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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Seg Abr 23, 2018 2:45 pm
Sarisa esperou. O Gangrel e a Malkavian deixaram a sala e imediatamente encontraram Labianus e Villon em uma das salas. Ambos estavam sentados em um divã e pareciam discutir alguma questão com uma certa intensidade. Sarisa despediu-se de ambos. Antes de sair, porém, voltou-se para Rajmund, falando em um tom baixo enquanto os outros dois vampiros ainda discutiam.

- O chefe provavelmente virá até Paris. Quando digo chefe, quero dizer grande chefe, Hardestadt, O Jovem. Teremos um pequeno encontro nas noites que virão. Se você desejar participar, me faça saber. Posso conseguir um assento para você, ao meu lado.

Sorriu, deu as costas e deixou a sala.

Rajmund fez menção de dirigir-se a Villon e Labianus, mas o mundo escureceu antes que ele pudesse caminhar. Quando clareou, ele não estava mais no Principado de Paris. Encontrava-se diante de uma grande casa em chamas, mas sua besta não se agitou. Havia corpos espalhados pelo jardim e as labaredas alcançavam uma altura impressionante. Diante da casa lá estava ela, a besta de três cabeças. Enquanto as duas cabeças laterais apreciam para Rajmund estranhamente desfocadas, aquela central observava as chamas e parecia, ao mesmo tempo, exultante e irada. Era um homem. Um homem branco, com longos cabelos louros e face com ângulos bem marcados.

Foi um flash. Não havia tido a oportunidade, como sugeriu Sarisa, de investigar a própria visão. Súbito estava de volta à sala, onde Villon e Labianus ainda conversavam, alheios à presença de Rajmund. Numa das árvores do jardim do Principado, um corvo grasnava em modo fúnebre.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Seg Abr 23, 2018 3:24 pm
*Rajmund puxa as suíças por alguns segundos considerando a proposta de Sarisa, até falar.*

-Non querro. Certamente non querro isso, más prreciso. Quando chegar o horra, se chegar o horra, acho que prreciso estar prresente.

*E então começa. Mais uma vez sua mente não era sua, mas agora, após a conversa com Sarisa, se mostrava ligeiramente mais tranquilo. E a fera... Rajmund achava que agora entendia, e se entendia, a razão para o temor do futuro só aumentava.*

*Ele se dirige até Labianus e Villon, cambaleando e mais pálido do que o costume.*


-Papel, tinta. Se puder, artista também. Prreciso desenhar algo.

*Ele está sentado. Se lembra de ter sentado? Não importa. Mais uma prova de como essas visões eram um fardo pesado.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Qui Abr 26, 2018 8:41 am
Tanto Villon quanto Labianus respondem rapidamente ao pedido de Rajmund. O segundo se levanta e recolhe um pedaço de papel e uma pena da escrivaninha, entregando-os ao primeiro, que continuava sentado. Villon se debruça com os objetos sobre a mesa de centro, observando Rajmund e dando a ele tempo de organizar os pensamentos.

Antes que pudesse começar a desenhar, porém, um dos servos adentra a sala com uma certa velocidade. Entrega ao Príncipe um pequeno recorte de papel, aparentemente um telegrama. Villon toma o documento e o lê rapidamente. Sua expressão é estranhamente preocupada quando termina.

- Houve um incêndio. Possivelmente é morto Gustav Briedenstein, Príncipe de Berlim.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Qui Abr 26, 2018 12:14 pm
*A pena se quebra quando Rajmund ouve a notícia, espalhando tinta pelo papel branco. Ele olha a cada um na sala com um semblante preocupado.*

-Começou más cedo que imaginávamos. Porr um lado é bom, mostrra de qual lado estava Brriedenstein. E mostrra também onde Berlim está nessa situaçón.

-Quem focês conhecem lá? E más importante, como garrantir que esso non aconteça aqui?

*Pegando uma segunda pena, Rajmund começa a rabiscar distraidamente, no limite de suas habilidades, um esboço do rosto que viu em sua visão.*

-Senhor Villon acima de tudo é um poeta, não? E este rosto, loirro, rosto angular... Alexandrre erra assim?
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Qui Abr 26, 2018 2:00 pm
Villon parecia tão atônito quanto Rajmund. Saiu do estupor causado pela notícia somente para responder o Gangrel.

- Nós temos alguns informantes em Paris, Monsieur Samiec. Agentes duplos que nos informaram da situação. Não dispomos de mais detalhes, dada a precariedade do telégrafo. Mas isso já está sendo resolvido. Não temos, porém, garantia de que nossos inimigos não estejam se movendo para que o mesmo aconteça aqui. Mas estamos muito mais precavidos e informados.

Foi Labianus quem falou, interrompendo Villon.

- Você acha que o Círculo Interno antecipará o Conclave, François?

Villon pensou por um segundo antes de responder.

- Sem sombras de dúvidas. Hardestadt está em viagem para Istambul justamente para isso. Aparentemente ele deseja mover o Conclave de Veneza, e por alguma razão escolheu Istambul como sede.

Baixou os olhos enquanto Rajmund desenhava. Não era uma má obra, afinal. Diante da pergunta final, respondeu.

- Não, Monsieur Samiec. Alexandre tinha um rosto muito mais mediterrâneo. Desconfio que o homem que você esteja desenhando seja Erik Eigermann, primeiro Príncipe de Berlim e aquele que nós acreditamos ser o mentor desta grande conspiração. O que me leva a pensar... que você não está especificamente vinculado a Alexandre, Monsieur Samiec.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Qui Abr 26, 2018 4:09 pm
*Rajmund menea a cabeça conforme Villon fala.*

-Parra seu segurrança, esperro sim que esteja bem prreparrado, messiê Prríncipe.

-Se aceita um sugeston, descubrra como foi feito, e tome prrovidências parra que non seja feito aqui.

*Quando a conversa migra para o conclave da Camarilla, Rajmund fica ligeiramente perdido, mas franze o cenho, se lembrando da conversa com Sarisa quando ouve que Haderstadt estará em Istambul.*

*E, por fim, analisa o desenho junto com Villon. Quando ele confirma que não foi Alexandre quem viu, começa a desenhar as outras duas cabeças da fera que viu em sua visão.*


-Talvez non a Alexandrre, verdade. Mas começo a desconfiar que os visões podem non ser tão... literrais. É como poesia, ou uma histórria, fábula, non? Os Matusaléns són uma única ferra com trrês cabeças diferrentes, como se diz esso? Metáforra? Se eu estiver certo, posso estar ligado aos três, non? Uma única ferra, um único sangue.

*Rajmund passa a mão pelos cabelos grisalhos, como se confrontado com um problema particularmente difícil, antes de levantar a cabeça e encarar seus dois interlocutores.*

-Eu disse, más de uma vez, que sou um homem simples. Mas talvez seja horra de mudar isso. Talvez seja horra de... aprrendizado.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sex Abr 27, 2018 11:48 am
- Sim, acredito que você esteja ligado tanto a Eigermann quanto à Alexandre, Monsieur Samiec. E a uma terceira parte desta Besta, ainda não identificada por nós. As razões disto, por enquanto, fogem à nossa compreensão, embora eu acredite que tenha relação com a sua Ancestralidade. - Respondeu Villon.

O Príncipe olhou para Labianus antes de completar.

- E, neste sentido, é de essencial importância que o senhor aprenda a domar tais capacidades. Se uma guerra ocorrer nos tempo próximo, alguém que tenha insight sobre as motivações de nossos oponentes é um recurso imensamente valioso. Por isso sugiro que você busque saber mais sobre a sua ascendência. Não se preocupe com Paris, não cairemos tão facilmente quanto Berlim. Nosso tempo, agora, será ocupado em compreender o que Waldburg sabe, além de estar em frequentes negociações com Berlim.

Fez uma pausa.

- Quem quer que representa a nova Corte.

O Príncipe se levantou e caminhou alguns segundos pela sala antes de voltar a se dirigir a Rajmund.

- Eu não sei o teor de vossa conversa com Sarisa. Não obstante, tenho um pedido especial para lhe fazer. Se acontecer de você ter visões sobre Alexandre, espero que seja possível que você tenha impressões de onde ele poderia se encontrar e me informar sobre o assunto o mais rápido possível. Ajudaria muito na minha concentração não temer um antigo Príncipe furioso nos meus jardins.

Sorriu e esperou que Rajmund respondesse.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sex Abr 27, 2018 12:23 pm
*Rajmund solta sua risada abafada como um latido com a última frase do Príncipe.*

-Heh. Non, esso non serria interressante, non?

-Eu disse à senhorrita Sarissa o que dirrei a focês. Os sonhos ficam semprre entrre nós quatrro. Semprre que puder, tentarrei avisar pelo menos um. Se eu... Se algo acontece comigo, pelo menos o informação se passa.

*De forma parecida com Villon, ele também se levanta agitado. O movimento parecia lhe fazer pensar melhor.*

-Norte. Acho que meu lugar serria no norte. Mas serria prrocurrar um... como se diz? Agulha em palheirro. Prreciso conversar com senhorrita Sarrissa de nofo. Sobrre como rastrrear meu prróprrio sangue.

*Ele ri novamente, com as presas à mostra.*

-Acho que agorra serria bom eu non ter matado todos aqueles Trremerre, non?
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sex Abr 27, 2018 12:59 pm
Villon sorriu. Era tão gentil que Rajmund só se lembrou que ele era um velho vampiro com seus próprios objetivos quando o Príncipe disse a última frase.

- Na verdade, foi bom. Isso fez você, um cainita com fortes capacidades pessoais chegar até a minha corte.

Sorriu.

Se debruçou sobre a escrivaninha e, usando pena e papel, rabiscou algumas coisas. Depois, entregou o papel a Rajmund. O Gangrel percebeu que se tratava do endereço de Sarisa.

- Sim, meu caro. Talvez seu lugar seja no Norte. Não se preocupe em encontrar coisas, porém. Na minha experiência, compreendi que algumas coisas tendem a vir até nós. Foi um prazer, Rajmund Samiec. Gostaria de compartilhar o campo de batalha contigo, uma outra vez, num futuro próximo.

O Ventrue cumprimentou Rajmund com um aperto de mão. Villon o fez com um meneio de cabeça. Antes de deixar o Principado, porém, o Gangrel ouviu novamente a voz do Príncipe.

- Ah, Monsieur Samiec, lembre-se sempre. No fundo não desagrada ninguém quando morrem os Tremere.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sex Abr 27, 2018 1:37 pm
*Rajmund sorri abertamente para os dois anciões. Paris, apesar dos problemas, não era ruim afinal.*

*Ele retribui enfaticamente o aperto de mão de Labianus na despedida.*


-Sim! Gente como nós... Se não encontrramos um campo de batalha, o campo de batalha nos encontrra. Obrrigado pelo bom conselho.

*Em seguida cumprimenta Villon, retribuindo a curvatura da cabeça.*

-Manderrei notícias, senhor Prríncipe. De uma maneirra ou outrra. E agorra... tenho uma linhagem parra caçar.

*Com uma despedida final, Rajmund deixa o Palais, buscando o endereço que lhe foi dado por Villon.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sab Abr 28, 2018 4:46 am
Villon foi gentil o suficiente para determinar que uma de suas carruagens - aparentemente Labianus havia informado ao Príncipe sobre a indisposição do Gangrel com os meios de transporte modernos - levasse Rajmund até a residência de Sarisa. O veículo era discreto e ágil, cortando rapidamente as ruas de Paris. Lentamente Rajmund se sentia cada vez mais à vontade naquela cidade. Era bela e cosmopolita, mas respeitava, em alguma medida, os espaços florestais dentro das fronteiras. Incomodava, porém, o mau odor do Sena e a má vontade dos franceses, sempre emburrados.

A carruagem levou o vampiro até uma região menos cheia, mais periférica. O cocheiro parou o veículo diante de uma pequena casa de dois andares, sem maiores atrativos. Era estreita e tinha uma cor creme, com uma fachada levemente arredondada e uma bela sacada no segundo andar. O acesso à porta era direto mas antes que Rajmund batesse à mesma, ela foi aberta. Na soleira, Sarisa o encarava com um meio sorriso.

- Bem vindo, Monsieur Samiec. Entre, por favor.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sab Abr 28, 2018 12:15 pm
*Após se despedir de seus anfitriões, o Gangrel passa a viagem refletindo enquanto observa a cidade. Paris, ele havia pensado antes, não era ruim. Paris e seus Membros, ele pensava agora, valiam a luta. Rajmund não tinha dúvidas de que havia podridão se escondendo na cidade, mas agora podia ver na Cidade das Luzes um baluarte contra a selvageria representada pela Fera de Três Cabeças. Ele riu do próprio pensamento sacudindo a cabeça - um Gangrel combatendo a selvageria? Tempos estranhos, sem dúvidas eram tempos estranhos.*

*Quando enfim chega ao seu destino, toma um ligeiro susto quando Sarisa abre a porta, mas logo abre num sorriso franco.*


-Dobry Wieczór, Panno Sarrissa! Já esperrava meu visita ton cedo?

*Ele cede espaço para que sua anfitriã entre primeiro na casa, e depois a segue.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sab Abr 28, 2018 2:25 pm
Sarisa entra, fechando a porta atrás de Rajmund. O que o Gangrel vê é uma casa de classe média parisiense. Não somente na arquitetura, mas em tudo. A decoração, as luzes, os móveis. Tudo lhe parecia falso, estranho. Faltava uma família e crianças. Na verdade, estavam presentes em fotos que adornavam um dos móveis na entrada.

A Malkaviana procedeu até o que parecia uma sala de chá pintada em tons pasteis e convidou Rajmund a sentar-se. Depois, começou.

- Evidentemente que eu te esperava, Rajmund. Me foi dito que você viria, e antes que você pense que tenham me informado meus corvos eu respondo que não. Existem olhos que não podem ser vistos.

Sorriu. Havia algo de diferente nela. Mais etéreo que o de costume. Além disso, seus olhos eram... verdes.

- Minha Ancestral me fala muitas coisas sobre você Rajmund, pois ela sabe de todas as coisas que foram, são e virão. É a sua bênção e a sua maldição. Foi ela quem me disse que você era um descendente do Pai de Todos, o Gangrel que governou o Norte da Europa por milênios, antes de cair em Torpor.

Ela girou a cabeça, como se tivesse um torcicolo. Depois, encarou Rajmund e continuou.

- Quando os rios eram congelados, Odin desceu ao sul, onde pilhou, estuprou e matou com seus guerreiros. Ali, a Grande Força o trouxe para o nosso mundo. Renascido, descobriu que o mundo era vasto, mas que já tinha dono. Forjou seu reino e enfrentou os Príncipes desta terra. Foi ele o único a derrotar todas as três cabeças da grande besta, e ela sentirá o cheiro de Odin e de seus descendentes onde quer que estes estejam.

Apoiou a mão elegantemente nos joelhos. Rajmund percebeu que um filete de sangue escorria do nariz da Malkavian.

- No entanto, O Pai de Todos o espera, Rajmund. No norte, no gelo, sob a neve. Ele te espera pois dentre todos os seus herdeiros, você viu a grande luz e não se esquecerá dela. Siga. Para além de Oslo, onde o sol nunca nasce.

Sarisa deu um profundo suspiro. Fechou os olhos por um segundo e voltou a encarar Rajmund.

- E então?
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Sab Abr 28, 2018 11:58 pm
*Agora, de certa forma, ele entendia. Entendia como Sarisa podia saber tanto, e como isso lhe afetava. Ela era uma medium, muito mais poderosa do que as ciganas charlatãs que conhecera em vida. Ela canalizava algo, ou alguém a fim de ter tamanho conhecimento. E era claro que esse conhecimento lhe caía como um fardo, por diversas razões.*

-Panno Sarrissa, non sei se ouviu os prróprrios palavrras, mas me mostrrou más do que eu jamás poderria esperrar aprrender por conta prróprria.

*Ele se levanta e tira um lenço do bolso. Uma peça velha e de pano bruto, mas razoavelmente limpa. Rajmund se aproxima da Malkaviana e, com uma ternura surpreendente para um par de mãos nodosas e acostumadas ao trabalho brutal, limpa o filete de sangue escorrendo de seu nariz.*

-Mas non repita esso. Non por um polaco brronco sem moito valor. Focê me é querrida, por motivos que nem eu sabe explicar, mas non gostarria de ver seu saúde em perrigo por causa de um simples curriosidade meu.

*Ele sorriu de forma gentil. Sarisa e Rajmund eram de idades semelhantes, ainda que em certos aspectos ela fosse infinitamente mais velha, mas mesmo assim o Gangrel não podia deixar de sentir um forte impulso protetor quanto a ela. Não sabia definir se como irmão, um tio distante ou algo mais.*

*Guardando o lenço, ele anda pela sala até encontrar um globo terrestre no canto, peça de decoração comum naquele tipo de casa. Girando o planeta, ele enfim para no norte da Europa, onde segue seu dedo rombudo de unha preta até repousar no jovem país da Noruega.*


-Parrece que Deus ou o destino non quiserram que eu ficasse em Parris por monto tempo. Devo seguir parra o norte, panno, ter o estrrela polar como guia até non reconhecer más o sol.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Dom Abr 29, 2018 2:48 pm
Sarisa sorriu. Com as costas da mão limpou o nariz. Depois, encarou Rajmund e respondeu.

- Não se preocupe comigo, Monsieur Samiec. Não me causa mal nenhum. E sim, eu ouvi as palavras que lhe disse. Faz parte do meu dom, ou maldição, partilhar do destino daqueles que ouvem o que eu e minha ancestral temos a dizer.

Recostou-se na poltrona. Não parecia cansada ou abatida. Ao contrário, parecia que profetizar ou canalizar lhe conferia um golpe de energia. Rajmund percebeu como Sarisa parecia mais vibrante e menos etérea ao mesmo tempo.

- Você também me é querido, Rajmund. Sabe, às vezes nós não somos mais que pálidos reflexos daqueles que vieram antes de nós. Isso acontece em todas as famílias, talvez com mais frequência nos Malkavianos. Ou nos Assamitas. Fato é que a minha ancestral, a Grande Vasantasena peregrinou pelo mundo durante muitos séculos. Seus caminhos a levaram ao Norte, onde sua não vida foi salva graças à intervenção de seu ancestral. Talvez isto explique nossa conexão, pois eu sei que você também sentiu. Talvez os detalhes dela só venham a ser conhecidos num futuro desconhecido.

Sorriu uma outra vez.

- Mas siga, Rajmund Samiec. Siga o teu caminho rumo ao Norte. Estou certa de que nos encontraremos e, enquanto esta noite não chegar, ouvirei grandes canções sobre ti.

Sarisa levantou-se e deu um beijo demorado na fronte de Rajmund. Depois, se olhar para trás, desapareceu em um dos corredores.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Dom Abr 29, 2018 4:03 pm
*Rajmund, suspira aliviado ao ver que seus temores foram inconformados. Por mais estranhos que fossem, os transes de Sarisa não a enfraqueciam. Ele continua sorrindo; como desconfiava, o elo entre ele e Sarisa era profundo, mas agora ao menos explicados.*

-Se um lago reflete o face da lua, mas o lago trreme com o vento, ainda é um reflexo ou se torna algo más? Somos reflexos de nossos pais sim, panno Sarrissa, mas tampém somos nossas prróprrias crriaturras. Desejo que as canções que ouçam semprre agrradem seus ouvidos.

*Ele inclina a cabeça cortesmente quando a Primogena se despede, e abre uma janela da casa. No meio da sala, o Gangrel deixa seu sangue fluir pelo seu corpo e entrando em contato com sua Besta, sentindo seus músculos e tendões mudarem, escutando a noite parisiense mais do que nunca, enquanto assume sua forma de morcego. Ele voa pela janela aberta e ganha os céus, buscando pela estrela polar e seguindo vôo ao norte, sempre ao norte.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Seg Abr 30, 2018 4:08 am
Voou.

Era bom cortar os céus. Não existiam fronteiras para os Gangrel, não existiam fronteiras para Rajmund. A Europa se tornou uma massa de terra indistinta à medida em que o cainita sobrevoava o território. A neve se tornou uma presença mais e mais frequente e o frio, embora não incomodasse Rajmund, era onipresente. Não podendo contornar a distância em apenas uma noite, Rajmund se recolheu ao Abraço da terra por duas vezes. Alimentou-se de animais silvestres e de um pequeno grupo de viajantes mortais sem, contudo, tirar-lhes a vida ou denunciar a sua presença. Seguiu a Estrela Polar, que se mostrou visível no céu pela inteira duração da viagem.

Sua última noite, aquela em que acordou mais cedo do que de costume, dada a falta de luz solar no norte do continente, foi dedicada a cruzar a pequena faixa de água que separava a Dinamarca da Noruega. Sentia em seu íntimo uma ansiedade cavalar. Estava rumando ao desconhecido para encontrar um Ancestral também desconhecido, mas cujas escolhas e ações reverberavam no seu Destino. Como seria falar com Odin? O que aprenderia nestes dias? Seria sequer capaz de encontrá-lo?

A última pergunta foi respondida assim que Rajmund pousou seus pés em território norueguês. Voltou à forma humana um tanto desacostumado após passar três dias em voo. Se viu diante de uma vasta floresta, com árvores coníferas e montanhas de neve e gelo. Deu-se conta que, no momento em que recobrou seus pensamentos, sabia exatamente para onde prosseguir. Ao seu redor, silêncio. Nem mesmo uma besta noturna se movia. Somente o vento uivava por entre as árvores quando Rajmund sentiu o chamado. Não era algo induzido pelos Dons de Caim, era algo que corria em suas veias. A Estrela Polar ainda iluminava o céu e Rajmund sabia que bastava segui-la.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Seg Abr 30, 2018 11:24 am
*Ao observar a floresta, Rajmund entende mais do que nunca que seu clã não era só o Clã da Besta, como se dizia de forma pejorativa. Muito mais do que isso, era o clã da terra. Talvez apenas os Tzimisce pudessem compreender com tanta clareza o que a terra significava, e Rajmund podia ver isso claramente agora, ao ver aqueles pinheiros imponentes e aspirar nas suas narinas os ventos frios polares. Ele se ajoelha e pega um pouco de terra misturada com neve nas mãos, para depois esfregá-las. Ele podia sentir algo ali, uma... magnitude que não conseguiria explicar. É fácil, fácil demais seguir em frente. Suas pernas quase não precisavam de comandos. O sangue se encarregava de tudo.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Seg Abr 30, 2018 12:15 pm
Avançou rapidamente, abrindo caminho entre galhos caídos e semi congelados. A floresta não era densa. Os espaços entre as árvores permitiam a Rajmund ver muito adiante. A neve afundava sobre seu peso e o céu era escuro, repleto de nuvens pesadas. Sentia-se conectado a um lugar que jamais havia estado. Era como se uma parte dele viesse dali, uma parte significativa e importante. O ar invadia seus pulmões mesmo involuntariamente, aumentando a conexão com o local.

Rajmund caminhou por quase uma hora antes de avistá-la. Não se escondia estava ali, diante dele, em meio às árvores e a neve que se misturava ao branco da pele de lobo que cobria seus ombros. O corpo era longilíneo e atlético, com pernas longas e aparentemente fortes. Um vestido azul, simples e de tecido resistente cobria-o. Sua expressão era calma, emoldurada por um longo cabelo louro, mas atenta, e os estreitos olhos azuis fitavam diretamente Rajmund. Não parecia hostil. Era como se o esperasse. E, de fato, falou quando Rajmund estava próximo o suficiente para ouvi-la. A boca com lábios finos e inexpressivos se mexe

- Saudações estrangeiro. Diga quem és e o que fazes nesta terra.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Ter Maio 01, 2018 12:43 am
*A figura à sua frente faz, mais do que nunca, que sua viagem tenha os contornos de uma peregrinação. Rajmund seguia como católico, mesmo cem anos depois de seu Abraço, mas agora sentia algo mais. Ele sentia este grande surto de poder antigo, algo maior do que a Igreja e seus rituais. Algo que a Igreja tentou domar por séculos e agora, Rajmund podia ver claramente, não havia tido um sucesso completo. O Gangrel se sentia como numa história, num conto de fadas terrível e mortal, que não possuía mais espaço neste mundo.*

-Lhe saúdo. Sou Rajmund Samiec, cria de Vyacheslav, cria de Pard, cria de Odin, o Pai de Todos, o que Tudo Vê. Nós somos criaturas de sangue, feitos pelo sangue, destruídos pelo sangue. E agora o sangue me chamou até sua terra.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Ter Maio 01, 2018 6:02 am
A figura observou Rajmund sem expressar nenhum julgamento. O Gangrel observou que, entre ele e a mulher, havia uma espécie de véu translúcido que se agitava no ar. Rajmund se lembrou das auroras do norte, dada a semelhança. O véu se mexia lentamente, mas não atrapalhava sua visão.

- Atravesse o véu e iremos determinar se dizes a verdade, forasteiro. Minta e sentirá a fúria do Norte sobre teu corpo.

Rajmund ponderou brevemente antes de atravessar o véu, mas o fez sem nenhum impedimento. Nada aconteceu, mas o mundo após a barreira parecia mais vibrante, mais intenso. As árvores pareciam maiores e mais frondosas, e o céu era ainda mais cinzento. Olhou novamente para a mulher diante de si, somente para perceber que sua aparência havia mudado.

Ainda era loura e bonita, mas seu rosto agora continha diversas tatuagens tribais que lhe davam um ar feroz. Parecia mais alta. Seus braços eram cobertos de pelos que Rajmund notou não serem similares àqueles gerados pelo Dom dos Gangrel, mas possivelmente pela maldição do Clã. Era uma pelugem acinzentada como a de um logo, que cobria, inclusive, as mãos e os longos e finos dedos terminados em garras escuras. Rajmund percebeu também que as pernas pareciam ainda mais musculosas, embora estivessem cobertas pelo vestido.


A mulher observou atentamente enquanto Rajmund cruzava o véu. Quando ficou claro que nada aconteceria com o visitante, aproximou-se do Gangrel e o abraçou inesperadamente. Era um abraço sincero e fraterno.

- O cheiro de meu irmão Egil, que vocês sulistas chamam de Pard, é forte em ti e eu o reconheço como minha Família e portador do nosso Sangue. Sou Ulfsdottir, Progênie do Pai de Todos, antiga líder de seu batalhão pessoal. Lhe recebo com alegria e preocupação, Rajmund Samiec, pois nada de bom costuma acontecer em seguida à visita de um sulista.

Ela não sorria, mas parecia simpática e agradável aos olhos de Rajmund. O Gangrel notou a presença de uma grande espada presa à sua cintura.

- Tua presença, contudo, não é uma surpresa. O Pai tudo vê, e não seria diferente com a tua chegada. Esta terra pertence aos Filhos de Odin desde tempos imemoriais, e nosso comando sobre este lugar é absoluto. O Pai me instrui a esperar-lhe. O Pai tem grande interesse no que tens a dizer, a despeito da resistência de algumas de suas progênies em relação aos assuntos europeus. Eu tenho interesse no que tens a dizer, Rajmund Samiec, pois tive sonhos contigo nos últimos dias, e neles você enfrentava uma grande besta nas ruas da capital dos austríacos.

Sorriu.

- Venha, Rajmund Samiec, e eu te conduzirei até a nossa morada. Não tenha medo, pois estás entre irmãos e, mesmo que sejamos um família violente, cuidamos e prezamos pelos nossos.

Começou a caminhar adentrando a floresta.

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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Ter Maio 01, 2018 8:57 am
*Logo após cruzar o Véu, Rajmund se vira de forma agressiva para Ulfsdottir. Não conseguia tolerar ser chamado de mentiroso, não ali, mas sua raiva se esvai com o abraço recebido. Era um teste, afinal.*

*Ao ver como a aparência da valquíria mudara, Rajmund olha para o próprio corpo em busca de alguma mudança. Ele sentia como se havia cruzado uma barreira não para um lugar, mas para uma época diferente. Aqui, ele não se sentia mais deslocado do próprio tempo, apesar da relativa pouca idade.*

*Sentindo a afinidade entre o sangue de ambos, Rajmund retribui o abraço caloroso antes de responder.*


-Verdade, família nunca visita por causa de boas notícias, não? O Pai... O Pai é uma lenda, mas acima disso, foi um farol para mim nas últimas noites. Algo antigo, maligno, se remexe e sacode no sul, e teme apenas a força do Pai. Uma grande fera, sim, mas ainda não sei de nada sobre ela no território dos Habsburgo. A besta com quem eu sonho é uma com três cabeças...

*Os dois Gangrel seguem floresta adentro, apesar do peso trazido pelas palavras de ambos.*
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Ter Maio 01, 2018 9:34 am
A Valkíria caminha na frente, abrindo espaço entre os galhos de árvore com as mãos.

- O Pai é uma lenda, mas é também muito real. Seus inimigos tentaram por séculos destruí-lo, enfraquecer o seu poder. O Pai sobreviveu ao invasores cristãos, sobreviveu aos impérios e às guerras. O Pai golpeou forte seus inimigos, mas eles eram tenazes e resistentes. Agora o Pai dorme e descansa dos esforços que lhe foram exigidos para manter esta terra em paz por séculos.

Completou, sem se voltar para Rajmund, que vinha atrás.

- Mas não se preocupe, Rajmund Samiec. O Pai lhe falará.

A mulher tomou um caminho que não levava, aparentemente, ao coração da floresta. Rajmund percebeu que o frio ali era intenso, mas que não o incomodava. Pelo contrário, sentia-se em casa. Avistou, pouco a frente, silhuetas de pessoas em uma espécie de clareira. Quando entraram no espaço aberto entre as árvores, o Gangrel contou cinco pessoas. Eram três homens e duas mulheres. Quatro deles estavam sentados no chão. Eram, assim como ele, cainitas, mas visivelmente mais jovens. Não assumiram nenhuma postura agressiva ou intimidatória, mas encararam Rajmund quando este entrou.

Diante deles, havia um homem. Tinha os cabelos longos e claros, embora muito sujos. A barba era igualmente longa, dando-lhe um ligeiro ar de sabedoria. No entanto, Rajmund percebeu instintivamente que se tratava de um guerreiro. Os músculos eram fortes e desenvolvidos. Com seus olhos acinzentados, fitava intensamente enquanto o Gangrel e sua acompanhante entravam na clareira. Ulfsdottir estacou a certa distância, permitindo que o Gangrel avançasse sozinho. O homem se levantou, caminhando ao encontro de Rajmund. Um vento frio soprava e o silêncio era quebrado somente pelo grasnar insistente de dois corvos, em algum lugar no topo das árvores.

- Eu o saúdo, irmão. Sou Forseti, progênie de Egil, Progênie do Pai de Todos. Não és o primeiro viajante a adentrar as nossas terras nesta última noite. Falo como a Voz de Odin, O Que Tudo Vê, e cabe a mim julgar se os seus motivos são justos o suficiente para que mereças adentrar o Santuário. Fale abertamente e sem medo, pois mesmo aqui ecoam os rumores sobre a Grande Besta, cuja fome é tão grande que a fará devorar sua própria família.

Quando se aproximou o suficiente, apertou a mão de Rajmund como faziam os antigos, tomando como base o antebraço. Rajmund viu uma grande tempestade nos olhos do homem. Era uma fera, uma força da natureza, aquele indivíduo. Mas emanava profunda sabedoria enquanto falava.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Ter Maio 01, 2018 2:18 pm
*A clareira no centro da floresta era ao mesmo tempo bela e terrível, uma verdadeira força da natureza. Rajmund avança, observando os cainitas mais jovens quando Forseti fala sobre não ser o único visitante daquela noite. Ele saúda seu irmão de sangue entusiasticamente, o cumprimento com o antebraço é estranho, mas não é difícil de replicar.*

-É bom conhecê-lo, parente! Sou cria de Vyacheslav Um-Olho, seu irmão, que agora está distante de nós.

-Eu trago notícias sobre a Fera, inimiga do Pai de Todos e que não é estranha para ninguém aqui.

*Rajmund inspira e começa seu conto. Era um bom orador, com uma voz sólida e boa presença.*

-Minhas jornadas me levaram à França, e à sua Cidade da Luz. Lá, cada dia passado em sono era um ordálio. Um aviso. Algo se remexia nas entranhas daquele país do sul. Em meus sonhos, e até acordado, eu via uma fera de três cabeças trazendo devastação pela Europa. E com o tempo, conheci mais sobre sua história, seus rostos e seus crimes.

*Ele se vira para todos os ouvintes, levantando três de seus dedos rombudos*

-Antonius, o Galo, que falhando em conquistar a França, fugiu para a Turquia para lá criar sua fonte de poder; Alexandre, tirano de Paris, membro que os vampiros franceses cospem ao ouvir o nome; e Erik Eigermann, a cabeça central, monstro alemão, que já começa a mover suas garras pelo seu país. Três Ventrue, de corações tão negros que nem mesmo suas crias querem ouvir seus nomes nas noites de hoje. Três cabeças de uma vera que colocaria a todos, Membro ou mortal, Camarilla ou Sabá, sob seus calcanhares.

*Rajmund inspira fundo e levanta a voz, atingindo a clareira e a floresta além.*

-E quem foi o único sob os olhos do céu que enfrentou as três cabeças da Fera e viveu? O único que faz com que essa Fera se encolha de medo ao mero sussurro de seu nome? Aquele que a tudo vence, que tudo vê e de todos aqui é o Pai? ODIN!

-Em Paris e Estrasburgo o sangue de Alexandre falou comigo. Ele procurava um dentre os seus, para lhe despertar e salvar sua forma carbonizada, mas encontrou a mim! Encontrou o sangue do Pai de Todos, seu mais temido inimigo, e agora sente medo! Medo que fará com que desperte em breve, se nada for feito. Fui guiado pelo sangue de Vasantasena até aqui, e aqui procuro a orientação do Pai de Todos, procuro um bastião para proteger a Europa da Fera de TrÊs cabeças.
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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

em Qua Maio 02, 2018 2:11 pm
Forseti ouvia atentamente as notícias de Rajmund, enquanto coçava a barba longa. Os mais jovens pareciam profundamente interessados no que falava o visitante. Seus olhos, atentos, fixavam Rajmund. Ulfsdottir estava também em uma posição visível, mas sua face, enquanto Rajmund se expressava, era inexpugnável.

- Eu compreendo, Rajmund, pois também o Pai se remexe em seu sono todas as noites, e o Sangue que correm em suas veias falam também com alguns de nós. O Pai sabe o que está acontecendo, e começou a convocar seus filhos, por isso é bom que estejas aqui. Estavas no centro da maquinações da Grande Besta, e o Pai saberá ler os sinais acumulados em sua aura.

Levantou-se. Rajmund notou o quanto Forseti era alto. Alcançaria, facilmente, os dois metros e dez. Aproximou-se de Rajmund.

Forseti, Progênie de Egil.

- Não serei eu, contudo, que lhe contarei as história do Pai com os três que formam a Grande Besta, senão ele mesmo. Te levarei até ele, ainda esta noite. O Pai, porém, recebeu um visitante de longe, das Ilhas. Você terá de esperar um pouco.

Foi Ulfsdottir que interrompeu.

- O Pai falou-me quando Rajmund chegou à Terra. Disse-me que não há problemas, que o visitante é um aliado na luta contra a Grande Besta.

Forseti assentiu com a cabeça, aceitando a informação da Valkíria. Ulfsdottir, no entanto, dirigiu-se a Rajmund.

- Você afirma, Rajmund Samiec, de Alexandre, Filho de Ventrue. Eu vi, em meus sonhos, que tu enfrentaria uma Besta nas ruas de Áustria. Tens alguma informação sobre o paradeiro de Alexandre? Eu não apostaria na possibilidade de ele estar em França.

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Re: Paris: A Mãe de Todas as Cidades.

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