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Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sex Mar 30, 2018 5:29 pm

Estrasburgo, a Jóia da Fronteira, pertenceu à França até a derrota na Guerra Franco-Prussiana. A bela e histórica cidade era considerada por muitos franceses como uma das mais belas do país, e a sua perda foi um duro golpe ainda não superado. Os Cainitas da região usam Estrasburgo como ponto de encontro e de negociações, notadamente entre as cortes da Suíça, França e Alemanha.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Ter Abr 03, 2018 8:12 pm
*Ainda durante a viagem, Rajmund avalia bem Labianus. Ele tinha sede de poder, óbvio, mas o Gangrel não o julgava por isso; era natural para ele, como era natural para um peixe nadar. No mínimo, era uma ambição voltada a propósitos construtivos.*

-Entendo. Peço perdão se o entendi mal, Panie Labianus. Também não tenho interesse nenhum em mais uma guerra, e acho que posso gostar de Paris, com o tempo. Panie Villon parece um bom homem, ou ao menos um homem honrado, e se os três de nós formos aliados, por motivos diferentes, acho que só temos a ganhar.

*O Gangrel examina o cainita à sua frente, enquanto o trem segue França adentro.*

-Nós nos entendemos, eu acho. Somos muito diferentes, panie, mas também mais parecidos do que eu imaginava. Talvez essa tarefa não seja ruim, no final das contas.

*Após algumas horas, o silvo do trem e placas ao lado de fora indicam que chegaram em Estrasburgo. Labianus havia comentado que a cidade havia mudado de mãos nas últimas décadas, embora os motivos não ficassem muito claros para Rajmund. Ele se levanta, alongando os braços e pernas após tantas horas sentado.*

-Agora, temos uma guerra para impedir, nie? E torcer para alguém ser eleito para um cargo.

*Rajmund dá seu sorriso bestial e segue Labianus para fora do trem, e para a estação.*
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Qui Abr 05, 2018 5:04 am
Era bela, Estrasburgo. Pequenas e antigas casas dividiam espaço com pouquíssimas construções modernas, resultando na manutenção de um ar quase medieval. Um rio forte cortava a cidade, que era interligada por pontes e pequenas avenidas. As árvores estavam ressecadas, e Rajmund pensou que a cidade poderia ser ainda mais bela na primavera, quando as natureza desabrochasse. No centro da cidade, a Catedral de Estrasburgo observava, imponente, o mundo ao redor. Labianus a indicou com um dedo, explicando a Rajmund que nas suas catacumbas aconteceria a reunião.

De imediato era possível perceber que a cidade era muito mais agradável que Paris. Menor, menos fétida e mais ventilada. Rajmund sentia no ar a umidade do rio que cortava a localidade, assim como o perfume agradável de comida mortal, som de música e risos humanos. Os carros, felizmente, eram quase inexistentes.

Um carro os esperava na saída da estação, localizada em uma parte relativamente alta da cidade. Acomodaram-se e o veículo começou a se mover, cruzando de forma ágil as ruas estreitas e pontes seculares. A reunião começaria em alguns minutos, segundo Labianus, mas provavelmente teria de ser interrompida ao nascer do sol. O Ventrue havia providenciado uma residência segura onde a comitiva parisiense pudesse descansar.

No caminho até a Catedral, Rajmund observou que Labianus parecia tenso. Os dedos da mão direita torcia fortemente o cabo bengala que lhe foi entregue por um dos servos quando desceu do trem. Era uma belíssima peça, escura e com uma cabeça de leão feita aparentemente de prata. Segundo o Ventrue, ele não se sentia bem em território alemão, ainda que Estrasburgo tenha pertencido durante séculos à França, tendo sido perdida somente em 1871, após a derrota nas mãos dos Prussianos.

O caro estacou diante da Catedral. Era imensamente alta, desafiando o céu noturno com sua torre única. Dois outros carros esperavam do lado de fora. Não havia ocupantes, contudo, o que indicava que a delegação alemã já os esperava nas catacumbas. Ali, diante das imensas portas da construção, Labianus se deteve para falar com Rajmund.

- Eu agradeço a sua companhia, Herr Samiec. Agora, vamos ao trabalho. Peço que estejas preparado para tudo. Aprendi, nestas últimas horas, que o senhor é um guerreiro como eu, então observe a reunião não só com os olhos de um diplomata mas, eventualmente, com os olhos de um combatente.

Dizendo isso, Marcus Labianus empurrou a porta da Catedral, que estava aberta, adentrando a escuridão do local.



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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Qui Abr 05, 2018 7:38 pm
Estrasburgo era inegavelmente bela, mas assim como Labianus, Rajmund não conseguia se sentir bem em território alemão. Algumas feridas antigas ainda não haviam cicatrizado. Após mais uma insuportável e interminável viagem de carro, o Gangrel segue igualmente tenso, embora não soubesse dizer se pela máquina ou pela reunião que se aproximava.*

*Aos pés da catedral, ele escuta o Ventrue com o pescoço virado para cima, admirando a construção, e meneando com a cabeça.*


-Acho que não conseguiria olhar com olhos de diplomata. Para começar, me agrada que o prédio seja de pedra.

*Antes de adentrar, Rajmund segura Labianus*

-Uma coisa: só irei falar em francês lá dentro.

*Dito isso, ele segue seu companheiro, com os olhos brilhando do vermelho carmesim que indica o uso da Disciplina do seu Clã e que poderia ver com claridade em meio à escuridão.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sex Abr 06, 2018 5:33 am
A catedral é majestosa. Utilizando-se de sua visão sobrenatural, Rajmund divisa os bancos em madeira pesada e escura, a pia batismal em mármore branco, o órgão na parte superior a desafiar os que entram. O altar é de uma beleza particular, com um Cristo ensanguentado a observar silenciosamente os céus. Arcos imensos se entendem nas laterais e a única fonte de iluminação vem da claridade externa e de algumas velas acesas na lateral direita. Alguns pedaços de papel repousam sob as velas, possivelmente pedidos e agradecimentos daqueles que frequentam a igreja.

Labianus se move rapidamente em direção às partes mais internas da catedral. Após cruzar uma pequena porta, Samiec se vê diante de um longo corredor que dá acesso, ao lado esquerdo, a um pátio interno cercado de arcos e outros corredores mais ou menos iguais. Labianus cruza o pátio e o Gangrel identifica do outro lado dois homens altos e corpulentos diante de uma pequena porta. Com o aproximar dos dois cainitas, um deles a abre, indicando a passagem com a mão esquerda mas sem dizer uma palavra sequer.

Uma estreita escada de pedra iluminada por parcas luzes elétricas leva os vampiros até um pequeno salão de pedra com pinturas antigas nas paredes. As obras parecem retratar a vida de alguns santos e mártires. À esquerda, alguns túmulos e à frente uma segunda passagem. Uma luz mais intensa se propaga daquele local e ao passar pelo pequeno corredor Rajmund Samiec se encontra em um segundo salão, mais amplo e com pinturas semelhantes nas paredes.

Ali há uma mesa de pedra com duas cadeiras em madeira elegante vazias. Na outra ponta da mesa, sentam-se um homem e uma mulher.

O homem é visivelmente alto, mesmo sentado. Tem cabelos escuros e levemente encaracolados. Os olhos são de um azul claro, frios, distantes. Veste-se elegantemente, com um terno azul escuro perfeitamente alinhado. A mulher não é exatamente bela, mas é particularmente fascinante. O rosto é alongado, os cabelos escuros e o nariz relativamente grande e adunco. Tem uma expressão severa e esnobe e por alguma razão faz com que Rajmund se lembre dos povos mediterrâneos.

É o homem quem se levante diante da chegada dos visitantes. Fala em um alemão perfeito, sem sotaques ou afetações.

- Saudações, visitantes. Sou Wilhelm Waldburg, Progênie de Gustav Briedenstein, Príncipe de Berlim. Minha acompanhante é Isabel de Castro, Primogênita Ventrue de Berlim. Em nome do meu Senhor, lhes dou as boas vindas às terras alemãs. Que vossa estadia possa ser tranquila e que nosso diálogo possa gerar frutos para ambos os países.

Labianus responde, em francês, à apresentação de Waldburg.

- Saudações, Monsieur Waldburg e Mademoiselle de Castro. Sou Marcus Labianus, Progênie de Camilla, Progênie de Collat, Progênie de Ventrue. Meu acompanhante é Rajmund Samiec, emissário de François Villon, Príncipe de Paris. É um prazer encontrá-los.

Waldburg sorri diante da apresentação de Labianus. Samiec nota claramente como, diante da estirpe de seu acompanhante, os dois Ventrue alemães esboçam um olhar respeitoso, ainda que quase invejoso. Labianus se senta, convidando Samiec a fazer o mesmo.

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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sex Abr 06, 2018 11:30 am
*Ao adentrar na igreja, Rajmund faz uma rápida genuflexão. Havia perdido muitas coisas com o Abraço, mas a fé católica continua ali, com uma certa persistência, ligando o vampiro ao homem mortal. Por alguns instantes, ele esquece da reunião e de todos os problemas trazidos por seus colegas cainitas para apreciar o espetáculo que era o interior da catedral.*

*A partir do momento em que o ambiente está iluminado, ele apaga seus olhos vermelhos, enquanto segue Labianus para a sala. Dentro, o Gangrel parece mais interessado na decoração da sala do que nos interlocutores propriamente ditos. Quando Labianus o apresenta, ele cumprimenta os dois alemães com um aceno distraído da cabeça, enquanto olha para o local ao seu redor. Número de entradas, pontos de fuga e afins.*

*Só então, após as apresentações, ele se senta, e passa a observar os dois membros da delegação alemã. Como se portavam, para onde olhavam e, principalmente, como o avaliavam. Tudo isso em silêncio total, apenas tamboril ando a mesa com seus dedos nossos e unhas pretas.*

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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sex Abr 06, 2018 12:20 pm
A sala era no subterrâneo. Um corredor escuro repousava atrás dos dois Ventrue alemães. Não haviam portas ou janelas. Atrás dos emissários franceses, somente a passagem que levava à outra sala e dali, através das escadas, para os andares superiores da Catedral. O local era apertado e não agradava Rajmund, mas seus instintos não apontaram nada de errado.

Os alemães compunham um dupla estranha. A mulher era claramente estrangeira. Era estranho observá-la. Rígida como uma estátua, expressava poucas emoções através da sua face mediterrânea. Olhou uma vez para o Gangrel e ele pode notar alguma curiosidade em seu olhar, mas foi somente isso. Waldburg, cria do Príncipe de Berlim, parecia um tipo mais agradável. Sua voz era suave e limpa como um cristal. Sorria constantemente enquanto falava, ainda que seus olhos brilhassem com uma astúcia visível. Gesticulava pouco, principalmente com a mão esquerda. A direita repousava sob a mesa, provavelmente sobre o colo. Ou sobre o cabo de uma arma.

- Meu Senhor me orientou para presidir as negociações com a corte de Paris, Herr Labianus. Como é bem sabido, nossa intenção é estabelecer algumas indústrias de aço na região do Rhoine, próximo à Lyon. As negociações já estavam em fase avançada, mas o seu governo, em uma medida bastante... imprudente, recuou, retirando nossa autorização.

Fez uma pausa. Labianus não respondeu, então o homem continuou.

- Isso nos causou prejuízos. Seu governo ofereceu investir nas colônias em África, mas os custos de produção, ainda que interessantes, são inferiores ao custo de transporte. E, como vossa senhoria está ciente, o aço é essencial na Europa, não necessariamente nas colônias.

Labianus levantou a mão direita, como um sinal de que desejava falar. Waldburg cedeu espaço.

- O fato é, Monsieur Waldburg, que vossas senhorias já dispõem dos territórios adquiridos após a Guerra Franco Prussiana. Alsácia e Lorena jazem sob a autoridade alemã. As reservas de carvão e as vossas instalações de produção de aço são conhecidas em toda Europa. O que o governo francês - e a Corte de François Villon - se questiona é a razão para expandir-se em direção ao Rhoine. É particularmente mais distante da Alemanha, aumentando, de forma sensível, os custos de transporte. Sejamos sinceros. O que há na região que interessa a vocês.

Veio de forma súbita. Uma tontura, um pequeno mal estar. Rajmund precisou apoiar-se discretamente na mesa antes que o mundo desaparecesse diante dos seus olhos.

Havia escuridão. E silêncio. Este último, a certo ponto, foi interrompido por uma... pulsação. Tum, tum. Tum, tum. Cadenciada como um coração que batia lentamente. De repente, fogueiras. Gritos desesperados. A escuridão cedeu espaço a uma grande pira ardente. O fogo alcançava metros de altura. Não havia ninguém ao redor, mas alguém queimava dentro da fogueira. Rajmund sentia o odor de carne queimada e o grito, numa voz masculina, de alguém que estava sendo queimado vivo.

Ou não vivo.

Súbito, não havia mais fogo, somente cinzas e uma fumaça escura. Alguém, contudo, agarrou o pé direito de Rajmund. O Gangrel, de forma reflexa, olhou para baixo. Um corpo carbonizado, com feridas expostas segurava firmemente seu membro inferior. Tum, tum. Haviam os olhos, olhos avermelhados, furiosos, sedentos de vingança. As presas expostas, grandes até mesmo para um vampiro comum deixava clara a sua natureza. Depois, a sensação de terror, de destruição, antes que Rajmund voltasse a si, ainda na sala de reunião. A mulher o observava intensamente e se pronunciou, com um alemão estranho. Rajmund identificou um claro sotaque ibérico.

- Herr Samiec está bem?
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sex Abr 06, 2018 3:35 pm
*Se já não fosse um vampiro com mais de um século de idade, Rajmund estaria pálido, lívido até. As novas visões de fogo atormentam sua Besta interior, e é a muito custo que o Gangrel a mantém sob controle. Ele olha ao seu redor em busca das chamas até se recompor ao ver que continuava na catedral de Estrasburgo. Ele pisca por alguns instantes após ouvir a pergunta de Isabel, até que enfim responde.*

-Nie, non estou bem.

*Ele se reclina na cadeira, e olha o aposento mais uma vez antes de continuar.*

-Carvón e aço. Estamos aqui discotindo carvón e aço. Dois coisas que tem só um destino. Ser devorrado por fogo. Todos nós podemos ser devorrados por fogo, se non tomarmos cuidado. Entón vou dizer apenas que essa reunión prrecisa de cuidado. Porque sem cuidado o fogo pode devorrar tudo.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sab Abr 07, 2018 6:54 am
A fala de Rajmund provocou reações mistas nos convidados. Labianus o observava com um olhar confuso. Waldburg, que estava de pé embora Rajmund não o tenha visto de levantar, havia interrompido sua caminhada para observar o Gangrel. Isabel, a estranha mulher que continuava sentada diante de Samiec, o olhava com renovado interesse.

Rajmund percebeu que Waldburg se agitara diante da menção do fogo e do cuidado que deveriam ter na reunião. Olhava ao redor, como se procurasse por algo que não notava na sala, como Rajmund havia feito antes. O Gangrel se sentia desconectado do lugar, como se sua cabeça ainda girasse. Não sabia quanto tempo havia se passado desde que a visão das chamas havia começado. Sua impressão, entretanto, era de que os outros vampiros haviam discutidos por minutos enquanto ele permaneceu em transe. Seus sentidos estavam à flor da pele e foi graças a eles que sentiu um leve roçar em sua mente, como se uma outra força se estivesse insinuando sobre ela. Era a presença de Marcus Labianus.

"Esteja atento. Há algo de errado".

A mulher, Isabel, se levantou. Falou em um alemão estranho, com um forte sotaque espanhol.

- Suas palavras parecem uma ameaça, Herr Samiec. Há algo que não nos foi informado?

Ela olhou para a passagem atrás dos emissários franceses. O instinto de Samiec denunciava, conforme havia assinalado por Labianus, que algo não andava bem.

Rajmund Samiec deverá descrever suas ações e realizar um teste de Raciocínio + Prontidão.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Sab Abr 07, 2018 5:18 pm
*Rajmund, normalmente de movimentos lentos, mas metódicos, se levanta da cadeira num salto, como que comandado por um instinto. Ele rapidamente se põe contra a parede, de forma que possa observar as duas entradas da sala, enquanto ativa suas Garras da Besta e arreganha os dentes afiados. Estava genuinamente apavorado da visão que teve, e algo lhe dizia que Waldburg passava pelo mesmo.*

-Non ameaço ninguém. Mas esso non significa que non estamos em perrigo.

[Rajmund possui Raciocínio 4 (reação rápida) e Prontidão 3]
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Dom Abr 08, 2018 8:34 am
Teste de Percepção de Rajmund:
O Modificador de Interpretação de Rajmund é 2. A Margem de Sucesso requerida para o teste é 3 e a Dificuldade é 6. Rajmund tem Percepção 4 e Prontidão 3, somados a um MI de 2. O total é 9. Total 9 - Dificuldade 6 = 3. Como a Margem de Sucesso era 3, Rajmund é bem sucedido no teste.

A mão de Rajmund se modifica, assumindo dimensões enormes. Uma pelugem escura brota da sua pele e as unhas se tornam pontiagudas e escuras. Os olhos do Gangrel brilham em um tom carmesim enquanto ele tenta se orientar diante do turbilhão de acontecimentos. Rajmund percebe que Labianus segura com as duas mãos a bengala que carregava, fixando atentamente Waldburg e Isabel. A cria do Príncipe de Berlim parece tão atordoado quanto os emissários franceses, mas Rajmund percebe uma expressão de satisfação proveniente de Isabel de Castro.

Ao mesmo tempo, passos podem ser ouvidos no corredor que se localiza atrás dos alemães. A visão sobrenatural de Rajmund lhe permite ver o que está além, a se aproximar. Um grupo de seis homens se dirigem à sala de reuniões, suas botas pesadas ecoando na construção ancestral. Waldburg se gira em direção à mulher, os olhos irrompendo em uma fúria quase incontrolável.

- Não é possível, Isabel. Não é possível.

Antes que os homens entrem na sala, porém, Rajmund ouve o som inequívoco de passos no corredor atrás dele e de Labianus, por onde haviam acessado a sala. O Primógeno Ventrue olha para o Gangrel e emite um aceno tranquilizador, antes de sacar uma lâmina longa e estreita de dentro da bengala. Rajmund observa enquanto Labianus assume uma clara posição de batalha: os pés separados, os músculos retesados. Quando os seis homens entram na sala, espalhando-se por parte do recinto, Rajmund os identifica facilmente como cainitas. São menos elegantes e portam-se mal. Suas faces e mãos, sujas, contrastam com a limpeza dos outros dois emissários. Os cainitas expõem suas presas, chiando em direção ao Ventrue e ao Gangrel. Waldburg parece confuso e contrariado, afastando-se lentamente da mesa de reuniões.

O último movimento é aquele oriundo do corredor atrás de Labianus e Rajmund. Um grupo de três homens em pesados sobretudos adentram a sala. Dois deles são desconhecidos a Rajmund mas o terceiro, um homem alto e negro, com uma barba proeminente e pesadas argolas de ouro nas orelhas, chama a atenção do Gangrel. Os olhos castanho-claros, com a pupila fundida como a de uma serpente, não deixa dúvidas: Rajmund estava no mesmo ambiente de Seth Geddes, Arconte Capitão do Justicar Xaviar.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 10:12 am
*Rajmund estava numa postura recurvada, quase feral quando os vampiros maltrapilhos adentram na sala. Com as presas arreganhadas, ele mal consegue articular as palavras.*

-Non é possível, Isabel? Vomos mostrrar algo bem possível agorra.

*Preparado para lutar com extrema selvageria, Rajmund está a um passo de se atirar contra a Ventrue quando os outros três homens adentram na sala. O Gangrel vira para eles com fúria no olhar quando num estalo reconhece seu líder.*

-Nie pode ser... Geddes?

*Ele olha o Arconte boquiaberto, embora não recue de sua posição de combate.*
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 10:41 am
Seth Geddes, Gangrel, Arconte do Justicar Xaviar

O Arconte voltou-se, sério, em direção a Rajmund.

- É bom vê-lo vivo, Rajmund Samiec.

Depois, girou-se em direção a Labianus, com quem trocou um olhar ligeiro e, segundo a análise de Rajmund, cúmplice. Tudo isso ocorreu em alguns segundos. Por último, voltou-se para encarar os emissários alemães e a turba que os acompanhava.

- Senhores, a Camarilla se faz presente nesse local, sob a autoridade a mim concedida e sob os auspícios do Justicar Xaviar e do Círculo Interno. Senhora Isabel de Castro, vossa senhoria é acusada por mim de compactuar com o Sabá para destruir os emissários do Príncipe François Villon. Lorde Waldburg, o Senhor deverá me acompanhar para que eu avalie o vosso envolvimento na situação. Peço, de forma cortês, que deponham quaisquer armas que mantenham em vosso domínio e que cessem as hostilidades.

Isabel riu, alto. Os seis homens que permaneciam próximos a ela esboçaram reações mistas, entre o desprezo e a fúria. Alguns deles pareciam conhecer Geddes. Waldburg assistia a tudo afastado do centro da sala observando, atônito, tanto as forças francesas quanto as alemãs.

- Você não tem autoridade sobre mim, Selvagem. - Respondeu sumariamente Isabel.

Rajmund percebeu que Labianus se retesava em posição de combate. Os dois homens que acompanhavam o Arconte não portavam armas, mas o Gangrel percebeu que eram visivelmente fortes, com um olhar feroz estampado nas faces. Seth Geddes tinha em mãos uma espada embainhada, a lâmina foi retirada velozmente diante da negativa de Isabel em depor as armas.

O restante dos eventos ocorreram em uma fração de segundo. Os acompanhantes de Seth avançaram velozmente, encontrando-se com três dos homens de Isabel. Ao mesmo tempo, a Ventrue se moveu de forma incrivelmente veloz, avançando em direção à Labianus. Dois dos homens restantes, aqueles que pareciam ter assuntos inacabados com Geddes, avançaram em direção ao Arconte. O último, um homem alto e estranhamente magro, com profundas olheiras e uma face anormalmente alongada chiou, expondo as presas, antes de partir em direção a Rajmund. A reunião estava encerrada.


Teste de Iniciativa de Rajmund:
Rajmund tem Destreza 4 e Raciocínio 4. O Modificador de Interpretação é 3, totalizando 11. O capanga Sabá tem Destreza 3 e Raciocício 3, com um MI de 2, totalizando 8. Rajmund agirá primeiro, ainda que o homem avance, com intenções violentas, em sua direção.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 10:59 am
*A cumplicidade de Geddes e Labianus indicava que o que acontecia ali era uma peça cuidadosamente ensaiada, na qual ele era só um ator. Mas os desdobramentos pouco importavam a Rajmund. Em combate, estava em seu elemento natural, e todo o resto podia esperar. Ele gostaria, mais do que qualquer coisa no momento, de cravar suas garras na barriga de Isabel e estripá-la, porém o capanga de aparência estranha lhe bloqueia o caminho, avançando até ele.*

*Infelizmente para o adversário, esse era um jogo que Rajmund dominava. Ele avança contra o Gangrel, com as presas expostas e postura agressiva, mas descuidada. Rajmund simplesmente dá um salto para trás, desequilibrando o adversário em seu ataque, e Rajmund se aproveita do deslize para desferir um corte potente contra o flanco do inimigo.*


[Rajmund tem Destreza 4 e Briga 4]
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 11:16 am
Rajmund simplesmente salta para trás, fazendo com que seu inimigo se desequilibre bem diante dos seus olhos, com as mãos estendidas. O Gangrel percebe claramente que o outro vampiro tentava agarrá-lo para que pudesse mordê-lo.

Teste de Ataque e Dano de Rajmund:
Rajmund tem Destreza 4 e Briga 4. Soma-se a isso um MI de 2. O total é 10. O inimigo tem Destreza 3 e Briga 2, resultando em 10 -5 = 5. O resultado, com Margem de Sucesso 2, é de 3 Sucessos Líquidos.

O dano causado por por Rajmund será o seguinte. 3 Sucessos Líquidos - 1 para a Ação = 2. Soma-se a isso +5 de Força, +2 de Garras da Besta e +1 de Potência. O resultado final é 10 de Dano Bruto. O inimigo de Rajmund dispõe somente de Fortitude 1. O resultado final é de 9 níveis de Dano de tipo Agravado!
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 1:40 pm
*O tropeço do vampiro deixa seu abdômen claramente exposto; erro de principiante. Rajmund enfia a mão direita na barriga do homem, arrancando suas entranhas atrofiadas no processo. A criatura chia de surpresa e cai no chão, apodrecendo ao longo da queda até que resta apenas uma pilha de ossos quebradiços.*

*Calmamente, Rajmund olha para Isabela: sem mais interrupções, podia se focar na traidora. O Gangrel pula na mesa usada na reunião, e com o impulso, se atira no seu alvo, que havia deixado o lado desprotegido ao atacar Labianus.*
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 2:24 pm
Rajmund salta, tomando impulso na mesa de pedra. Em um átimo de segundo, Marcus Labianus desfere um ataque na Ventrue alemã, utilizando sua espada. Isabela desvia do ataque por pouco, a lâmina do romano cortando-lhe o braço direito, deixando à vista um corte fundo e o Sangue que começava a escorrer.

A vampira contra-ataca. Rajmund percebe a as mãos se haviam transmutado, exatamente como a sua. Era uma visão estranha: uma criatura particularmente bem vestida e aparentemente frágil que avançava, portando garras imensas, em direção a Labianus. O Ventrue, como havia fato Isabel anteriormente, se desvia por pouco. As garras atingem-lhe o flanco esquerdo, desprotegido. O terno elegante se rasga, mas a pele de Labianus permanece branca, intacta.

Em um canto, Seth Geddes se defende como pode dos ataques dos dois comparsas de Isabel. O Arconte não parece ferido, ao contrário de seus opositores. Um dos acompanhantes de Seth tem um dos comparsas imobilizados. Rajmund ainda vê, com o canto dos olhos, quando seu aliado morde o pescoço do outro cainita. Pedaços de carne e nervos se esticam fino a romperem-se. O terceiro homem parece ter mais dificuldades. Seu inimigo é visivelmente mais forte e o tem imprensado contra a parede. Socos fortíssimos são desferidos continuamente sobre sua face.

Isabel se gira assustada, somente para ver o Gangrel cair sobre ela. Seu olhar é de surpresa. Talvez tenha superestimado seus comparsas. Talvez tenha subestimado Rajmund.

Teste de Ataque e Dano de Rajmund:
Rajmund tem Destreza 4 e Briga 4. Soma-se a isso um MI de 3. O total é 11. Isabel dispõe de Destreza 4 e Briga 3, com um MI de 2. A Margem de Sucesso é 2. Rajmund acerta, mas sem ter dano adicional.

O dano causado por Rajmund será o seguinte. +5 de Força, +2 de Garras da Besta e +1 de Potência. O resultado final é 8 de Dano Bruto. Isabel dispõe de Vigor 5 e Fortitude 4, absorvendo 6 no processo. O resultado final é de 2 níveis de Dano de tipo Agravado.

Teste de Ataque de Isabel:
Isabel tem Destreza 4 e Briga 3, com um MI de 2. Rajmund tem Destreza 4 e Briga 4 e um MI de 2. A Margem de Sucesso é 2. Isabel estica as garras em direção ao Gangrel, mas Rajmund se desvia num último minuto
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 3:01 pm
*A mulher era surpreendentemente forte. Bom.*

*O salto não foi o suficiente para derrubar Isabel, embora ainda tenha conseguido lhe arrancar sangue. Rajmund passa direto pela Ventrue, caindo como um animal de quatro patas no chão, freando o ímpeto da queda com suas garras no chão. Ainda agachado, ele se vira de volta para Isabel, se posicionando de forma que ela fique entre Rajmund e Labianus, invariavelmente podendo se defender de apenas um. Cravando as garras no chão, o Gangrel novamente usa o sangue para bombear sua Potência, antes de usar as garras como impulso para um novo ataque.*
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 3:14 pm
Isabel se viu diante dos dois cainitas. Observou ambos por um tempo, dando a Rajmund a oportunidade de perceber o campo de batalha com a visão periférica. Um dos acompanhantes de Geddes havia perecido. O outro, agora, enfrentava dois cainitas, exatamente como Seth. Os dois, entretanto, pareciam capazes de manejar a situação.

Isabel optou por atacar Marcus Labianus. Rajmund viu, uma segunda vez, a pele do Ventrue não ceder às investidas da sua companheira de Clã, embora ela tenha acertado o ataque. Era a vez do romano. Marcus olhou velozmente para Rajmund, buscando sua cumplicidade. Depois, desferiu um golpe contra Isabel. Rajmund viu os músculos do Ventrue se retesarem e a espada cortar o ar, acertando a barriga de Isabel que recuou até se esbarrar em Rajmund, de costas.


- Imobilize-a! Precisamos dela viva!
- Gritou Labianus.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Seg Abr 09, 2018 3:37 pm
*Rajmund solta um rosnado ao ouvir a ordem de Labianus. Nada mais lhe agradaria que estripar a Ventrue traidora, assim como havia feito com seu assecla, mas primeiro a obrigação, depois a diversão, como tinha aprendido há muito no exército. Algo bem maior que seus anseios simples estavam acontecendo ali, e algumas respostas seriam necessárias, ele supunha.*

*Porém, a batalha lhe favorecia. Aproveitando o recuo de Isabel, Rajmund lhe agarra pelas costas e aproveita o momento do golpe para lançá-la ao chão, tentando se aproveitar do seu peso maior para imobilizá-la,*


[Rajmund possui Força 5, Briga 4 e Potência 1]
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Ter Abr 10, 2018 4:38 am
Teste de Imobilização: Rajmund x Isabel:
Rajmund tem Força 5, Briga 4 e Potência 1. Conta também com um MI de 2. Isabel tem Força 3 e Briga 3, também com um MI de 2. A Margem de Sucesso é 3. O resultado é 12 - 8 = 4. Rajmund é bem sucedido.

O Gangrel agarra Isabel pelos braços. A Ventrue ainda se move violentamente, tentando libertar-se, mas Rajmund é mais forte e nitidamente mais pesado. Forrça-a ao chão, imobilizando-a com o peso de seu corpo. A Ventrue ainda se debate, mas sem obter resultados. Enquanto Rajmund permanece sobre Isabel, Labianus se move para auxiliar o cainita que acompanhava Geddes. De fato, pouco pode ser feito contra a força de Marcus Labianus. Rajmund observa enquanto o Ventrue ataca com sua espada, livrando o outro vampiro do assédio de seus oponentes. Em pouco tempo, o conflito está resolvido. Seth Geddes, conforme nota Rajmund, já havia finalizado seus inimigos. Detinha alguns cortes nos braços e nos flancos que começavam, lentamente, a se regenerar.

Wilhelm Waldburg permanecia de pé, afastado do centro da sala, onde todo o combate havia acontecido. Seth o ignorou, a princípio. Sem nenhuma cerimônia, quebrou uma das cadeiras de madeira com um golpe de sua pesada mão. Coletando uma das pernas, dirigiu-se em direção a Isabel e Rajmund. Ainda sem dizer uma palavra, forçou a estaca improvisada nas costas da Ventrue, na direção do coração. Rajmund ouviu os ossos da costela enquanto se partiam e Isabel praguejou em espanhol antes de deixar de se mover.

- Obrigado, Rajmund Samiec - Falou Geddes.

Depois, o Arconte se girou em direção a Waldburg. Por um segundo olhou o corpo de seu companheiro caído, que se lentamente se tornava cinzas.

- Lorde Waldburg, o senhor deverá acompanhar-me até Paris. O que ocorreu aqui foi uma tentativa de destruir dois membros da corte parisiense. Sua participação neste processo deverá ser averiguada. Ou o senhor se submete à minha autoridade ou as consequências podem ser desastrosas para si e para sua Corte de origem.

Labianus encarava Waldburg que, a sua volta, olhava para o corpo imobilizado de Isabel. Rajmund notou o olhar contrariado do Ventrue germânico enquanto ele caminhou em direção a Seth Geddes. Só então Labianus se voltou para Rajmund.

- Você está bem? Desculpe-me não ter te avisado sobre a presença de Geddes. Ele já investigava Isabel há alguns meses. Precisávamos de um cenário definitivo de violência contra nós. Não era a minha intenção usar-te como escudo.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Ter Abr 10, 2018 10:29 am
*Depois que Isabel foi neutralizada, Rajmund se levanta, vendo que o combate terminou. Suas mãos voltam ao "normal" e ele bate distraidamente a poeira de suas roupas.*

-Eu que agrradeço, Seth Geddes. Semprre bom ver bom trrabalho bem feito.

*Depois, com calma, olha ao redor e olha Waldburg com curiosidade. Espólios de guerra, não havia forma melhor de definir a situação do Ventrue agora.*

*E quando, enfim Labianus vem falar com ele, Rajmund está... exultante. Seu sorriso de presas afiadas se mostra de orelha a orelha, e dá um tapa amigável no ombro do companheiro, para mostrar que estava ileso.*


-Hah! Eu sabia, sabia que Villon querria isso! Ninguém ia mandar camponês discutir sobrre acordo de carvón e aço, tak? Nie, nie, prrecisavam de Rajmund porrque sentiam fedor de emboscada, e quem melhor que Rajmund parra lidar com isso?

*Ele estica os braços, confortável com o movimento e a satisfação de um combate bem lutado.*

-Nós falamos sobrre sermos velhos soldados, sobrre não cabermos nesse mundo, sobrre estarmos cansados de luta, mas tudo isso muda quando o sangue corre, nie? Faz com que quase se sinta vivo. Non ligo que tenha sido usado como escudo. Acho esso melhor do que discutir sobrre fábrricas de aço e territórrios de guerras antigas.

*Ele para. O sorriso continua em seus lábios, mas diminui. E agora a voz sai mais baixa.*

-Tem algo mais. Prreciso conversar com você sobrre, no viagem de trrem.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Qua Abr 11, 2018 2:19 pm
Labianus sorria enquanto Rajmund falava. Havia um forte simpatia nos olhos do romano.

- Sim, Rajmund, é verdade. Perdi as contas de quantas vezes prometi a mim mesmo, quando mortal e depois de estar entre os não vivos, que meus dias de batalha haviam acabado. No entanto, cá estou eu. É uma das poucas coisas que ainda me dá algum prazer genuíno.

Labianus começou a se afastar, conduzindo Rajmund com ele. Num outro canto da sala, Seth Geddes dialogava com Waldburg. Rajmund notou que o tom de ambos não parecia muito amigável. O terceiro homem estava parado como uma estátua em uma das entradas da sala.

- Você tem razão mais uma vez. Villon havia previsto a possibilidade do conflito. Apesar de eu me julgar competente o suficiente para lidar com eventualidades, ele julgou necessário um acompanhante. E você apareceu de improviso, haha. Ao fim, cá estamos nós.

- Seth Geddes havia alertado a Villon sobre uma agente dupla do Sabá na corte de Gustav Briedenstein. Nenhum dos dois alertou a Alemanha sobre a situação. Seth, obviamente, queria o prêmio para si e eu não o culpo. Existem diversas rivalidades dentre os Arcontes, como você eventualmente descobrirá se eu me tornar Justicar Ventrue.


Labianus direcionou um sorriso franco ao Gangrel.

- Isto é, se Xaviar não estiver de olho em suas habilidades. Mas, me diga. Qual era o assunto que querias tratar?
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Qua Abr 11, 2018 2:55 pm
*A fala de Labianus era curiosa. O Ventrue havia dado a entender duas possibilidades concretas de que se tornasse Arconte. Estaria preparado para a responsabilidade? Ou mesmo a desejaria? Curiosamente, sim. Muitos membros pensam em ascetas e selvagens quando pensam nos Gangrel, e não estão completamente errados. Mas os membros do clã são, acima de tudo, pragmáticos. Mais do que um afago ao ego, tal posição implica em um aumento de poder e conforto; duas coisas que fazem da sobrevivência muito mais suportável.*

*Contudo, ele sacode a cabeça com um riso*


-Tak, imagino que arcontes brriguem entrre si. Todo caçador quer semprre ser o melhor na florresta, nie? Mas Xaviar? Bom homem, bom aliado até, melhor que eu merreço, mas non sei se irria gostar de mim como arconte. Qual o termo? Ah, canhón solto, depos de todo o assunto com os Trremere, nie? Más... bem, arconte non serria má ideia. Ninguém sabe o futurro, nie?

-Em todo caso, boa noite de trrabalho. Geddes consegue ótemo trroféu, Villon vai conseguir o trratado que quiser dele *aponta para Waldburg, em trroca de "esquecer" o que acontece aqui, e Ventrrue alemón sem muito chance de dizer nie depos desse vexame. E Rajmund e Marcus? Dobrze, Rajmund e Marcus prrovam que sabem fazer serviço bem feito. Tanto serviço sujo como limpo. Boa coisa parra se mostrrar.

-Mas sobrre a outrra coisa... É más... delicado. Prefirro dizer depos dessa noite. Quando tiver o dia parra pensar dirreito.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

em Qui Abr 12, 2018 6:45 am
Era visível que Labianus passara a nutrir forte simpatia por Rajmund. O Ventrue sorria diante das palavras do Gangrel enquanto concordava com acenos de cabeça.

- Fico contente que você esteja aberto a pensar na minha proposta, Samiec. Óbvio que é apenas um ideia, por enquanto. Veremos dentro de dois meses, quando o Conclave acontecer em Veneza, o que o futuro reserva a mim e a você. Sou curioso, contudo, para saber o que te preocupa. De qualquer forma, melhor que nos abriguemos. O sol não tardará a nascer.

Enquanto os dois vampiros conversavam, foi a vez de Seth Geddes se aproximar. o Arconte Gangrel havia deixado Waldburg sozinho, numa das partes do salão. A expressão do Ventrue era contrariada, mas resignada.

- Agradeço a ambos pela colaboração. Wilhelm Waldburg seguirá conosco, na próxima noite, de volta a Paris, onde será colocado sob a autoridade de François Villon. Meu superior será informado e, por sua vez, partirá para Berlim, imagino, onde confrontará Gustav Briedenstein. Peço que nenhum de vocês tomem atitudes bruscas, o momento é de intensa complexidade.

Seth cumprimentou ambos os vampiros e convocou Waldburg a deixar a sala. Labianus e Rajmund deixaram a Catedral de Estrasburgo em seguida, entrando no veículo que os levaria até uma residência onde poderiam se proteger do sol. O caminho foi breve, Estrasburgo era uma cidade pequena. Em poucos minutos, Rajmund se viu diante de uma casa pequena, mas elegante, localizada em uma avenida afastada do centro. O local tinha dois andares e um estilo alemão. Não dispunha de jardins ou entradas faraônicas. Labianus conduziu o Gangrel pela casa até um quarto pequeno e bem decorado. As janelas eram protegidas com grossas barreiras de aço, que serviriam a proteger Rajmund dos raios letais.

O Ventrue se retirou para os seus aposentos pouco depois, deixando Rajmund sozinho. Depois de organizar os pensamentos, o Gangrel deitou-se na cama, pronto para descansar. E o teria feito, se seu sono não fosse perturbado, mais uma vez, por sonhos estranhos.

Estava de volta ao cenário onde jazia a grande fogueira, onde um indivíduo desconhecido queimava até a morte enquanto emitia gritos de dor, angústia e promessas de vingança contra alguém que jazia afastado, mas plenamente visível, da fogueira. Rajmund notou, com certa surpresa, tratar-se de François Villon. Surpreendeu-se ao perceber, porém, que detinha plena consciência de que se tratava de um sonho e que poderia se mover, livremente, pelo cenário.
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Re: Estrasburgo: A Jóia da Fronteira.

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