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Re: Berlim: Tradição e Modernidade.

em Sab Maio 05, 2018 9:08 am
* A viagem era longa, exaustiva. Deixar a sua pátria em um momento decisivo aumentava a angústia de sua partida, ainda que temporária.

Tomou o trem com as passagens compradas em nome de Sebastian Vorbeck - O Colecionador. O segundo alter ego de Geist é um homem do mercado de tecnologia e arte. Através dele decorou seu refúgio e adquiriu as peças tecnológicas mais recentes para a sua residência e jornais.

Vorbeck é um homem de expressão sisuda, ao contrário do carismático Bertrand Fritz. Veste-se com roupas escuras bem recortadas e mantém o cabelo impecavelmente penteado para trás ou para o lado, mantendo um aspecto sempre molhado. Caminha apoiado em uma bengala escura terminada em uma haste com uma águia prateada. Esta que possui uma função para além de decorativa. A bengala guarda uma lâmina de prata, embainhada em uma madeira escura que lhe confere o aspecto de um simples apoio, com cerca de 60 cm de comprimento. A Águia e o prolongamento dela funcionam como um cabo próprio de espadas medievais.*



* Aproveitou-se do percurso tedioso para informar-se mais sobre os membros de Istambul. Notas interessantes foram escritas por Goebbels, seria de uma utilidade  ímpar.

Enfim, ao chegar, apoiou-se em sua bengala e caminhou até um dos carros de aluguel dispostos na proximidade da estação. Sabia o Fantasma que não teria muito tempo para agir sem que sua presença fosse notada, portanto, decidiu seguir um curso diferente do óbvio. Apesar do transtorno ao ter que falar a patética e embaraçosa língua dos franceses, Vorbeck a dominava com perfeição e fazia a questão de deixar marcado o sotaque alemão ao pronunciá-la, mesmo que não precisasse.*


- Leve-me até o endereço...

* Passou-lhe o endereço conhecido do principado de Istambul. Esperava que o tal gatilho implementado por Eigermann logo funcionasse para que pudesse encontrar o Galo, Antiorix.*
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Re: Berlim: Tradição e Modernidade.

em Sab Maio 05, 2018 11:15 am
Geist o sentiu. Sentiu quando algo pareceu se desprender de sua mente. Seria um pensamento? Uma impressão? Não tinha certeza. No entanto, o controle de Eigermann sobre o Dom da Subjugação lhe pareceu imenso. Era uma impressão estranha, aquela. Era como se seu cérebro morto, subitamente, se acendesse como um farol. Na sua mente, ouvia a voz de Eigermann.

"Este é o meu emissário, irmão. Trate-o bem e ouça o que ele tem a dizer, pois são as minhas palavras. Invoco a tradição do domínio, e a eventual destruição do mensageiro será considerada uma ofensa pessoal ao meu Reino".

As palavras se repetiam a cada ciclo de cinco minutos. Não era algo que incomodava Geist, mas que o fascinava.

O motorista assentiu e cortou velozmente as ruas de Istambul. Tudo o que Geist desprezava podia ser visto ali. Excesso. Álcool, música ruim, fortes odores. Gente feia, deselegante. Não obstante, Istambul era bela. Ao menos geograficamente. Posicionada sobre o mar, a cidade assistiu ao mundo se erguer e desabar, mantendo-se impassível no processo. Istambul, e o Império Otomano, eram uma força a ser respeitada, mas não temida.

O caro parou diante de uma residência de arquitetura claramente árabe. Era baixa, com um muro também baixo. Os portões estavam abertos, e diversos carros parados no jardim. As luzes acesas indicavam ocupantes. O número de veículos indicava visitantes. Estaria ali Hardestadt? O carro avançou com cuidado, mas os servos não impediram o movimento. O motorista deixou o Fantasma diante da porta, recebeu seu pagamento e deixou o local.
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