca algumas palavras com o cliente bebado enquanto toma coragem para vencer a preguiça e tentar tirar o cheiro de vomito das mesas e dos copos:
 -Ninguem tem certeza de nada sobre ele.... A secretaria piranha que mora no meu predio disse que viu ele amassando cabeça de um cara no poste outro dia, mas honestamente acho que ela esta exagerando, ate pq ela tb disse que ele é bom de cama... disse que foi a melhor trepada que ela já teve e que acordou 2 dias depois no hospital, com o corpo todo dolorido e com anemia de tanto sexo que tinha feito... Na boa... eu ja gastei meu salario inteiro com uma facelida senhora de cabelos brancos la do soho e no fim do ato e ela simplesmente saiu da cama acendeu um cigarro e disse pra eu ir embora e dar espaço pro proximo cliente. O cara teria que ser um jegue na cama pra levar a garota pro hospital...
 -Estou sabendo agora que ele é bom com as mulheres... mas ouvi um boato menos sexual, porem mais util sobre o cara. Dizem que ele matou um sujeito, um nobre de sangue azul, e pegou a indentidade e a grana do cara. Temos que tomar cuidado com alguem assim zanzando por ai... Qualquer dia ele resolve matar mais do que só policiais e jornalistas.
 -O povo da delagacia estava no veneno com o cara... vieram aqui no bar tentar achar ele... ficaram semanas atras do condenado.. ate que um dia pararam de procurar por ele... No dia seguinte o delegado estava com um terno novinho em folha, feito sobre medida e a gravata combinando com o relogio e o anel novinho que ele tinha ganhando, segundo ele numa rifa da igreja para os dizimistas...
 -Minha mulher não é dizimista, mas ganhou um pano de prato na rifa do ano passado, desses com uma cruz pintada e tudo....
 -Tudo o que podemos dizer é que ele é perigoso, e roda pelas ruas todas as noites, atras de confusão e de grana, não necessariamente nessa ordem...
 - Bom, meu velho taverneiro eu vou indo para casa, pois depois de tantas horas bebendo se eu não voltar cedo, minha patroa me deixa pra fora...
 O velho cliente sai do bar trançando as pernas, se esforçando para andar sem cair entre os últimos ares de uma longa noite de bebedeira, que seria a ultima de sua vida. Atras dele uma voz hipinótica sussurra em seu ouvido:
 - Eu já fui um bom cristão então vou deixar que você vá ate a sua casa, de um beijo de despedida na sua mulher e no seu gato, depois me encontre no lugar de sempre, temos negócios para resolver...
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