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Cenário - Europa em 1913.

em Sab Mar 10, 2018 6:46 am
Quanto tempo pode durar a paz, Henry?

Eu me recordo claramente do nosso último grande conflito. Franceses e Prussianos arrastaram o continente para um embate de grandes proporções. É verdade que estamos acostumados à guerra mas é também verdade que, nos últimos anos, a Canaille vem fazendo progressos imensos na sua capacidade de matar. Veja, os homens sempre foram belicosos e intransigentes em suas ações mas, recentemente, parece-me que um verdadeiro zeitgeist de guerra, para usar uma expressão germânica, tem guiado os seus pensamentos. Nós somos geralmente pegos no meio dos conflitos mortais e a nossa Jyhad, que para muitos é a única razão para continuar existindo em um mundo amaldiçoado, empalidece em comparação às crueldades perpetradas pelo povo europeu.

*Um gole no cálice de Vitae fresco. Sons de máquinas mecânicas invadem o ar. Um zunido incompreensível, se faz sentir.*

A verdade, Henry, é que a guerra é uma constante no continente. Eu mesmo me recordo da minha juventude como um soldado raso, perdido nas matas da Baviera, longe de casa. Hoje os mortais convencionaram chamar esse tempo de "Guerra dos Trinta Anos". Para nós, era somente mais um conflito causado pelas aspirações imperiais. Na Baviera, conheci meu Senhor, Stephan, que me trouxe ao mundo dos mortos vivos. Sempre fui de natureza contemplativa e, logo nos meus primeiros anos, dediquei-me a estudar as causas dos inúmeros conflitos que rasgam essa terra.

Cheguei à uma conclusão muito simples, Henry. Não foram sentimentos nacionais, fronteiras, línguas ou culturas as forças capazes de unir a Europa e, ao mesmo tempo, desuni-la. Foram as Guerras. Uma guerra é a única força capaz de unir as pessoas. A paz necessariamente leva à estagnação e, posteriormente, ao conflito. Não, é a guerra que nos faz temer e, graças ao temor, avançar sobre os corpos dilacerados dos nossos inimigos. É o que permite à Canaille desumanizar o outro e a nós Cainitas lucrar infinitamente com a desgraça alheia.

Veja que a guerra, portanto, é um fenômeno positivo.

*Outro gole. O zunido diminui*

Quando Napoleão Bonaparte rompeu a Paz de Westphalia, deu início aos processos de transformação que nos portaram ao que somos hoje. As tensões entre os imensos impérios que cobrem esse pequeno pedaço de terra determinam os acontecimentos em todo o resto do mundo. Nós, Britânicos, alcançamos o ápice da civilização humana, com colônias que se estendem por três oceanos. Não obstante, franceses, alemães, russos, austríacos e otomanos forçam a nossa paciência e as nossas fronteiras, na sua avidez por mais e mais. Todos odeiam a todos considerando o vizinho como a encarnação do demônio na terra. Fizemos concessões, permitimos aos nossos inimigos ocupar espaços vitais para que pudessem se desenvolver. Não me parece ter adiantado. Eu, Henry, acredito piamente que nos encaminhamos para uma outra guerra. Sinto no ar o odor de morte e carnificina, de pólvora e ferro fundido. Não, não é um presságio nem tampouco uma profecia. É uma análise histórica. Veja, caro, a guerra está na natureza humana e, por consequência, na natureza dos Cainitas. É por isso que insisti nessas reuniões. Você é jovem e idealista, e é a minha cria favorita, meu magnum opus. Deve estar preparado pra quando o céu se tornar escuro e as máquinas de guerra dos mortais cortarem céus e chão igualmente.
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Re: Cenário - Europa em 1913.

em Sab Mar 10, 2018 7:26 am
Logo, precisamos entender como os conflitos mortais influenciam a nossa existência e como nós os influenciamos de volta. Os espaços que ocupamos e as forças de que dispomos são baseadas nesse cálculo simples. Penso que o resultado seja uma Europa noturna tão dilacerada em conflitos internos quanto o é a Europa que funciona sob a luz do dia.

Sobre a Camarilla.

O Império se expande. Não, Henry, não me refiro a nós britânicos ou aos germânicos. A Camarilla é o verdadeiro império, uma organização criada por nossos genitores para nos proteger dos Tempos das Chamas. É óbvio, porém, que onde quer que os impérios mortais se expandam, nós nos expandimos juntos. Como resultado, a Camarilla organiza os Cainitas em regiões tão longínquas quanto África e Ásia, passando pela América e mesmo pelo Extremo Oriente. Boa parte dos nossos Ancillas e jovens Anciões aceitaram servir à causa civilizatória e hoje governam territórios estranhos e inconstantes, impondo as Tradições aos cainitas europeus imigrados e aos cainitas nativos - sim, eles existem - com a mesma eficiência. A Camarilla opera mesmo considerando as animosidades entre as nações. Mithras, nosso Príncipe Supremo governa Londres e toda a Inglaterra da mesma forma que Gustav Breidenstein controla Berlim e o Império Germânico. Veja, ambos são Ventrue. Ambos são príncipes da Torre de Marfim. Não obstante, Germania e Grã Bretanha ameaçam uma a outra com sanções militares e econômicas.

Começou a entender o que quero dizer?

Agora aplique à equação um Príncipe da Camarilla em Istambul e um outro em Viena, esse último amedrontado eternamente, dada a presença maciça do Clã Tremere na Áustria. Considere os caprichos da alta aristocracia Ventrue na Rússia, que deve conviver internamente com Brujah cada vez mais organizados e mais vinculados aos mortais e às suas aspirações. No centro do continente, a Grande Corte Toreador de François Villon apoia as manobras militares de seu país, exigindo uma devolução da Alsácia-Lorena, anexada pelos Ventrue e Nosferatu alemães após a derrota na Guerra Franco-Prussiana. Os Toreador não esquecem uma humilhação, é a sua natureza. Nossos Justicares não conseguem alcançar acordos entre Príncipes tão diversos, tão influenciados como estão pela belicosidade dos mortais.

Há quem diga que tudo isso é irrelevante, que somos o Império, a maior organização de cainitas jamais criada. E, de fato, estamos no nosso auge. Quanto tempo durará essa paz armada entre os mortais e esse acordo de cavalheiros entre os Príncipes da Europa é difícil dizer.

O Sabá.

Não se iluda, Henry. Não os subestime. Embora encurralados pelo nosso progresso e pela nossa capacidade de manter um certo equilíbrio de paz, o Sabá tem suas fortalezas na América. Essas não nos preocupam tanto, embora eu venha alertando nossas autoridades sobre o perigo de permitir aos nossos inimigos um comando quase incontestável nos Estados Unidos, por exemplo. Mas compreendo que a preocupação imediata, com uma guerra se desenhando no horizonte e a Camarilla rachada por conflitos internos sejam as possessões da Espada de Caim aqui mesmo, na Europa.

Nós nunca conseguimos derrotar definitivamente o Sabá em seus territórios. Embora alguns Príncipes da Camarilla operem na Espanha e no Leste Europeu, essas regiões são claramente fora do nosso alcance. Na Ibéria, Brujah portugueses e Lasombra espanhóis se coordenam, esquecendo antigas inimizades em nome de levantar suas armas contra as cortes do extremo oeste da França. No leste Europeu, os Tzimisce são invencíveis ameaçando os poucos principados Ventrue da região, numa guerra que teve origem ainda na Idade Média. Os recentes eventos na Serbia, com o assassinato do Príncipe Gjorgiev, por uma coalizão de Ventrue e Toreador Antitribu fez com que os Membros da Camarilla se retirassem com o rabo entre as pernas, submetendo-se à proteção de Breidenstein e alterando ainda mais o equilíbrio do poder.

E não esqueçamos a Itália.

O que a Inglaterra é para a Camarilla, a Itália é para o Sabá. Veneza assistiu, uma década atrás, à queda do último Príncipe da Camarilla a reinar na Península Itálica. A unificação italiana unificou diversas correntes diferentes dentro do Sabá que, apesar de imensas tensões internas, derrotaram no arco de poucos anos os poucos principados existentes. Rumores falam de uma poderosa coalizão de anciões Lasombra que, diante da indiferença dos Necromantes, unificaram a península sob seu comando.

Como você pode notar, Henry, nada é simples no xadrez europeu.

Os Outros

A expansão do Império não ocorreu sem conflitos com clãs independentes, seitas menores e vampiros estranhos de outras terras. No Extremo Oriente, os Príncipes da Camarilla relatam dificuldades recorrentes com os Cataios. Na África, bestas correm livremente entre as densas florestas, desafiando a nossa autoridade. Alguns desses são Gangrel e Nosferatu, alguns são entidades desconhecidas que fazem o sangue gelar quando demonstram seus estranhos poderes. Setitas influenciam o Império Otomano, em um conflito eterno com os Assamitas, sendo essa a única coisa que ainda permite à Camarilla operar dentro do Império. Os Charlatães se deslocam com os conflitos regionais, trazendo o caos à Europa e os Giovanni, aparentemente inócuos, detém o controle de uma fortuna que causa inveja mesmo aos Ventrue. Quanto tempo até que usem estes recursos? Pensar nos Giovanni, no que estariam fazendo em suas casas e refúgios afundados nas águas pútridas de Veneza me causa um imenso desconforto.

A paz não é, a curto prazo, uma possibilidade, Henry.
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Re: Cenário - Europa em 1913.

em Sab Mar 10, 2018 9:08 am
Com todos os jovens Sabá acomodados em cadeiras, poltronas ou tapetes espalhados pelo chão, Giangaleazzo, Arcebispo de Milão, estava pronto para a sua palestra. Embora a maior parte dos líderes Sabá defendessem que os jovens eram descartáveis e que somente aqueles que se destacassem deveriam ser instruídos, Galeazzo discordava. Haviam se tornado um hábito as longas lições sobre política e geografia e o Arcebispo esperava que, armados de tal conhecimento, o Sabá se tornasse algo diferente, mais eficiente e capaz de fazer frente à Camarilla. Giangalezzo sorriu ao notar a sala cheia e os olhares ansiosos dos jovens vampiros que esperavam pela sua sabedoria.

O que nos diferencia da Camarilla, meus caros, é o nosso senso de liberdade. Não somos peões de ninguém. Não nos submetemos aos mortais assim como não nos submetemos aos nossos Ancestrais. Todavia, a luta sem conhecimento é burra e conhecer onde estamos e onde estão aqueles que se opõem a nós é essencial para qualquer ação bem sucedida. Ouçam com atenção e me interrompam sempre que acharem necessário.

Os Brujah

Quão decadentes se tornaram os Filósofos! Quão marginais se tornaram suas táticas! É comum ouvir tais expressões, em especial vindas daqueles mais velhos entre nós, que se recordavam do papel cumprido pelo Clã Brujah nas noites de antanho. A verdade é muito mais complexa. É verdade, sim, que os Brujah decaíram. Contudo, encontraram em novas ideologias o furor que precisam para sobreviver.

Os Brujah estão espalhados pela Europa. Praticamente cada grande cidade europeia conta com um pequeno grupo, ou ao menos um ancião, a caminhar em suas ruas. A Espanha é o seu centro de poder tradicional, com Príncipes e Arcebispos governando regiões inteiras. Portugal é uma fortaleza do Clã, com a maioria tendendo ao Sabá, mas com alguns bastiões importantes da Camarilla. No Império Russo, os Brujah se organizam juntamente com Bolcheviques e Mencheviques, forçando ao limite a dominação dos aristocratas Ventrue. Alguns dos que eu conheci defendem a criação de uma Nova Cartago - aliás, é o que defendem sempre - em conformidade com os ideais de Karl Marx e Friedrich Engels. Na França, onde os ideias socialistas encontram um terreno profícuo, os Brujah dão trabalho a François Villon e à sua corte. Não podemos reclamar disso, não é mesmo? Dilacerada por problemas políticos internos, os franceses aprenderam, à duas penas, a deixar a Itália em paz.

Os Gangrel

As Feras são como nós, têm dificuldade para se submeter à Autoridade. Esse comportamento os leva a vagar indefinidamente, onde quer que seus instintos os portem. Em geral, se recusam a ocupar os grandes centros urbanos, preferindo as frias florestas da Germânia e da Inglaterra, onde gostariam de ser deixados em paz. O avanço tecnológico é, contudo, inexorável, e na medida em que a ambição dos homens devasta o ambiente natural para alimentar suas indústrias, mais e mais conflitos surgem entre os Gangrel e os clãs aristocráticos, que financiam o desenvolvimento dos mortais como um modo de aumentar suas riquezas e influência.

Uma parte importante do clã atua no Leste Europeu. Esses Gangrel belicosos e violentos não esqueceram a humilhação que seu Clã sofreu durante a Ascensão dos Tremere e atuam como guerrilheiros junto aos Tzmisce, ameaçando a hegemonia da Camarilla no Império Austro-húngaro. Gangrel da Camarilla e do Sabá trabalham juntos, deixando de lado suas inimizades em nome da destruição do Tremere mais próximo. Poderíamos, nós, dizer que estão errados? Quantos de nós tem apreço pelos Feiticeiros?

Os Malkavian

Desses não costumo falar muito. São inconstantes, desorganizados e estão por toda parte. Desconfio que a idade da Razão levou a uma proliferação de um tipo diferente de Lunático. No meus tempo, eram profetas e visionários religiosos. Agora são tecnocratas e investigadores da psique humana, frequentemente conduzindo experimentos estranhos.

Todavia são, ainda, um dos Sete clãs da Camarilla. Atenderão aos chamados às armas, se necessário. Não se esqueçam que podem ser oponentes formidáveis. Na maior parte do tempo, porém, estarão muito ocupados conduzindo suas pesquisas individuais. Eles existem em nossos territórios e nos da Camarilla, movendo-se furtivamente e acumulando informações.

Os Nosferatu

Toda grande cidade europeia contará com uma colônia Nosferatu em seus subterrâneos. Não é um ditado, é uma realidade. De Paris à Londres, de Budapeste, passando por Viena até Roma e Istambul, os Ratos de Esgoto dividem segredos e estratégias. Não é verdade que eles não se preocupam com a nossa política, o Nosferatu médio é capaz de influenciar mais coisas do que o Ventrue ou Lasombra mediano. Suas lealdades variam incessantemente e eu tenho razão para acreditar que os Nosferatu são fiéis somente a si mesmos, e não a alguma seita ou Império.

São uma força a ser levada em consideração, especialmente nas cidades mencionadas. Subestimar um Nosferatu é, geralmente, o caminho mais rápido para uma queda espetacular de qualquer regime cainita. Nós fizemos a nossa lição de casa e eles foram fundamentais na Conquista da Itália. O fato de que oferecemos a eles o Sangue dos Príncipes da Camarilla é somente um detalhe menor.

Os Toreador

As Rosas são uma versão bela dos Nosferatu. É sério, são exatamente iguais em suas afetações e preocupações fúteis. Não obstante, os Toreador governam a França, um dos maiores Estados da Europa contemporânea, com influência ativa no Reino Unido, na Dinamarca e na Rússia. O modelo de Príncipe da Camarilla é muito mais Villon do que Mithras.

Os Toreador Antitribu são uma força considerável na Espada de Caim. São nossos conselheiros e irmãos em armas, furacões de morte e sangue, dado que pra eles matar e trucidar é uma arte. Os Toreador da Camarilla apoiam os novos movimentos literários, artísticos e musicais, influenciando a cultura em nível continental. É um clã difícil de mover e, em outros tempos, já teriam desafiado nossos domínios na Itália e Espanha. Felizmente, as tensões com a Germânia ocupa a maior parte do seu tempo útil. Os Toreador tem uma imensa presença também no Império Otomano, onde membros do Clã de fé islâmica preservam o legado cultural romano e árabe.

Os Tremere

A própria natureza dos Tremere e a sua chegada ao poder define o que devemos pensar sobre eles. São ambiciosos e organizados, sendo um dos principais pilares da Camarilla. Os Tremere conspiram contra nós, mas conspiram também contra seus aliados, numa busca por poder que os portará, inevitavelmente, à própria destruição.

Enquanto isso não acontece, os Tremere governam vastas regiões da Europa. A Áustria é o seu quartel general e rumores dizem que o seu fundador se encontra na cidade. O seu Conselho dos Sete coordena as ações do clã a nível internacional, ao mesmo tempo em que se ocupe de uma guerra milenar contra os Tzimisce e os Gangrel, guerra essa que, felizmente, os mantém ocupados. Os Feiticeiros ocupam ainda outras regiões como o Reino Unido e a Alemanha, onde se opõem tipicamente aos Ventrue e Toreador.

Os Ventrue

Ah, eles. Nosso reflexo distorcido. Se a Camarilla é o que é é graças aos Ventrue. O Clã governa vastas áreas geográficas e a maioria absoluta dos Príncipes da Camarilla, dentro e fora da Europa, são Sangue-Azuis. A Inglaterra, joia da coroa da Camarilla, é o seu centro de poder, mas eles se espalham pela Alemanha, Rússia, Austria-Hungria, Países Baixos (onde lutam incessantemente contra os Brujah), porções da Espanha e França e mesmo no Império Otomano. Os Ventrue são obcecados com a causa da Camarilla, e é justamente essa a sua fraqueza: cada Príncipe acha que sabe o que é melhor pra seita e para a Europa, e as tensões estão atingindo níveis inimagináveis. Todavia, os Ventrue são tudo menos fracos: governam reinos e indústrias, bancos e transportes.

Os nossos Ventrue, em geral, se recusam aos postos de comando, reconhecendo nossa habilidade natural para tal. Ao invés de comandantes, são guerreiros. Cada grande cidade Sabá deveria contar com, ao menos, um pequeno contingente de Ventrue militarizados, que auxiliem na proteção de nossas autoridades e nos combates com a Camarilla. A Itália é um exemplo disso e a Conquista foi possível, em grande parte, graças à uma unidade Lasombra - Ventrue, algo inédito em nossa história mas que portou aos resultados excepcionais que podemos observar.

Os Lasombra

O Sabá é nossa missão. Governar é o nosso destino. Foi essa percepção que nos portou aonde estamos. A Espanha é nosso domínio, mas a Itália é a nossa casa. São esses domínios as nossas prioridades nas noites modernas. Não obstante, estamos espalhados pelo continente e além. A Escandinávia conta com a presença de alguns de nós, assim como o Império Otomano e o norte da África. Aqueles dentre nós que professam a fé islâmica ocupam parte desses dois últimos territórios, reforçando a autoridade Sabá em áreas dominadas pela Camarilla ou clãs independentes. No Leste europeu, auxiliamos nossos irmãos Tzimisce na guerra incessante contra os Tremere e Ventrue.

Alguns relatos dão conta de Lasombra dentro da Camarilla. Devo assegurar-lhes que tal fenômeno não existe. Somos uma unidade forjada no calor da batalha e no sangue do nosso Ancestral, derramado por nós nas noites esquecidas.

Os Tzimisce

A alma do Sabá, nossos irmãos e inimigos ao mesmo tempo. Os Tzimisce continuam senhores absolutos de suas terras ancestrais, da Hungria a Romênia, passando pela Sérvia e Bulgária até regiões mais ao sul, como a Grécia. Furiosos e anacrônicos, os Demônios continuam imersos nas mesmas batalhas de mil anos atrás, defendendo seus domínios lamacentos da presença modernizadora do Ocidente. Os mais jovens dentre eles, entretanto, partiram para explorar o mundo, aliando-se ao resto do Sabá nas guerras que travamos ao longo dos séculos.

Os Giovanni

Nossos inquilinos. Os Necromantes são uma força a ser reconhecida. Nossa relação com estes Membros é tênue, marcada por uma série de tratados de não agressão. Nós os deixamos em paz, eles não se opõem a nós. Os mesmos tratados que assinamos, porém, foram concluídos com a Camarilla. Os Giovanni parecem realmente interessados nas próprias pesquisas, no acúmulo de dinheiro e na construção de um Clã de tradição incestuosa. Qualquer um com um mínimo de compreensão sabe que estes três elementos, quando combinados, não porta a nada de bom.

Os Assamitas

Se os Brujah decaíram, os Assamitas despencaram. Outrora guerreiros honrados e valorosos, se tornaram um Clã de prestadores de serviços pagos com o Sangue. Ainda assim, são poderosos no Império Otomano e além, em direção ao Leste. Também são relevantes no Norte da África, onde se enfrentam continuamente com os Setitas e com as forças colonizadoras da Camarilla, ou mesmo as nossas. Não nos esqueçamos dos conflitos na Eritreia, onde colonizadores do Sabá foram praticamente dizimadas em pouquíssimas noites por Assamitas furiosos. Eles tem conosco uma dívida de Sangue.

Os Seguidores de Set

Antiquados e ainda mais anacrônicos que os Tzmisce, as Serpentes ocupam ainda seus territórios ancestrais: Líbia, Argélia e Egito. Sua influência, contudo, cresce na Europa, mesmo com a obtusa moral vitoriana que nos rege. Talvez seja exatamente por isso que crescem: onde quer que a moral seja excessivamente controladora, lá estará um Setita pronto para afrouxar os laços. Em geral, nos entendemos bem com eles. Ambos os Clãs cultuam a Escuridão, embora eles sejam crianças no entendimento do que Ela significa.

Os Ravnos

Os conflitos internos da Europa deslocam os Ravnos de um lado para o outro. Ninguém ama o povo Rom e ninguém, absolutamente ninguém, ama os Cainitas que os acompanham. Como resultado, os Ravnos são um problemas tanto pra Camarilla quanto para o Sabá. O mais prático a fazer é expulsá-los para além de nossas fronteiras, preferencialmente em direção à França e à Alemanha.
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Re: Cenário - Europa em 1913.

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